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De vantagem esportiva a corpo feminino: entenda o debate sobre veto a atletas trans no vôlei brasileiro

Especialistas analisam a nova política da CBV sobre o teste do gene SRY, explicam o impacto da medida para atletas trans e comentam o caso de Tiffany Abreu.

De vantagem esportiva a corpo feminino: entenda o debate sobre veto a atletas trans no vôlei brasileiro
Curadoria Placar Vivo · Nota editorial: 80/100

Entenda em 30 segundos

  • Especialistas analisam a nova política da CBV sobre o teste do gene SRY, explicam o impacto da medida para atletas trans e comentam o caso de Tiffany Abreu.
  • Em entrevista à Gazeta Esportiva, os médicos Wandyk Allison e Clarissa Rios explicaram que o gene está ligado ao desenvolvimento sexual masculino, mas não mede fatores diretamente relacionados ao des…
  • Acompanhe o desdobramento do tema na central de futebol do Placar Vivo.

Resumo da Redação

  • Especialistas analisam a nova política da CBV sobre o teste do gene SRY, explicam o impacto da medida para atletas trans e comentam o caso de Tiffany Abreu.
  • A decisão da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) de adotar a política do Comitê Olímpico Internacional (COI) para a realização do teste do gene SRY pode impactar diretamente a continuidade de Tiffany Abreu na elit…
  • Acompanhe a central de futebol do Placar Vivo para ver como esse assunto se conecta com a tabela e os próximos jogos.

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O que aconteceu

A decisão da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) de adotar a política do Comitê Olímpico Internacional (COI) para a realização do teste do gene SRY pode impactar diretamente a continuidade de Tiffany Abreu na elite do vôlei brasileiro. Em entrevista à Gazeta Esportiva, os médicos Wandyk Allison e Clarissa Rios explicaram que o gene está ligado ao desenvolvimento sexual masculino, mas não mede fatores diretamente relacionados ao desempenho esportivo. Os especialistas afirmam que a ciência ainda não possui consenso sobre uma eventual vantagem competitiva de atletas trans e defendem que a discussão envolve aspectos biológicos, regulatórios, sociais e éticos. A medida também dividiu personalidades do vôlei, com manifestações públicas de apoio e reprovação à nova regra.

Uma semana após a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciar a adoção da política do Comitê Olímpico Internacional (COI) para a realização do teste do gene SRY, a Gazeta Esportiva ouviu especialistas para entender os impactos da medida sobre a participação de atletas trans no esporte. A nova regra deve afetar diretamente a ponteira e oposta Tiffany Abreu, do Osasco, única jogadora trans em atividade na elite do vôlei brasileiro.

Em março de 2026, o COI anunciou uma nova política para determinar a elegibilidade de atletas na categoria feminina. O critério adotado prevê a realização de um teste para identificar a presença ou ausência do gene SRY (Sex-determining Region Y), associado ao desenvolvimento sexual masculino.

O anúncio foi feito pela presidente da entidade, Kirsty Coventry, que também recomendou a adoção da medida por federações internacionais, comitês olímpicos nacionais e demais órgãos responsáveis pela regulamentação esportiva. Cinco meses depois, a CBV informou que passará a seguir a política da entidade olímpica em suas competições nacionais.

Fonte: Gazeta Esportiva - Geral