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Athletico encerra 2025 com receita menor e déficit milionário

Com queda nas receitas totais em comparação a 2024, o Athletico fechou o exercício com déficit milionário, redução no caixa e plano para reforço do elenco

Athletico encerra 2025 com receita menor e déficit milionário

Com queda nas receitas totais em comparação a 2024, o Athletico fechou o exercício com déficit milionário, redução no caixa e plano para reforço do elenco

O Athletico Paranaence publicou seu balanço financeiro de 2025 com dados que mostram um ano de grandes investimentos e retorno esportivo. O time que retornou à Série A do Brasileirão e conseguiu avançar até as quartas de final da copa do Brasil terminou o período com déficit de RS 58,1 milhões, substituindo o superávit de R$ 23,4 milhões registrado no ano de 2024, e quebrando um ciclo de 11 anos consecutivos de uma saúde financeira positiva. 

A equipe não terminava o ano no vermelho desde 2013, quando teve de manter seu estádio fechado para reformas por conta da Copa do Mundo. Desde então, o Furacão se firmou como uma potência financeira, conseguindo em 2023 atingir o seu auge, registrando um superávit de R$ 383,2 milhões, número elevado por conta da venda de Vitor Roque.

Ao total, o Athletico teve em 2025 um faturamento de R$ 512,6 milhões, um valor inferior aos R$ 609,3 milhões que foram levantados um ano antes. À baixa das receitas se deu principalmente pela queda com os direitos de transmissão, que foram de R$ 57,5 milhões em 2024 para R$ 23,6 milhões em 2025, junto a diminuição na venda de jogadores, que foi de R$ 284,5 milhões para R$ 203,3 milhões. 

Mesmo com o déficit, o clube permaneceu com o fluxo significativo no mercado e frisou “investimento expressivo em contratações de atletas” como um dos momentos de destaque do ano. Os valores registrados em direitos sobre atletas contratados teve um aumento e os aportes em direitos federativos e elenco continuaram como uma parte fundamental do planejamento financeiro do Furacão. 

No primeiro trimestre, o clube preferiu focar no caixa, gastando apenas R$ 12 milhões com o zagueiro Léo Pelé. Porém com o acesso surgiu a urgência de reforços, onde o clube fez sua contratação mais cara da história, pagando 5 milhões de dólares (aproximadamente R$ 28 milhões) ao Atlético Nacional para trazer o atacante Kevin Viveros.

Já a Ligga Arena se manteve como um pilar importante de receita no setor operacional. O Athletico contabilizou uma receita de R$ 67 milhões em ticketing (sócios, bilheteria e camarotes), somado a R$ 21,7 milhões com a loja oficial e o e-commerce, R$ 26 milhões em lanchonetes, R$ 29 milhões em publicidade na arena e R$ 17,9 milhões com eventos. 

Também foi destacado pela diretoria as reformas estruturais da Ligga Arena e no CAT Caju, entre elas estão a nova sala multissensorial, melhorias na esplanada e zona mista, a compra de proteção para gramado e novos equipamentos de fisioterapia e performance no centro de treinamentos.

Outro fator de destaque foi a recompra de 10% dos direitos de transmissão futuros, um negócio avaliado em R$ 101,4 milhões, subindo a participação do clube para 90% desse percentual econômico.  No entanto, a dinâmica trouxe ressalvas da auditoria independente, que mostrou dúvidas no tratamento contábil escolhido pelo clube para a operação. 

O balanço do Athletico demonstrou redução expressiva durante o ano. Os recursos disponíveis diminuíram de R$ 128,4 milhões para R$ 48,2 milhões, muito influenciados pelo investimento de R$ 238,3 milhões em negócios como a compra de atletas, infraestrutura e investimentos na controlada da Arena. 

Apesar do término negativo, o patrimônio líquido do time continuou alto, finalizando 2025 em R$ 1,07 bilhão. No setor esportivo além de ter retomado a elite do futebol nacional, o Athletico encerrou o ano na 8º posição no ranking da CBF e em 12º no ranking da CONMEBOL, conseguindo ficar como o sexto melhor brasileiro da lista. 

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Fonte original: Esporte News Mundo - Futebol