Dirigente do Conegliano critica Mundial de Clubes no Brasil e diz que time “voltou cheio de pulgas”. Clube se retratou e pediu desculpas aos brasileiros.
Pietro Maschio, copresidente do Conegliano, equipe italiana de vôlei, disparou críticas ao Mundial de Clubes feminino realizado em São Paulo em dezembro de 2025. Em entrevista após a derrota do clube para o Vakifbank Istambul na Champions League, o dirigente classificou o torneio como “um fardo” e afirmou que os atletas “voltaram para casa cheios de pulgas” da competição disputada no ginásio do Pacaembu.
As declarações foram feitas no contexto da eliminação do Conegliano da Champions, que tirou o time da edição de 2026 do Mundial. Maschio chegou a comemorar a ausência na próxima edição e reconheceu que os organizadores brasileiros enfrentaram prazos curtos, mas não poupou críticas à estrutura oferecida.
– Jogamos em uma quadra vergonhosa. Quem está no topo não pode organizar algo assim -, afirmou o dirigente, acrescentando ainda a existência de “relatos médicos” sobre as condições do local.
O Mundial feminino de clubes de 2025 foi sediado em São Paulo entre 9 e 14 de dezembro. O Conegliano, que tem a brasileira Gabi Guimarães como principal estrela, terminou a competição na segunda colocação. A ironia da situação não passou despercebida: um dos maiores times do vôlei mundial criticou duramente um torneio em que o Brasil é protagonista, justamente com uma atleta brasileira no elenco.
A repercussão negativa nas redes sociais foi imediata, especialmente entre torcedores brasileiros. O clube italiano reagiu rapidamente com uma nota oficial pedindo desculpas e tentando contextualizar as falas do dirigente. Segundo o Conegliano, o desabafo de Maschio era direcionado à perda de prestígio técnico e midiático do torneio nos últimos anos, e não uma crítica à organização brasileira em si. O clube aproveitou para reiterar agradecimentos pela “calorosa recepção” recebida no país.
A polêmica expõe um debate latente no vôlei mundial sobre o formato e a relevância do Mundial de Clubes, que perdeu atratividade segundo parte dos dirigentes europeus. Independentemente da retratação, as palavras de Maschio já causaram estrago e alimentaram a discussão sobre as condições oferecidas pelo Brasil para sediar competições de alto nível, um tema sensível às vésperas de novos eventos internacionais no país.
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Fonte original: Esporte News Mundo - Geral