República Democrática do Congo registra 131 mortes por ebola. O surto virou assunto na Fifa, entidade do futebol mundial.
Uma nova epidemia de Ebola na República Democrática do Congo é motivo de preocupação na Fifa, que monitora a situação. A Seleção Africana se classificou para a Copa do Mundo após 52 anos de ausência e estão no Grupo K, ao lado de Portugal, Colômbia e Uzbequistão.
A RD Congo registra 131 mortes por Ebola, além de 516 casos suspeitos e 33 casos confirmados, conforme boletim diário publicado pelas autoridades de saúde. Diante dos números, o diretor-geral da OMS (Organização Mundial de Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o surto da rara cepa Bundibugyo é uma emergência de saúde pública de interesse internacional.
Não é a primeira vez que o vírus Ebola deixa muitas vítimas na RD Congo. Entre 2018 e 2020, quase 2.300 mortes foram registradas no leste do país.
O Ebola, que se espalha por contato direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, tem uma taxa de mortalidade média de cerca de 50%, de acordo com a OMS.
Classificada para a Copa, a República Democrática do Congo vai disputar o torneio normalmente. Os EUA vão abrir uma exceção às restrições impostas pela epidemia de ebola, mas apenas para a Seleção. Torcedores da RD do Congo não poderão participar do maior evento do mundo.
Sobre os casos de Ebola, a Fifa declara que está atenta aos próximos acontecimentos e vai priorizar a saúde da população. Confira o comunicado da entidade:
“A FIFA está ciente e monitorando a situação relacionada a um surto de Ebola e está em estreita comunicação com a Associação de Futebol da RDC do Congo para garantir que a equipe esteja ciente de todas as orientações médicas e de segurança. A FIFA continua trabalhando com os governos dos três países anfitriões da Copa do Mundo FIFA 2026, incluindo o Departamento de Estado dos EUA, o CDC e o Departamento de Segurança Interna, a Secretaria de Saúde do México e a Agência de Saúde Pública do Canadá, bem como com a Organização Mundial da Saúde, para garantir um torneio seguro e protegido, já que a saúde de todos os envolvidos continua sendo prioridade da FIFA.”
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Fonte original: Esporte News Mundo - Geral