O BMW #20, de Robin Frijns, René Rast e Sheldon van der Linde, venceu com classe as 6 Horas de Spa, segunda etapa do Mundial de Endurance (WEC), neste sábado (9). Depois de começar a prova em uma estratégia espelhada em relação ao restante do grid, a WRT se valeu da entrada do safety-car para manter a liderança em meio a um belo segundo stint de Van der Linde. Para completar, a marca alemã completou uma dobradinha, com o #15, de Kevin Magnussen, Raffaele Marciello e Dries Vanthoor, em segundo.
A Ferrari #50, de Antonio Fuoco, Miguel Molina e Nicklas Nielsen, fechou o pódio dos Hipercarros. O Aston Martin #007 impressionou com Tom Gamble e Harry Tincknell e cruzou a linha de chegada em quarto, logo à frente do Toyota #7, de Mike Conway, Kamui Kobayashi e Nyck de Vries.
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O brasileiro Pipo Derani, piloto do Genesis #17 ao lado de André Lotterer e Mathys Jaubert, completou a prova na oitava posição e pontuou pela primeira vez na temporada de estreia da marca sul-coreana.
Na LMGT3, a vitória ficou com o McLaren #10, de Marvin Kirchhöfer, Antares Au e Thomas Fleming, que se valeu de uma punição de 5s à Ferrari #21, de Alessio Rovera, que liderava. O Aston Martin #27, de Ian James, Mattia Drudi e Zacharie Robichon, ficou em segundo, com o Porsche #92, de Richard Lietz, Riccardo Pera e Yasser Shahin, fechando o pódio logo em seguida.
Entre os brasileiros, Dudu Barrichello teve uma prova discreta com Gray Newell e Jonny Adam no Aston Martin #23 e cruzou a linha de chegada em 13º. Augusto Farfus, por outro lado, bateu na hora final a bordo do BMW #32 e ficou somente em 14º junto de Darren Leung e Sean Gelael.
Agora, O WEC retorna apenas no próximo mês para a disputa das 24 Horas de Le Mans, a etapa mais importante do calendário. As atividades em La Sarthe acontecem entre os dias 10 e 13 de junho.
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Confira como foram as 6 Horas de Spa-Francorchamps 2026:
A classificação das 6 Horas de Spa-Francorchamps foi um tanto surpreendente na classe Hipercarros, que contou com uma pole inédita da Peugeot, registrada por Malthe Jakobsen. Já na classe LMGT3, a posição de honra ficou com o Lexus #78, guiado por Hadrien David.
Quando a corrida começou, Loïc Duval até teve um bom início e conseguiu contornar a primeira curva na liderança com a Peugeot #94. Porém, Will Stevens seguiu na cola e realizou a ultrapassagem no fim da reta Kemmel para colocar o Cadillac #12 na frente. Um pouco mais atrás, as Alpine #35 e #36 seguiam na terceira e quarta posições, com Ferdinand Habsburg e Frédéric Makowiecki, respectivamente.
Na LMGT3, o início foi um pouco mais monótono, e Tom Van Rompuy conseguiu se manter na dianteira, enquanto Eric Powell ultrapassou o Aston Martin #27, de Ian James, para colocar o Ford #77 na segunda posição.
Após dez minutos de prova, a briga pela liderança pegou fogo na classe LMGT3, com Powell indo para cima de Van Rompuy. O piloto da Lexus, no entanto, destracionou na saída da curva 1, e isso permitiu que o Ford #77 completasse a ultrapassagem na Eau Rouge. Cinco minutos mais tarde, porém, Powell errou sozinho na curva 16, rodou ao pegar a parte externa da zebra e ficou atolado na brita. Com isso, o safety-car foi acionado. Eric, no entanto, conseguiu voltar à pista, mas duas voltas atrás do líder.
Quando restavam 5h34min para o fim, o safety-car entrou nos boxes e a corrida recomeçou, com Stevens ditando o ritmo, seguido pela Peugeot #94 e pelas Alpine #35 e #36. Na LMGT3, enquanto a disputa pela liderança não existia, a luta pelo décimo lugar pegava fogo entre os Porsche #91 e #92 e o McLaren #10. No fim, o #92, guiado por Yasser Shahin, levou a melhor.

