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Mir vê punição por pressão de pneu “injusta” na Catalunha: “Sinto que pódio é nosso”

Joan Mir avaliou que é preciso rever as regras de pressão de pneu em caso de corridas interrompidas onde o procedimento rápido de largada é adotado. Espanhol também questionou o tamanho da punição não apenas pelo ganho marginal, mas pelo n…

Mir vê punição por pressão de pneu “injusta” na Catalunha: “Sinto que pódio é nosso”
Joan Mir destacou que merece o pódio na Catalunha (Foto: AFP)

Joan Mir classificou como “injusta” a punição de 16s que recebeu por disputar o GP da Catalunha com os pneus calibrados com a pressão abaixo do mínimo estabelecido pelo regulamento da MotoGP. O espanhol disse considerar que o pódio conquistado na pista é dele.

Mir assegurou o segundo lugar em Barcelona, mas, pouco após o fim da corrida, o Painel de Comissários da FIM (Federação Internacional de Motociclismo) anunciou uma punição de 16s ao espanhol por conta de uma infração técnica, o que jogou o titular da Honda para a 13ª colocação.

O #36, contudo, ponderou que o procedimento rápido de largada pode ter influenciado a situação, já que a MotoGP adotou o formado nas duas relargadas após os graves acidentes de Álex Márquez e Johann Zarco.

“Sinto que o pódio é nosso. Este ano, no que diz respeito aos pontos, por alguma razão, não estamos somando. Mas dá na mesma, a norma é por causa da Michelin”, disse Mir. “Entendo que seja preciso respeitar, mas, claro, a questão é que com o procedimento rápido de largada, é seguramente mais complicado controlar isso dos pneus. E, no futuro, é preciso levar isso em conta”, defendeu.

Joan Mir perdeu pódio na Catalunha por infração com pressão dos pneus (Foto: AFP)

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“Não é normal que seis pilotos sejam investigados em uma corrida, algo aconteceu. E foi um pouco por isso, por causa do frio, por largar e voltar a parar… É mais complicado. E foi por muito pouquinho. E a penalização foi por algo que eu não ganhei nada. Saiu caro, pagamos um preço muito alto. Mas as normas são essas, e temos de aceitar”, comentou.

Questionado sobre a demora para confirmar as punições, Mir evitou falar do assunto, mas voltou a insistir que a punição é excessiva por um desvio tão pequeno.

“Isso é algo de que as equipes falam. Nós não entramos nisso. As normas são o que são e as equipes precisam interpretá-las da melhor maneira para estar dentro das regras. Por alguma razão, aqui não fizemos isso. Nunca tinha acontecido com a gente, mas tinha de acontecer no dia em que estávamos no pódio”, ironizou. “É injusto, pois não é como se tivéssemos ganhado 16s por estar com a pressão 0,004 mais baixa. É muito pouco, mas, claro, a punição é muito alta. E o preço a ser pago é muito alto. Além disso, nos deram a punição mais alta, como se fosse a corrida longa, mas foi uma corrida curta. Isso tampouco faz muito sentido”, ponderou Joan, se referindo ao fato de que, por causa das relargadas causadas pelos acidentes de Márquez e Zarco, a corrida teve apenas 12 voltas, o tamanho médio de uma sprint, onde a punição seria de 8s.

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Fonte original: Grande Prêmio