A MotoGP fechou uma lacuna do regulamento e barrou a participação de pilotos convidados em corridas da temporada 2026 utilizando as motos de 850cc que vão entrar em cena no próximo ano. A mudança afeta todas as marcas presentes no grid, independente do ranking de concessões.
A decisão é resultado de reuniões nos últimos dois meses da Comissão de GP, que reúne Paul Duparc, da FIM (Federação Internacional de Motociclismo); Mike Webb, da IRTA (Associação Internacional das Equipes de Corrida); Biense Bierma, da MSMA (Associação das Fábricas de Motocicletas Esportivas); e Carmelo Ezpeleta, diretor-executivo do grupo MotoGP Sports and Entertainment ― a antiga Dorna ―, além de Jorge Viegas, presidente da entidade máxima do esporte; Carlos Ezpeleta, diretor-esportivo da SEG; Corrado Cecchinelli, diretor de tecnologia da MotoGP; Paul King, diretor da Comissão de Circuitos da FIM; e Dominique Hebrand, diretor-técnico da Comissão Técnica Internacional da FIM.
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Hoje, a MotoGP tem cinco construtoras, divididas em três dos quatros rankings de concessões: a Ducati está no topo, no grupo A; Aprilia, KTM e Honda integram o grupo C; enquanto a Yamaha ficou sozinha no grupo D. Destas, a única que não tem direito a correr com convidados é a casa de Borgo Panigale.
A Yamaha, por outro lado, além de ter a liberdade de correr com convidados mais vezes no ano, tem também a possibilidade de desenvolver o motor. Pelo código em vigor até então, os wild-cards ficam sujeitos ao mesmo regulamento técnico da MotoGP relacionado à fábrica específica, incluindo especificação de motor, hardware e software da ECU e sensores, por exemplo.

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O texto especificava, entretanto, que “uma inscrição wild-card pode ser isenta das normas de homologação do motor, de acordo com a classificação de concessão do fabricante”.
O Artigo 2.4.2 do regulamento da FIM, que aborda justamente as concessões, deixa claro que as fábricas integrantes do grupo D, aqueles que somam menos de 35% dos pontos possíveis no Mundial de Construtores no período de uma temporada, têm “especificação de motor não sujeita a aprovação”.
Assim, na divisão atual do grid, a Yamaha seria a única com liberdade para colocar na pista um competidor já usando a moto do próximo ano.
A Comissão de GP decidiu, então, por uma mudança. “Entradas wild-card na MotoGP em 2026 não são permitidas com maquinários 850cc na especificação de 2027, independente posicionamento da fábrica no ranking de concessões”.
A MotoGP retorna entre os dias 8 e 10 de maio, para o GP da França, direto de Le Mans, na quinta etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das demais classes do Mundial de Motovelocidade.
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Fonte original: Grande Prêmio