Após 37 minutos de corrida, Brendon Hartley apostou em uma estratégia alternativa e foi o primeiro piloto a ir aos boxes. Quando voltou à pista, o Toyota #8 estava na 17ª posição. Duas voltas mais tarde, Stevens, Habsburg e Duval estavam separados por menos de 2s e chegaram ao tráfego da LMGT3. Ao mesmo tempo, Antonio Giovinazzi colocou a Ferrari #51 de lado na Eau Rouge e ultrapassou a AF Corse #83, guiada por Philip Hanson.
Como se não fosse suficiente, Earl Bamber teve problemas ao lidar com o tráfego, tocou no Porsche #92, e os dois foram para fora da pista. Com isso, Shahin caiu para penúltimo na classe, enquanto Bamber despencou para último entre os hipercarros.
Quando as 6H de Spa-Francorchamps se aproximavam da primeira hora, Stefano Gattuso, com o Ford #88, apertou o ritmo e começou a pressionar Van Rompuy na briga pela liderança do GT3. No mesmo instante, Bamber relatou problemas com o #38 da Cadillac e foi aos boxes para realizar o reabastecimento, mas a equipe decidiu recolher o carro para a garagem. Pouco depois, o #19 da Genesis também teve problemas e recolheu.
Assim, após uma hora de corrida, o Cadillac #12 liderava entre os hipercarros e era seguido por Alpine #35, Peugeot #94, Alpine #36 e BMW #15. Entre os LMGT3, o Lexus #78 se mantinha à frente do Ford #88, enquanto Ferrari #21, Aston Martin #27 e Lexus #87 completavam os cinco primeiros. A primeira rodada de paradas nos boxes, no entanto, estava prestes a começar.

Após uma hora de corrida, os pilotos da classe hipercarro foram aos boxes para o primeiro reabastecimento. Assim, os primeiros a pararem foram o Cadillac #12, a Ferrari #50, o Aston Martin #009, o BMW #20, a AF Corse #83 e o Genesis #17. No giro seguinte, foi a vez da Alpine #35, do Peugeot #94, da Ferrari #51, da Peugeot #93, do Aston Martin #007 e do Toyota #7.
Quando a primeira rodada de pit stops terminou, o BMW #20 de René Rast e o Toyota #8 de Brendon Hartley ocupavam as duas primeiras posições. No entanto, ambos tinham meio tanque a menos que os demais pilotos. A terceira posição estava com o Cadillac #12, seguido pela Alpine #35 e pela Ferrari #50. Na classe GT3, após a ida aos boxes, a liderança estava nas mãos de Stefano Gattuso, com o Ford #88, enquanto o Lexus #78 de Tom Van Rompuy e a Ferrari #21 de François Hériau completavam o top 3.
Restando 4h30 para o fim, Hartley foi aos boxes para realizar a segunda parada e deu lugar a Ryo Hirakawa, que retornou à pista em 15º. No giro seguinte, René Rast foi aos boxes e passou a direção para Sheldon van der Linde, que retornou ao traçado em 13º. Assim, Stevens retomou a liderança da prova com a Ferrari #50 de Miguel Molina em segundo.
Na volta 44, a briga pelo sétimo lugar entre Kevin Magnussen e Antonio Giovinazzi apertou. O piloto da Ferrari #51 colocou por dentro no fim da reta Kemmel, mas o titular do BMW #15 se defendeu bem e se manteve à frente. Na curva seguinte, no entanto, Giovinazzi tentou um novo ataque, mas foi jogado para fora da pista e caiu para nono.

