O New England Patriots enfrentará o Seattle Seahawks neste domingo em seu primeiro Super Bowl desde a saída de Tom Brady, com Bad Bunny ameaçando roubar a cena com seu aguardado show no intervalo.
Embora sejam considerados azarões, os Patriots têm uma rica história de vitórias para se inspirar no Levi’s Stadium em Santa Clara, na Califórnia.
Sam Darnold ou Drake Maye? Seahawks ou Patriots? Amanhã é dia de descobrir!
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— NFL Brasil (@NFLBrasil) February 7, 2026
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Reconstrução
Sob a liderança de Brady, o New England dominou a National Football League (NFL), conquistando seis títulos entre 2002 e 2019.
Com a saída do quarterback, considerado por muitos o maior jogador de todos os tempos, em 2020, os Patriots caíram no esquecimento e cederam seu lugar a uma nova dinastia: o Kansas City Chiefs de Patrick Mahomes.
No entanto, com Mike Vrabel assumindo o comando técnico nesta temporada, os Patriots ressurgiram e agora estão a uma vitória do seu sétimo título do Super Bowl, o que quebraria o empate atual com o Pittsburgh Steelers e os tornaria a franquia mais vitoriosa da era moderna.
Para alcançar esse objetivo, eles precisam derrotar os favoritos Seahawks, que lutarão pelo seu segundo troféu e buscarão vingança pela derrota devastadora para os Patriots no Super Bowl de 2015.
As duas figuras-chave por trás da recuperação de New England também têm marcos pessoais ao seu alcance.
Vrabel, membro da era de ouro do início dos anos 2000, pode se tornar o primeiro jogador a conquistar um campeonato como jogador e técnico da mesma equipe, enquanto Drake Maye, de 23 anos, aspira ser o quarterback mais jovem a erguer o Troféu Vince Lombardi.
Essa conquista elevaria Maye, que perdeu o prêmio de MVP por apenas um voto nesta temporada, como o legítimo herdeiro do império de New England que um dia pertenceu a Brady. “Se você não for humilde, este jogo vai te humilhar, e Drake Maye tem essa humildade. Tudo o que sai da boca dele é sempre pensando no time”, elogiou Brady em um comunicado à Fox, onde trabalha como comentarista.
Um Super Bowl Latino
Entre os jogadores do time liderado pelo talentoso Maye, estão duas figuras de origem latina: Christian González e Andy Borregales.
González, filho de pai colombiano, é um pilar da poderosa defesa, enquanto Borregales, o primeiro venezuelano a disputar um Super Bowl, desempenha o papel fundamental de kicker.
Jaylinn Hawkins (Patriots) e Elijah Arroyo (Seahawks), de ascendência panamenha e mexicana, são outros representantes de uma delegação latina sem precedentes no ápice do esporte norte-americano.
O ponto alto da presença latina, no entanto, será a apresentação de Bad Bunny no icônico show do intervalo, o primeiro da história a ser realizado predominantemente em espanhol.
A escolha do cantor porto-riquenho, o artista mais ouvido do ano no Spotify, gerou enorme entusiasmo entre seus inúmeros fãs ao redor do mundo, bem como rejeição por parte de setores conservadores nos Estados Unidos.
O próprio presidente Donald Trump se juntou às críticas, afirmando que a escolha de Bad Bunny e Green Day, que se apresentarão antes dele e também são críticos ferrenhos do republicano, é “terrível” e “semeará ódio”.
Ao contrário do ano passado, quando foi o primeiro chefe de Estado a comparecer ao Super Bowl, Trump não estará presente no camarote VIP do Levi’s Stadium quando o jogo começar às 15h30, horário local (23h30 GMT).
“Uma grande festa”
Com todos esses elementos, a 60ª edição do Super Bowl terá inevitavelmente como pano de fundo a agressiva campanha anti-imigração promovida por Trump nos Estados Unidos.
A tensão atingiu o ápice nas últimas semanas com o assassinato a tiros de dois cidadãos americanos por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em Minneapolis.
Na semana passada, o próprio Bad Bunny condenou veementemente essa repressão após sua histórica vitória no Grammy.
Há grande expectativa sobre se o astro do reggaeton repetirá seu protesto neste domingo, diante de uma audiência de mais de 125 milhões de telespectadores somente nos Estados Unidos.
Com todos os olhos voltados para ele, Bad Bunny declarou esta semana que seu show será “uma grande festa”.
“Neste domingo, o mundo vai ser feliz”, prometeu.
Com conteúdo da AFP*
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Fonte original: Gazeta Esportiva - NFL