Depois de Mohammed Ben Sulayem, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), detalhar os planos de jogar as etapas suspensas devido aos conflitos no Oriente Médio para o fim da temporada 2026 da Fórmula 1, o príncipe Khalid Bin Sultan Al-Abdullah Al-Faisal, que também atua como mandatário na Federação Saudita de Automobilismo e Motociclismo (SAMF), declarou que as fronteiras da Arábia Saudita “são seguras” para receber a categoria.
Na última quarta-feira (6), Ben Sulayem explicou que existem duas datas possíveis para realizar a prova em Jedá ou o GP do Bahrein, que também não aconteceu em abril: no fim de semana dos dias 2 a 4 de outubro, exatamente o intervalo entre os GPs do Azerbaijão e de Singapura, ou no início de dezembro, criando uma sequência de quatro corridas entre Las Vegas e Abu Dhabi.
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Durante o evento de apresentação do percurso do Dakar em 2027, Al-Faisal falou dos conflitos no Oriente Médio e reforçou o desejo de receber a F1 ainda este ano, garantindo uma situação “estável” do país para garantir o maior nível de segurança possível ao esporte. O príncipe, inclusive, citou outras modalidades como exemplo, afirmando que os estádios de futebol continuam cheios de torcedores.
“É impossível estar aqui hoje e ignorar o momento que estamos vivendo ou os acontecimentos que ocorreram na região. Trata-se de eventos que levantaram questionamentos, mas que também trouxeram respostas. Ficou demonstrado que a Arábia Saudita é estável, que o nosso sistema é sólido, que nossas fronteiras são seguras e que nossa atenção permanece exatamente onde deve estar: continuar protegendo nossa população e contribuindo para promover a estabilidade na região”, começou.
“Vimos isso claramente nas últimas semanas. Estávamos prontos para receber a F1 em Jedá, assim como estávamos para qualquer outro evento programado em nosso território. Totalmente preparados. A decisão de não realizar a corrida foi tomada pela F1 e pela FIA”, pontuou.

“Nós a respeitamos, mas nossa disponibilidade não mudou. Pelo contrário, essa situação reforçou nosso compromisso — não apenas com a organização de eventos, mas também com aquilo que o esporte representa. A vida segue, o esporte continua, os torcedores seguem enchendo os estádios, e fazem isso porque se sentem seguros e porque o esporte continua sendo parte integrante da vida cotidiana”, concluiu.
Caso os conflitos na região se intensifiquem até o fim do ano, a FIA não descartou a possibilidade de cancelar também as etapas no Catar e em Abu Dhabi. Se isso de fato acontecer, a entidade cogitou até mesmo a realização de uma prova na Turquia, que teve o retorno ao calendário confirmado para 2027.
A Fórmula 1 volta de 22 a 24 de maio, com o GP do Canadá, quinta etapa da temporada 2026.
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Fonte original: Grande Prêmio