Marcelo Bielsa admitiu nesta quinta-feira (21) que vai deixar o Uruguai ao final da Copa do Mundo de 2026. O técnico argentino revelou seu futuro durante um evento organizado pela Associação Uruguaia de Futebol (AUF) na Antel Arena, em Montevidéu.
“Nosso trabalho culminou na Copa do Mundo. Serei eternamente grato ao Uruguai por me permitir viver a experiência de uma competição como a Copa do Mundo”, disse o técnico.
Em 2023, o técnico, de 70 anos, se tornou o segundo estrangeiro na história a comandar a Celeste Olímpica e tem contrato até o final do próximo mundial. Ele sucedeu Diego Alonso, que foi demitido após eliminação dos uruguaios da fase de grupos no Catar.
Sob o comando de El Loco Bielsa, o Uruguai viveu um ciclo de dois momentos distintos em um período em que a Celeste vive uma reconstrução. Primeiramente, os uruguaios começaram bem com vitórias convincentes sobre Argentina e Brasil, nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo.
No entanto, a Celeste Olímpica teve uma queda de rendimento após a Copa América de 2024 e, somado a isso, Bielsa também se envolveu em controvérsias com jogadores. Como o tratamento de Agustín Canobbio, que criticou publicamente o técnico, relatando que El Loco não teve respeito pelo atacante do Fluminense, e Luisito Suárez também não poupou críticas ao treinador.
Após isso, Bielsa convocou uma coletiva de imprensa e disse ser “tóxico” com jogadores e também falou que é antissocial Em campo, os uruguaios viveram momentos distintos, como a goleada de 5 a 1 para os Estados Unidos e o empate de 1 a 1 com a Inglaterra nos últimos jogos.
Já nas suas convocações, Bielsa deixou de convocar o atacante Darwin Nuñez desde que o centroavante deixou o Liverpool para acertar com o Al Hilal, da Arábia Saudita. O centroavante vinha sendo a principal referência da seleção antes de parar de ser convocado.
Na Copa do Mundo, o Uruguai está no Grupo H, ao lado da Arábia Saudita, Cabo Verde e Espanha.
Fonte original: Esporte News Mundo - Geral