Entenda em 30 segundos
- Max Verstappen e Lewis Hamilton são aqueles pilotos que se procuram o tempo todo, pois são feitos do mesmo DNA.
- E o uso do verbo no presente na abertura deste parágrafo é para atestar que os multicampeões ainda são desse tempo, do agora, portanto tudo que a principal categoria do au…
- Veja como esse assunto impacta a luta pelo campeonato da FIA Formula One World Championship na central de Fórmula 1.
Resumo da Redação
- Max Verstappen e Lewis Hamilton são aqueles pilotos que se procuram o tempo todo, pois são feitos do mesmo DNA. E ainda que tais figuras demorem em aceitar o momento certo de parar, isso é algo que d…
- É definitivamente um prazer poder ver dois pilotos do nível de Lewis Hamilton e Max Verstappen brigando em pista pelo pódio em uma corrida de forma tão acirrada e competitiva na Fórmul…
- Veja a central de Fórmula 1 de FIA Formula One World Championship para acompanhar como esse tema afeta o campeonato de pilotos e construtores.
Por que acompanhar
Na Fórmula 1 — especialmente no contexto de FIA Formula One World Championship, a diferença entre equipes se constrói corrida a corrida: atualizações técnicas, escolhas de pneus, clima e estratégia de pit stop podem mudar completamente o resultado. Entender esse contexto é fundamental para quem acompanha a temporada.
Contexto Placar Vivo
Na Fórmula 1 na FIA Formula One World Championship, cada decisão de bastidores — de atualizações de aerofólio a trocas de motor — pode valer décimos de segundo que definem pódios. O Placar Vivo acompanha o calendário, as corridas sprint e as movimentações técnicas das equipes para dar ao leitor o contexto necessário para entender a temporada.
O que aconteceu
É definitivamente um prazer poder ver dois pilotos do nível de Lewis Hamilton e Max Verstappen brigando em pista pelo pódio em uma corrida de forma tão acirrada e competitiva na Fórmula 1. E o uso do verbo no presente na abertura deste parágrafo é para atestar que os multicampeões ainda são desse tempo, do agora, portanto tudo que a principal categoria do automobilismo mundial precisa impedir é que um deles realmente saia do grid no ano que vem.
O GP do Canadá do último domingo (24) presenciou duas batalhas daquelas que encantam qualquer fã de corrida. A primeira, claro, envolveu a dupla da Mercedes, Andrea Kimi Antonelli e George Russell, e foi um lamento e tanto ver o motor do carro #63 deixando o britânico na mão com ainda metade da prova pela frente. Só que se de um lado ficou esse sabor um tanto amargo pelo fim precoce, Hamilton e Verstappen deram conta do recado com muita, muita maestria até a bandeirada.
Um rápido contexto, antes: o Circuito Gilles Villeneuve é historicamente favorável a Hamilton. Com o de 2026, já são 11 pódios só em Montreal, perdendo apenas para outro gigante, Michael Schumacher, no número de top-3 conquistados em terras canadenses. Portanto, não foi surpresa vê-lo andando consistentemente mais rápido que o colega de Ferrari, Charles Leclerc, e até sendo referência em todo o final de semana.
Max, por sua vez, também tem retrospecto interessante no Canadá, com três vitórias e outros três pódios, mas a realidade atual da Red Bull é outra, por isso a aposta furada da McLaren em calçar os dois pilotos com pneus intermediários sem chuva foi crucial para colocá-lo na briga direta por um lugar no pódio (a tal sorte de campeão). E essa briga começou a se desenhar intensa desde as primeiras voltas.
Hamilton largou à frente, mas perdeu posição para Verstappen alguns giros depois. Só que encontrou equilíbrio certo entre gerenciar a energia da bateria e achar bom ritmo de corrida para não deixar Max se distanciar tanto, sobretudo nos trechos de reta, sempre mais favoráveis aos carros taurinos, enquanto a Ferrari gosta de partes mais sinuosas.

“Foi muito difícil ficar atrás dele”, admitiu Lewis na coletiva de imprensa pós-GP. “Acabei perdendo tempo, pois ele estava mais rápido no início da corrida. Depois que trocou para os pneus médios, consegui alcançá-lo. E eu adoro essa perseguição. Minha vida inteira girou em torno disso desde criança, desde que tinha um kart bem velho, sempre estava em perseguição. Então foi incrível estar novamente nessa posição, perseguindo um campeão à minha frente. É incrivelmente difícil, você precisa ser muito estratégico quando também tem menos potência que os outros ao seu redor”, completou.
De fato, Verstappen foi Verstappen, como sempre. E considerando a Red Bull realmente inferior ao que a Ferrari apresentou no final de semana (ou melhor, ao que Lewis apresentou), vê-lo chegar em terceiro por uma diferença de 0s5 e caçando espaço para tentar algum bote final até a linha de chegada só ilustrou o porquê de os pilotos do endurance terem ficado boquiabertos com ele nas 24 Horas de Nürburgring.
“Foi muito bom. Gostei bastante”, falou Max. “Nas últimas voltas tentei recuperar posições, mas foi bom. Estávamos forçando ao máximo e foi ótimo para mim. Além disso, acho que foi a primeira vez em que basicamente tive uma corrida normal, sem nada de extraordinário, então isso também é bom”, ressaltou.
Verstappen e Hamilton são dois pilotos de gerações diferentes. Mais jovem da história a disputar um GP de F1 na vida, Max venceu pela primeira vez quando Lewis já era tricampeão; no primeiro título, na antológica temporada de 2021, o arquirrival era hepta. E, de certa forma, aquela polêmica final, com todos os senãos já conhecidos à direção de prova, acabou representando uma espécie de passagem de bastão que marcam fins e inícios de eras no esporte.
Só que isso não quer dizer que o tempo de Hamilton na F1 chegou ao fim. Ele mesmo, inclusive, falou sobre o assunto no final de semana e demonstrou certa indignação com o rumor recente surgido na imprensa com relação ao seu futuro. “Estão tentando me aposentar”, disse ao negar mais uma vez que esteja vivendo as últimas corridas da riquíssima trajetória na maior categoria do automobilismo.
Curiosamente, o mesmo acontece com Verstappen, ainda que em um contexto totalmente distinto. Se Hamilton é aposentado por vozes que ecoam no paddock por já ter 41 anos, é o próprio tetracampeão que, aos 28 anos, tem posto em xeque a permanência na classe, uma vez que não se conforma com o rumo da eletrificação tomado em 2026. Só que ele também já deixou claro que a principal coisa que o motiva é ter um carro que lhe permita ir ao limite para ter disputas como a do Canadá.
Porque tanto Verstappen quanto Hamilton, ainda que separados por 13 anos, são feitos do mesmíssimo DNA que só se encontra em pilotos que sustentam o status de lenda. Eles se reconhecem, eles se entendem e eles se procuram porque há alguma coisa intrínseca ali, como se, em algum momento, um precisasse do outro.
E é engraçado também que geralmente tais personas não conseguem muito bem aceitar quando a hora de parar finalmente chega. Mas absolutamente nenhum dos dois se encontra em final de carreira agora, por mais que a jornada de cada um ainda prometa muitos percalços. Faz parte da competição, paciência, porém o que realmente importa é que cada um sabe que sempre terá no outro um adversário à altura.
A Fórmula 1 retorna entre os dias 5 e 7 de junho, com a realização do GP de Mônaco, sexta etapa da temporada 2026.
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Fonte: Grande Prêmio