Depois de ver a Aston Martin completar o GP de Miami do último domingo (3) com os dois carros, Fernando Alonso explicou que as vibrações causadas pela unidade de potência da Honda não são mais o principal problema da equipe na Fórmula 1. De olho no GP do Canadá, programado para o fim de maio, o bicampeão mundial chamou a atenção para as dificuldades encontradas com o câmbio do AMR26.
Após largar da 17ª posição nos arredores do Hard Rock Stadium, o espanhol optou por uma estratégia diferente, sendo um dos únicos — ao lado apenas de Lance Stroll e Valtteri Bottas — a utilizar os compostos macios em algum momento, e cruzou a linha de chegada em 15º. O canadense, por sua vez, viu a bandeira quadriculada pela primeira vez na temporada 2026 ao concluir no 17º posto.
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Embora o motor tenha sido o principal problema da Aston Martin nas primeiras três corridas do ano, Alonso deixou claro que a situação em Miami foi diferente. “Sinceramente, foi mais o câmbio durante todo o fim de semana do que o motor, então não sei se foi a eletrônica ou algo assim”, disse em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO.
“Estava muito estranho nas reduções e nas trocas para cima, então não estava sob controle. Essa é a prioridade número um para o Canadá. Acho que, com todas as freadas fortes no Canadá, precisamos melhorar o comportamento do câmbio no momento”, acrescentou o #14, apontando para as características diferentes do Circuito Gilles Villeneuve.
Apesar das melhorias, Fernando ainda descartou que a equipe vai dar um salto na ordem de forças da F1 nas próximas semanas, algo que só deve acontecer, de acordo com ele, após a pausa de verão, em agosto. O piloto, inclusive, pediu à imprensa para que não faça sempre as mesmas perguntas, pois as respostas serão as mesmas ao longo dos meses.

“Vamos dar um passo nesse aspecto de dirigibilidade. Em desempenho, não. Então, precisamos permanecer unidos como equipe. Teremos corridas muito difíceis agora”, pontuou.
“Vai começar a parecer repetitivo. Obviamente, precisamos encarar a imprensa toda quinta, sexta, sábado e domingo. Você faz o seu trabalho, nós pilotamos rápido, mas a mensagem parece sempre a mesma. Não teremos atualizações até depois do verão. Então não adianta chegar ao Canadá e perguntarem o que esperar do Canadá — é a mesma coisa. O que esperar da Áustria — a mesma coisa”, declarou.
“Então é isso que precisamos administrar: o nível de frustração de todos na equipe. Mas estamos todos tranquilos. Estamos todos comprometidos em, depois do verão, ter uma segunda metade de temporada melhor. E vamos ver se conseguimos fazer isso”, encerrou Alonso.
A Fórmula 1 volta de 22 a 24 de maio, com o GP do Canadá, quinta etapa da temporada 2026
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Fonte original: Grande Prêmio