Romain Grosjean relembrou o início turbulento da trajetória na Fórmula 1 e admitiu que a rápida saída da Renault após a estreia na categoria abalou a confiança naquele momento da carreira. O francês afirmou que se sentiu no “lugar errado na hora errada” em meio ao escândalo do ‘Crashgate’ e explicou que voltar anos depois para a mesma estrutura, já rebatizada como Lotus, foi uma experiência complicada.
Grosjean estreou na F1 no fim de 2009, quando a Renault decidiu substituir Nelsinho Piquet após a revelação do esquema armado no GP de Singapura de 2008. O francês disputou sete corridas ao lado de Fernando Alonso, mas acabou dispensado ao término da temporada, quando a equipe foi vendida para o grupo Genii Capital.
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Em entrevista ao canal de YouTube FanAmp, Grosjean recordou a época e contou que ainda conciliava a carreira no automobilismo com trabalho em um banco quando recebeu a oportunidade na F1. Ele destacou que a estreia aconteceu justamente em um dos períodos mais caóticos da história recente da Renault. Pouco depois da promoção, Flavio Briatore e Pat Symonds deixaram a equipe devido ao escândalo.
“Depois da minha primeira corrida na F1, em Valência, em 2009, na segunda-feira de manhã voltei ao trabalho no banco. Pensei: ‘Isso vai ser complicado de manter’. Mas, para mim, era importante também entender como era a vida normal”, recordou.

“Você não escolhe quando vai para a F1. Quando chega a hora, você simplesmente não nega. Mas entrei como o jovem piloto francês levado pela Renault e pelo Flavio Briatore. Então veio o Crashgate, Renault vendeu a equipe, Flavio não estava mais lá. Ali dá para dizer que foi a hora errada no lugar errado. Eu era parte da mobília que você troca quando entra em uma casa nova. E aquilo basicamente encerrou tudo”, acrescentou.
Grosjean foi preterido pelos novos donos e retornou à GP2 — atual Fórmula 2 —, onde conquistou o título na temporada 2011. O desempenho convenceu a Lotus, sucessora da Renault sob comando do grupo Genii, a contratá-lo novamente para 2012. Apesar da nova oportunidade, o francês admitiu que voltar para a antiga equipe trouxe desconforto emocional. Porém, o início forte ajudou a mudar rapidamente a situação.
“A Renault virou Lotus, mas eram os mesmos engenheiros, o mesmo chefe de equipe, 98% das pessoas eram as mesmas. Não foi fácil, porque você volta para um lugar onde basicamente disseram para todo mundo que você não era bom o suficiente para a F1”, relatou.
“Me classifiquei em terceiro na Austrália, na primeira corrida do ano, e naquele momento pensaram: ‘Talvez não seja tão ruim assim'”, brincou.
A Fórmula 1 volta de 22 a 24 de maio, com o GP do Canadá, quinta etapa da temporada 2026.
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Fonte original: Grande Prêmio