Faltando 4h10 para o fim, Miguel Molina foi aos boxes com a Ferrari #50 e deu lugar a Nicklas Nielsen. Porém, a equipe teve um problema com a pistola que trocava o pneu dianteiro esquerdo e perdeu a posição para o Toyota #8. No giro seguinte, Giovinazzi foi aos pits e deu lugar a James Calado.
No giro 51, Stevens foi para os pits e passou o comando do carro para Louis Delétraz, que retornou ao traçado em oitavo. Ao fim da segunda rodada de pit-stops entre os hipercarros, novamente o BMW #20 e o Toyota #8 estavam na liderança, mas com menos combustível. Assim, os líderes virtuais eram o Cadillac #12, o Alpine #35, o Peugeot #94, o Alpine #36 e o AF Corse #83.
Após duas horas de corrida, a Ferrari #50 de Nielsen recuperou a posição que perdeu para o Toyota #7 de Nyck de Vries e assumiu o 13º lugar. Na classe LMGT3, o BMW #69 liderava e era seguido pela Ferrari #21, Ford #88, Lexus #78 e Corvette #34.
Na volta 51, a Cadillac #12 seguia na liderança virtual, mas tinha a Alpine #35 de António Félix da Costa bem na cola, com uma diferença de apenas 0s650. Quem se aproveitava da situação era a Ferrari #83 de Yifei Ye, que estava a apenas 1s6 da disputa.

A 3h35 do fim, Hirakawa levou o Toyota #8 aos boxes e voltou à pista em 15º. Na sequência, foi a vez da Ferrari #50 e BMW #20 irem aos boxes. Nielsen voltou ao traçado em 15º, enquanto Van der Linde caiu para sétimo. Com isso, o Cadillac #12 retomou a dianteira. Na LMGT3, Hadrien David e Thomas Fleming travavam uma dura disputa pelo terceiro lugar, mas o Lexus #78 levava a melhor.
Quando a corrida se aproximava de três horas de duração, o full course yellow foi acionado por causa de um detrito na pista deixado pela batalha entre o Aston Martin de Eduardo Barrichello e a McLaren de Finn Gerhsitz. A bandeira verde foi acionada cerca de dois minutos depois, com Van der Linde ultrapassando a Alpine #36 de Victor Martins para assumir o quarto lugar.
Na volta 76, Delétraz foi aos boxes e retornou à pista em oitavo. No giro seguinte, Da Costa realizou a parada com a Alpine #35 e foi acompanhado pelo Peugeot #94, a Alpine #36 e a Aston Martin #007. Após as paradas nos boxes, António conseguiu se colocar à frente de Louis e assumiu a liderança virtual da corrida.
Após mais uma rodada de parada nos boxes, Van der Linde e Hirakawa, que adotaram uma estratégia alternativa, lideravam na classe hipercarros e eram seguidos por Da Costa e Delétraz. Na classe LMGT3, a liderança é da Mercedes #61 de Rui Andrade, que é seguido pelo Porsche #92, a Ferrari #21, o BMW #69 a McLaren #10.

A quarta hora da corrida começou com a AF Corse #83 se enroscando com o tráfego da LMGT3 e escapando para fora do traçado. Yifei Ye, ainda assim, conseguiu retornar ao asfalto sem maiores sustos.
Lá na frente, o tanque virtual de Hirakawa estava se esgotando rapidamente e se aproximando dos 10% enquanto o BMW #20 ainda tinha cerca de 20% na liderança. No geral, as estratégias na classe Hipercarro estavam bem variadas, com muita diferença entre os protótipos em termos de energia disponível.
Na parte de baixo do top-5, Delétraz entrou na reta principal brigando para defender o quinto posto de Nielsen. O Cadillac #12, que estava com mais energia no tanque, acabou abrindo e cedendo a posição para a Ferrari #50, que parou pouco depois para a entrada de Miguel Molina.
Na briga pela sétima posição, Calado acabou forçando demais na defesa e rodou o BMW #15 de Dries Vanthoor, que despencou no pelotão.
Sheldon van der Linde parou logo em seguida, com o tanque virtual essencialmente vazio já. O BMW #20 também aproveitou para fazer a última troca de pilotos, colocando Robin Frijns na pista.

