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Caio Bonfim fatura bronze no Mundial de Marcha Atlética e afirma: "Prova mais difícil da minha carreira"

Neste domingo, Caio Bonfim conquistou a medalha de bronze no Mundial de Marcha Atlética, disputado em Brasília. O medalhista olímpico terminou a prova da

Caio Bonfim fatura bronze no Mundial de Marcha Atlética e afirma: "Prova mais difícil da minha carreira"

Neste domingo, Caio Bonfim conquistou a medalha de bronze no Mundial de Marcha Atlética, disputado em Brasília. O medalhista olímpico terminou a prova da meia-maratona na terceira colocação, garantindo o bronze individual. Caio percorreu os 21,097 km em 1h27min36s, atrás apenas do italiano Francesco Fortunato (1h27min36s) e do etíope Misgana Wakuma (1h27min33s).

Apontado como um dos grandes motivos pelos quais o Mundial foi realizado no Brasil, o primeiro da história no Hemisfério Sul, o marchador carregava a responsabilidade de competir em casa. Dono de uma medalha de prata olímpica, dois bronzes e um título mundial, Caio elegeu este como o maior desafio de sua vida.

“Aqui é Brasil. Estou muito feliz de levar essas cores e representar Brasília, para mim, é um sonho. Foi a prova mais difícil da minha carreira por causa desse lado emocional. Teve uma certa hora que era um peso que eu queria tirar. Hoje vou deitar na cama uns 15 quilos mais leve. Que festa linda, eu acho que o mundo nunca viu isso em Mundial de Marcha. Ver isso aqui… Que dia lindo, cara! Quando eu vi todo mundo gritando… São 21 quilômetros e a galera gritando. Vai ter gente muito rouca aí. Nesse sol de Brasília, torcendo pelo menino das pernas tortas lá de Sobradinho”, disse.

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O menino, que começou a praticar a marcha atlética aos 16 anos, sofria preconceito quando treinava nas ruas da cidade e conta que sonhava com o crescimento da modalidade no país. Perguntado se este domingo marca um novo patamar em sua história, Caio afirmou que sim e relembrou sua trajetória no esporte.

“Marca. Porque na Rio 2016 deu uma despertada, quando passei pela zona mista e reclamei que, dos 9 anos de carreira que eu tinha, não tinha um dia que eu não fosse xingado. Aí eu volto para Brasília e brinco que agora até o som da buzina mudou. Antigamente era uma buzina com um xingamento, virou um ‘vamo lá, campeão’. Até esse dia. Hoje. Ver essa galera em Brasília é um sonho realizado. Eu sempre falei que essa é a medalha que eu tenho que não está nas prateleiras: poder marchar tranquilo nas ruas”, completou.

Antes da medalha de Caio Bonfim, a equipe feminina fez história no Mundial. Com Viviane Lyra, Gabriela de Sousa e Mayara Luize Vicentainer, o Brasil garantiu o bronze na maratona, resultado que marca o melhor desempenho do país na competição.

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Fonte original: Gazeta Esportiva - Atletismo