Equipe das 'Flechas de Prata' lidera com folga os campeonatos de pilotos e de construtores – mas os rivais estão se aproximando
O fim de semana de Fórmula 1 em Miami foi uma surpresa. Sim, o resultado final foi o mesmo, com Kimi Antonelli conquistando a terceira vitória consecutiva e ampliando sua liderança no campeonato, mas há sinais claros de que a Mercedes não vai permanecer na frente sem enfrentar resistência.
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A Ferrari, a McLaren e a Red Bull trouxeram pacotes de atualizações para os Estados Unidos e mostraram um progresso visível. A 'equipe paiapa' garantiu a dobradinha na corrida de sábado, e Lando Norris teve todas as chances de vencer no domingo também. A Ferrari também está se aproximando, enquanto a Red Bull resolveu muitos de seus problemas.
A Mercedes vai se manter na liderança? Nossos redatores dão suas opiniões.
Sim, mas se seus desenvolvimentos derem certo, Miami pode ser apenas um tropeço
Para responder à pergunta de forma binária, sim, a Mercedes pode perder. Da mesma forma que sim, qualquer um de seus rivais poderia superar a Mercedes em desenvolvimento e disparar na frente. Mas, para realmente ter uma visão completa, essa será uma questão que revisitaremos frequentemente durante a primeira metade da temporada.
McLaren, a Red Bull e a Ferrari apresentaram grandes pacotes de atualizações em Miami e, pelo menos para as duas primeiras mencionadas, isso teve um grande impacto no desempenho, com um claro avanço em relação à concorrência.
No entanto, a Mercedes prometeu apresentar uma atualização significativa para a próxima corrida no Canadá, o que poderia ampliar a vantagem novamente. Ou poderia ter um impacto mínimo. Ou algo entre os dois.
A Mercedes claramente desfrutou de um domínio inicial na nova era da F1, mas a corrida pelo desenvolvimento será tão rápida e tão vital que tudo pode mudar com a mesma rapidez.
Oscar Piastri, McLaren, Andrea Kimi Antonelli, Mercedes
Foto: James Sutton / Fórmula 1 / Formula Motorsport Ltd via Getty Images
Além disso, as características da pista, as temperaturas e as condições em cada etapa vão favorecer equipes diferentes. É muito difícil prever com segurança como isso vai se desenrolar em cada pista nesta nova era, mas, considerando que Miami nunca foi um reduto da Mercedes – e mesmo assim a equipe conquistou a pole e a vitória no GP no fim de semana passado, sem nunca ter vencido lá antes –, isso pode ser apenas um episódio isolado. Ou pode ser o início de sua queda.
Resumindo: ainda é cedo para dizer. Mas isso é bom, porque significa que ficaremos vidrados nas próximas etapas para descobrir.
Chame-me de otimista, mas ainda vejo a McLaren voltando ao topo. A classificação atual não parece particularmente boa para a equipe que conquistou os dois títulos no ano passado, mas se analisarmos detalhadamente, a situação não é tão ruim quanto os números sugerem.
Na verdade, das quatro corridas, a McLaren poderia facilmente ter vencido duas – no Japão e em Miami – se as circunstâncias tivessem sido um pouco diferentes. E isso apesar de todos os problemas que a equipe enfrentou no início da temporada.
A maioria delas estava relacionada à adaptação ao novo motor da Mercedes High Performance Powertrains. Na China, nenhum dos carros MCL40 conseguiu sequer largar na corrida – mas é muito improvável que isso se repita.
Mais importante ainda, parece que a vantagem inicial que a Mercedes tinha como equipe de fábrica já praticamente desapareceu, já que Miami foi um fim de semana tranquilo para a McLaren do ponto de vista da confiabilidade.
E o desempenho também está lá. Dada a natureza da competição sob os novos regulamentos, teremos uma temporada em que a corrida pelo desenvolvimento, até certo ponto, também se tornará um ioiô.
Ainda há grandes ganhos a serem obtidos com esses carros – como Miami provou – e cada atualização pode potencialmente trazer avanços mais substanciais do que no ano passado, por exemplo. A Mercedes certamente também fará progressos, mas o que a McLaren tem se destacado nas últimas temporadas é exatamente isso – desenvolvimento.
Com o MCL40 já quase à altura do W17 no início do ano, não se pode subestimar as chances da equipe de Woking. Lando Norris – apesar de não ter largado na China – está 49 pontos atrás de Antonelli, cuja temporada até agora tem sido quase perfeita.
Oscar Piastri está oito pontos atrás do companheiro de equipe, tendo participado efetivamente de apenas duas corridas. A maré de sorte do italiano vai acabar em algum momento – e com 18 corridas pela frente, ainda há tudo a ser disputado pelos pilotos da McLaren .
Fonte original: Motorsport.com Brasil - F1