Entidade fechou um acordo com a Fanatics, detentora da Topps, para produzir os álbuns e cartas das competições internacionais de futebol a partir de 2031
O álbum de figurinhas da Copa do Mundo não será mais da Panini após a edição de 2030. O motivo envolve o acordo que a Federação Internacional de Futebol (FIFA) realizou com a Fanatics, detentora da empresa de cartas colecionáveis Topps, anunciado nesta quarta-feira (07), que vale a partir de 2031 e envolve todas as demais competições organizadas pela entidade máxima do futebol.
A mudança encerra uma parceria com a Panini, marca italiana que, desde 1970, produz o álbum e as figurinhas oficiais das competições da FIFA. O encerramento se dará na Copa do Mundo de 2030 edição que marca o centenário do torneio de seleções.
De acordo com o site The Athletic, mesmo com o início dos álbuns das competições da FIFA para daqui cinco anos, a empresa poderá iniciar o sistema de debut patches em suas cartas colecionáveis a partir da Copa do Mundo de 2026, nas primeiras partidas de cada jogador.
BREAKING: FIFA, Fanatics, and Topps have signed a long-term, exclusive collectibles deal covering trading cards, stickers, and trading card games.The partnership officially begins in 2031 and will include both physical and digital collectibles… and YES, there will be World… pic.twitter.com/ek1x3S1ysQ
A Fanatics pode instaurar o modelo de debut patch já usado para atletas de outros esportes como o beisebol. São itens colecionáveis de alto valor que consistem no uso de um patch (emblema) na camisa do jogador em uma partida de estreia e que, após o jogo, é removido do uniforme para ser colocado em um card autografado.
Além disso, a empresa deve iniciar a distribuição gratuita de mais de US$ 150 milhões em colecionáveis (cerca de R$ 793 milhões) ao redor do mundo, por meio de ativações e outras iniciativas, para crianças. O objetivo deste modelo, que será uma das formas de coleção além do álbum de figurinhas, é o de criar maior conexão entre o público e os jogadores por meio dos itens colecionáveis.
Declarações do presidente e objetivos
De acordo com Gianni Infantino, presidente da FIFA, reforçou a importância da conexão do público com times e atletas a partir de itens colecionáveis, o que justifica a parceria: “Com a Fanatics, vemos que eles estão promovendo uma enorme inovação em colecionáveis esportivos, o que oferece aos fãs uma forma nova e significativa de se conectar com seus times e com seus jogadores favoritos. Então, do ponto de vista da Fifa, podemos globalizar esse engajamento de fãs justamente graças ao nosso portfólio global de torneios. E isso fornece outra importante fonte de receita comercial que direcionamos de volta, como sempre, para o jogo, para o futebol“, declarou o dirigente suíço-italiano.
Já Michael Rubin, CEO da Fanatics, reforçou o objetivo de expansão de público da empresa e das inovações que a entrada mais aprofundada ao futebol podem trazer: “(…) Nossa grande iniciativa de crescimento e a parceria com a Fifa para fazer a Copa do Mundo, não há evento maior no mundo do que a Copa do Mundo a cada quatro anos. Achamos que, no longo prazo, o futebol global deve ser nosso maior negócio. Nosso trabalho é garantir que continuemos elevando o nível e inovando de um jeito que ninguém mais consiga“.
A Fanatics Inc. foi fundada em 2011 por Michael Rubin. É uma empresa gerada a partir da compra da Fanatics Football, empresa dos irmãos Alan e Mitchell Trager, que existia desde 1995 como um local de vendas de produtos de equipes de Jacksonville, Flórida, como o Jacksonville Jaguars, da NFL.
Atualmente, a empresa conta com três divisões, dentre elas a Topps, empresa de colecionáveis que existe desde 1938 e foi comprada pela Fanatics em janeiro de 2022 por US$ 500 milhões.
Comente esta reportagem Cancelar resposta
Fonte original: Esporte News Mundo - Geral