Na parte de cima, António Félix da Costa tomou a dianteira com a Alpine #35, com o Cadillac #12 e a Peugeot #94 completando o top-3. Assim como a Ferrari #51, que aparecia em quarto, todos esses carros estava entrando na parte final do tanque virtual. Uma vez que os pit-stops aconteceram, o BMW #20 retomou a ponta, mantendo viva essa gangorra na liderança da prova.
Na LMGT3, o Mercedes #79, de Matteo Cressoni, rodou sozinho e acertou em cheio a dianteira esquerda da Peugeot #94, de Malthe Jakobsen, que tinha acabado de entrar no carro. Com isso, o pole-position das 6 Horas de Spa estava fora da briga por pontos com 2h10min restantes na corrida.
Pouco depois, o safety-car virtual foi acionado, trazendo o safety-car logo em seguida para a pista. Aproveitando o pit aberto, Toyota #8, Alpine #35, Ferrari #50 e Aston Martin #009 foram os boxes, assim como o McLaren #10 e a Ferrari #21, os líderes da classe LMGT3.
Na relargada, Frijns largou bem e abriu para Sébastien Buemi. Na terceira posição, Charles Milesi tocou no Toyota #8 e despencou com a Alpine #35, abrindo a porta para Dries Vanthoor entrar no top-3 a bordo do BMW #20.

Pouco depois, Vanthoor ainda passou a pressionar Buemi pelo segundo lugar, gerando uma disputa intensa na Les Combes. Melhor para o suíço da Toyota, que se manteve na vice-liderança apesar da pressão e de ter quase escapado na saída da curva.
Na LMGT3, Riccardo Pera, Mattia Drudi e Esteban Masson formaram um three-wide na disputa pela segunda posição. No final, Masson terminou a briga na vice-liderança com o Lexus #78, com o Aston Martin #27 e o Porsche #92 vindo logo atrás.
Outra batalha alucinante aconteceu pela sétima posição, com Pier Guidi jogando a Ferrari #51 na grama para conseguir passar o Cadillac #12 de Norman Nato na reta Kemmel.
Pier Guidi, no entanto, voltou a se enroscar instantes depois, mas agora com o BMW #32 de Augusto Farfus, que passou reto na freada e estampou a Ferrari #51 na curva 1. Por isso, foi necessário um novo acionamento da bandeira amarela e a entrada do safety-car.
Como praticamente todo o grid estava na mesma janela de estratégia depois da última interrupção da prova, o pelotão todo estava já na fase final do stint, então uma nova rodada de paradas foi iniciada. Derani, inclusive, se valeu desse momento para fazer o último pit-stop da prova e se colocar na briga pelos pontos, voltando em oitavo.
A relargada nos Hipercarros, no entanto, foi caótica e trouxe o safety-car de volta para a pista. Mesmo com a BMW fazendo um bom trabalho para manter a liderança do #20 e a dobradinha com o #15 logo atrás, a briga pegou fogo mais atrás, com Da Costa fechando a porta para o Aston Martin #009 e jogando Alex Riberas na grama. O Valkyrie bateu no muro e forçou mais uma interrupção.
Com isso, a prova voltou a ter bandeira verde com somente 25min para o fim, formando uma sprint até a bandeira quadriculada. Logo na relargada, Da Costa se complicou na subida da Raidillon e rodou sozinho, batendo no muro e voltando aos trancos e barrancos para os boxes. Fim de prova para a Alpine #35.
Na LMGT3, a Ferrari #21, líder da classe, recebeu uma punição de 5s e deixou tudo ainda mais embaralhado para os minutos finais. No momento do anúncio da direção de prova, o McLaren #10, de Marvin Kirchhöfer, estava menos de 1s atrás de Alessio Rovera. Com isso, a briga ficou entre a McLaren, o Aston Martin #27 e o Porsche #92.
De volta nos Hipercarros, Magnussen, Fuoco e Kobayashi brigavam pela segunda posição, enquanto Frijns abria quase 5s na liderança com o BMW #20 com 15min para o fim. No entanto, ambos os carros alemães foram colocados na mira dos comissários por possível infração do procedimento de relargada.
Enquanto isso, Tom Gamble tomou a quarta posição para o Aston Martin #007. A direção de prova, por sua vez, não tomou nenhuma decisão antes do fim e deixou a BMW celebrar a dobradinha.
Volte em instantes.
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Fonte original: Grande Prêmio