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FIA ajuda fabricantes da F1 e flexibiliza testes de motores a partir de 2027

Devido aos constantes ajustes no já complexo regulamento das unidades de potência, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) decidiu ajudar as fabricantes ao aumentar as horas disponíveis para testes em bancada nas próximas temporad…

FIA ajuda fabricantes da F1 e flexibiliza testes de motores a partir de 2027
Charles Leclerc (Foto: Ferrari)

Após efetuar ajustes na proporção entre o papel do motor de combustão interna (ICE) e a bateria das unidades de potência, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) decidiu aumentar o tempo dos testes em bancada que as equipes têm disponível até 2030. Devido à complexidade do regulamento atual da Fórmula 1, a entidade optou por conceder margens de desenvolvimento às fabricantes para ajudá-las a aperfeiçoar os respectivos propulsores.

Durante a pausa forçada da temporada 2026 por conta das suspensões das etapas no Bahrein e na Arábia Saudita, em abril, a federação se reuniu com equipes e pilotos em busca de soluções para atenuar os efeitos do aumento da eletrificação, sendo a pilotagem contraintuitiva — como o excesso de lift and coast, por exemplo — a maior reclamação por parte dos competidores. A segurança também foi um tema abordado, principalmente após o acidente de Oliver Bearman no GP do Japão.

Desta forma, três ajustes principais foram definidos já para o GP de Miami, realizado no início de maio: a limitação do Boost a + 150 kW, a redução da recarga máxima de 8 MJ para 7 MJ na classificação e o super clipping nas corridas gerando 350 kW em vez de 250 kW. Mas para sanar de vez os problemas, era necessário ir mais longe, com foco principalmente em 2027, já que as equipes precisam de meses de adequação.

Na última sexta-feira (8), as partes interessadas então decidiram ampliar a potência do motor térmico em aproximadamente 50 kW — cerca de 70 cv — por meio do aumento do fluxo de combustível, o que exigirá tanques maiores e, consequentemente, revisão dos chassis. Por outro lado, a participação do MGU-K será reduzida no mesmo valor, deixando a nova proporção em algo mais perto de 60/40.

Em meio a tantas mudanças, a FIA introduziu algumas novidades relativas às restrições aos testes em bancada. Pelo regulamento, esses ensaios se enquadram na categoria de Restricted PU Testing, nos quais o fabricante manipula a unidade de potência — integral ou parcialmente — ou o Sistema de Recuperação de Energia (ERS, da sigla em inglês) a fim de coletar dados como torque e outros parâmetros operacionais usados na análise de desempenho e comportamento.

FIA ajuda fabricantes e aumenta horas de testes em bancada a partir de 2027 (Foto: Red Bull Content Pool)

Para conter a escalada de custos, a entidade que rege o esporte a motor estabelece um teto de horas de teste, dividido em “horas de ocupação” e “horas operacionais”, que são as mais relevantes, porque correspondem aos períodos em que o motor supera as 7.500 rotações e trabalha em condições mais próximas da realidade. Com o intuito de ajudar as fabricantes, porém, esses limites serão flexibilizados a partir do próximo ano, independentemente das Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualizações (ADUO), que terá o ranking divulgado após o GP do Canadá.

Para o período entre 2027 e 2030, a FIA havia limitado o valor de horas em 410, sem variações. Agora, no entanto, a situação é diferente: serão 635 horas para 2027, 560 para 2028, 485 para 2029 e, enfim, o valor inicial de 410 para 2030, que tende a ser o último ano do regulamento atual. Ou seja, uma queda de 75 horas por temporada.

Fórmula 1 volta de 22 a 24 de maio, com o GP do Canadá, quinta etapa da temporada 2026.

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