Grande Prêmio

Evans ignora adeus em Berlim e deixa claro: último ano na Jaguar será de briga por título

Na primeira etapa após a confirmação de que vai deixar a Jaguar após dez anos, Mitch Evans fez grande apresentação e escalou o grid em uma típica corrida de pelotão para vencer em Berlim. Briga pelo título, que já andava embolada, ganhou u…

Evans ignora adeus em Berlim e deixa claro: último ano na Jaguar será de briga por título
Mitch Evans (Foto: Fórmula E)

O esporte realmente não conhece limites. Dias depois de anunciar que vai encerrar a parceria de dez anos com a Jaguar ao fim da temporada 2025/26 da Fórmula E, Mitch Evans voltou ao primeiro lugar do pódio na corrida 2 do eP de Berlim, neste domingo (3). Perfeito na execução da estratégia, o neozelandês ignorou o fato de não ter conseguido competir em ritmo de volta lançada, sacrificou a classificação e venceu com louvor para entrar de vez na briga pelo título.

A vitória foi mais uma das clássicas de Evans — o maior vencedor da Fórmula E, com 16 — em corridas de pelotão. Consciente com a gestão de energia no início, o neozelandês ignorou o pandemônio que se formou nas primeiras voltas, ficou longe de confusão e se preocupou apenas com duas coisas: guardar bastante bateria e se colocar em posição de atacar nas voltas finais.

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Foi assim que, ocupando a 18ª colocação entre 20 carros, Evans iniciou a escalada rumo ao topo do pelotão. A ativação do primeiro Modo Ataque deu 6min de potência extra e a tração integral, usados pelo piloto para tomar logo a liderança da prova. A partir daí, o plano passou a ser abrir distância o suficiente para evitar que Oliver Rowland — que tinha 4min de ativação disponível, ao contrário dos 2min de Mitch — passasse.

E Evans, como o veterano que é, não cometeu um erro sequer ao executar a missão. Aproveitando a energia acumulada nas primeiras partes da prova, logo abriu distância em relação ao restante do pelotão e só ativou o segundo Modo Ataque quando Rowland tinha 3min restantes. No fim, ainda precisou segurar o minuto final do adversário, mas o trabalho já estava feito. Vitória típica de quem leu a corrida perfeitamente.

Tudo isso, vale destacar, começou antes mesmo da corrida. Após a disputa de sábado, Evans percebeu que o desgaste dos pneus foi acentuado na parte final e combinou uma estratégia diferente com a Jaguar: economizar os compostos na classificação, sacrificando a posição de largada, para ter a borracha em melhor estado na prova. Foi um plano também seguido por Rowland, por exemplo, e que funcionou com louvor.

O que mais impressiona sobre a vitória de Evans é que, fora as corridas, o piloto não se encontrou no fim de semana. Foi 14º no TL1, 15º no TL2, 16º no TL3 e largou para as duas provas em 14º e 17º, respectivamente. No entanto, chegou em sexto e primeiro. É simples: quando realmente importou, Mitch deu conta do recado.

Mitch Evans (Foto: Fórmula E)

Após duas vitórias seguidas do companheiro António Félix da Costa, em Jedá e Madri, Evans toma para si o protagonismo e assume a vice-liderança do campeonato, atrás apenas de Pascal Wehrlein — e por 101 a 98. Mais regular que o português, Mitch novamente dá sinais fortes de que estará na briga pelo título mundial, algo que não aconteceu na temporada passada (pela primeira vez na era Gen3).

O fato é que, com a experiência de quem pilota uma Jaguar há dez anos, Evans compreende como poucos as necessidades de corridas de pelotão. Não é à toa, afinal, que a Stellantis fez o movimento de buscar o neozelandês para ser líder da Opel, algo que será confirmado oficialmente nos próximos meses. Mitch é um piloto diferente, capaz de atuações monstruosas e com enorme conhecimento de como vencer na Fórmula E.

Tudo indica que o último ano de Jaguar, novamente, será de briga pelo título para o maior vencedor de corridas da categoria. A ver como será a dinâmica com Da Costa, que abriu o fim de semana à frente do companheiro e terminou 33 pontos atrás após somar apenas um nas duas provas. A verdade, porém, é que a amizade entre os dois é bem capaz de impedir a repetição do clima bélico que se viu na Porsche, por exemplo, na última temporada.

Após tantos anos buscando uma glória que nunca veio, Evans tem a chance de fazer algo especial e se despedir dos felinos com a sonhada taça no colo. É verdade que apenas mostraria rapidamente e iria embora com ela a tiracolo para uma nova casa, em desafio em branco no ano que vem. Mas quem na Jaguar miaria contra um acordo assim? Está na hora de um título mundial de Pilotos.

Fórmula E tem folga de uma semana antes da próxima etapa, a rodada dupla do eP de Mônaco, entre os dias 15 e 17 de maio. A categoria elétrica corre pelo tradicional circuito montado nas ruas de Monte Carlo e abre a segunda metade da temporada 2025/26. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.

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