O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) arquivou, nesta quarta-feira (06/05), o inquérito criminal que investigava o atacante Willian Bigode por suspeita de estelionato contra Gustavo Scarpa e Mayke, após concluir, ao fim de três anos de apuração, que não houve dolo por parte do jogador no caso envolvendo investimentos na empresa Xland Holding Ltda, conforme informações divulgadas pelo UOL.

Decisão do Ministério Público
De acordo com o MP-SP, não há indicativos de prática de estelionato por parte de Willian Bigode e de sua sócia, Camila De Biasi. A investigação apontou que ambos atuaram como intermediários entre os jogadores e a empresa, sem comprovação de intenção de lesar os envolvidos. O órgão também considerou que o próprio atacante também teve prejuízos financeiros no negócio.

A investigação sobre o esquema continua tramitando em outra instância, na Justiça Federal do Acre, em um processo distinto.
Papel de intermediário
A apuração concluiu que Willian Bigode não participou diretamente da gestão da empresa responsável pelos investimentos, sendo classificado como intermediador na relação entre os atletas e a Xland. Esse entendimento foi determinante para o arquivamento do caso na esfera criminal.
O caso e os valores envolvidos
O episódio se tornou público em 2023 e envolve investimentos de alto valor no mercado de criptomoedas. Gustavo Scarpa investiu R$ 6,3 milhões, enquanto Mayke aplicou R$ 4,3 milhões, em um negócio que prometia retornos mensais entre 3,5% e 5%, valores acima dos praticados no mercado tradicional.
Situação jurídica atual
Com o arquivamento, a esfera criminal do caso está encerrada em São Paulo para Willian Bigode. No entanto, o caso segue com desdobramentos na área cível. A Justiça já determinou a restituição de valores a Mayke, enquanto o processo movido por Gustavo Scarpa permanece em andamento.
Fonte original: Esporte News Mundo - Geral