Ao ser questionado sobre o possível retorno dos motores V8 à Fórmula 1 em um futuro próximo, Mattia Binotto destacou que as pessoas não deveriam ser tão negativas em relação ao regulamento atual. De qualquer maneira, o líder do projeto da Audi na categoria disse que as equipes já começaram a discutir com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) o caminho a ser seguido.
Em 2026, o Mundial estreou novas unidades de potência híbridas, com divisão igualitária entre a parte elétrica e o motor a combustão. No entanto, os propulsores receberam chuva de críticas tantos de pilotos quanto de fãs, insatisfeitos principalmente pela alta necessidade de gestão energética — que resulta em ultrapassagens consideradas artificiais — e riscos à segurança pelas grandes diferenças de velocidade.
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Alguns ajustes para mitigar essas questões entraram em vigor no GP de Miami, mas a discussão pelo retorno dos motores V8 ganhou força nas últimas semanas e, no domingo (3), Mohammed Ben Sulayem, presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), cravou o retorno do propulsor em 2030 ou, no mais tarde, 2031. Laurent Mekies e Toto Wolff, chefes da Red Bull e da Mercedes, respectivamente, já se posicionaram favoravelmente à mudança.
A Audi, por sua vez, nunca escondeu que optou por entrar na F1 devido ao regulamento atual, embora tenha descartado qualquer participação na decisão de adotar unidades de potência com divisão igualitária. De qualquer forma, mesmo que tenha se colocado à disposição para debater o assunto, Binotto pediu cautela.
“Qual será o futuro? Acho que ainda é cedo demais para dizer. Certamente, já começamos a discutir isso com a FIA e acredito que vamos nos sentar à mesa para conversar sobre o que é melhor para a F1”, começou o dirigente em entrevista após a corrida em Miami. “De qualquer forma, eu não seria tão negativo em relação ao regulamento atual. Pelo contrário, acho que, no geral, podemos dizer que é um bom formato”, seguiu.

“Recentemente, fizemos pequenas modificações nas regras para aperfeiçoá-lo, tentando melhorá-lo. Talvez façamos mais no futuro e nas próximas temporadas, mas acho que também deveríamos ser, de certa forma, positivos em relação ao que estamos vendo. E, olhando para o passado, penso que houve épocas em que a F1 era mais entediante”, pontuou.
“Sempre buscamos motores de alta eficiência, e acredito que isso seja importante para a Audi, mas certamente discutiremos com a F1 e a FIA qual será o melhor compromisso para o futuro”, encerrou.
A Fórmula 1 volta de 22 a 24 de maio, com o GP do Canadá, quinta etapa da temporada 2026.
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Fonte original: Grande Prêmio