Phil Charles confirmou que a Penske trabalha na produção de um trem de força próprio para a era Gen4 da Fórmula E. O chefe do time norte-americano explicou que o desenvolvimento já acontece há mais de um ano e, apesar do prazo apertado, garantiu que há tempo suficiente para colocar a unidade em pista e não descartou utilizá-la já na temporada 2026/27.
A DS anunciou em março que está de saída da Fórmula E ao fim do campeonato vigente, o que gerou um grande ponto de interrogação no futuro da Penske. Segundo Charles, a intenção sempre foi seguir no grid, e o trabalho para isso já vinha sendo feito há bastante tempo. Agora, com a saída da marca do Grupo Stellantis, a equipe tem caminho aberto para assumir controle total da operação técnica.
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“Fizemos um trem de força muito bom e estamos trabalhando intensamente no simulador. É um processo contínuo que já acontece há mais de um ano e meio, com muito esforço e temos visto resultados positivos”, afirmou o dirigente ao Motorsport.com.
A equipe, porém, corre contra o tempo. Porsche, Jaguar, Nissan, