Entenda em 30 segundos
- Lewis Hamilton disse que a Ferrari precisa "desesperadamente" de uma atualização no motor para se aproximar da Mercedes, algo que a escuderia tenta entregar.
- Desde que o ano começou, o britânico foi dos elogios aos novos carros às críticas ao regulamento, mas uma tendência se manteve: as justificativas para um rendimento a…
- Veja como esse assunto impacta a luta pelo campeonato da FIA Formula One World Championship na central de Fórmula 1.
Resumo da Redação
- Lewis Hamilton disse que a Ferrari precisa "desesperadamente" de uma atualização no motor para se aproximar da Mercedes, algo que a escuderia tenta entregar. No entanto, o déficit constante para Char…
- Insatisfeito com os resultados após quatro corridas na temporada 2026 da Fórmula 1, Lewis Hamilton voltou a reclamar com a Ferrari após o GP de Miami, dessa vez pedindo uma análise sobre as a…
- Veja a central de Fórmula 1 de FIA Formula One World Championship para acompanhar como esse tema afeta o campeonato de pilotos e construtores.
Por que acompanhar
Na Fórmula 1 — especialmente no contexto de FIA Formula One World Championship, a diferença entre equipes se constrói corrida a corrida: atualizações técnicas, escolhas de pneus, clima e estratégia de pit stop podem mudar completamente o resultado. Entender esse contexto é fundamental para quem acompanha a temporada.
Contexto Placar Vivo
Na Fórmula 1 na FIA Formula One World Championship, cada decisão de bastidores — de atualizações de aerofólio a trocas de motor — pode valer décimos de segundo que definem pódios. O Placar Vivo acompanha o calendário, as corridas sprint e as movimentações técnicas das equipes para dar ao leitor o contexto necessário para entender a temporada.
O que aconteceu
Insatisfeito com os resultados após quatro corridas na temporada 2026 da Fórmula 1, Lewis Hamilton voltou a reclamar com a Ferrari após o GP de Miami, dessa vez pedindo uma análise sobre as atualizações das rivais. Desde que o ano começou, o britânico foi dos elogios aos novos carros às críticas ao regulamento, mas uma tendência se manteve: as justificativas para um rendimento abaixo do companheiro Charles Leclerc desde o início do campeonato. O problema maior, contudo, parece estar mesmo na diferença de ritmo entre os dois.
As disputas de pista entre Lewis e Charles movimentaram um campeonato dominado pela Mercedes até aqui, principalmente no GP da China, mas o fato é que ambos seguem descontentes com o nível de competitividade da Ferrari. Só na última etapa, em Miami, as reclamações de Hamilton variaram entre a falta de correlação do simulador de Maranello e a asa dianteira do carro italiano, considerada pelo inglês diferente da concorrência.
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A insatisfação faz parte do trabalho, claro, já que Hamilton fechou com a Ferrari para vencer corridas. Mas o fato é que, em que pese o toque com Franco Colapinto que prejudicou fortemente o GP de Miami, o ritmo do inglês não tem sido o mesmo de Leclerc.
Ao contrário de 2025, porém, em que o primeiro ano em um novo time pedia o mínimo de adaptação, 2026 trouxe um novo regulamento e uma repaginada completa nos carros. Ainda assim, Charles segue mais rápido.
É bem verdade que Lewis terminou à frente em duas das quatro corridas, mas apenas pela punição sofrida por Leclerc em Miami. Considerando a pista, Charles foi o primeiro carro da Ferrari a cruzar a linha em todas as etapas menos a China, local em que Hamilton costuma se sentir confortável e que trouxe até a única vitória do britânico pela equipe, na corrida sprint do ano passado.
A maior disparidade veio no Japão, com Leclerc em terceiro, Hamilton em sexto e 10s entre os dois, mas o rendimento nos EUA (mesmo com o toque de Colapinto) também foi desanimador.

Em classificações, a história não é muito melhor. Considerando as corridas principais, Hamilton só largou à frente na China, quando bateu Leclerc por 0s013 (terceiro e quarto lugares). Por outro lado, foi superado por 0s151 na Austrália, 0s162 no Japão e 0s176 em Miami. Não são margens terríveis, mas vão, pouco a pouco, reafirmando a hierarquia interna da equipe. Se Lewis chegou com Charles já líder, essa dinâmica não mudou desde então.
E essa é uma realidade que Hamilton precisará encarar a partir de agora. Afinal de contas, caso a Ferrari surja com um carro capaz de ser campeão, quem tem mais ferramentas para extrair ritmo? A conjuntura atual indica que trata-se de Leclerc, capaz de perturbar a dominante Mercedes mais vezes que Lewis em 2026. Tem sido normal ver o monegasco à frente, mesmo que por margens pequenas, e essa superioridade é capaz de abrir um rombo entre os dois a médio prazo no Mundial.
A cobrança por atualizações faz absolutamente parte do processo, e Hamilton não peca em pressionar a Ferrari por evoluções no motor e no chassi. O fato que se mantém, contudo, é a dificuldade absoluta do heptacampeão de superar o veloz Leclerc, ocupante de uma das vagas em Maranello desde 2019. A culpa pode ser do simulador, da asa dianteira ou até da Macarena; mas, com a Mercedes ainda longe, o primeiro objetivo de Lewis precisa ser aproveitar as condições iguais para mostrar que pode ser mais rápido que Leclerc. Até o momento, isso não aconteceu.
A Fórmula 1 volta de 22 a 24 de maio com o GP do Canadá, quinta etapa da temporada 2026.
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Fonte: Grande Prêmio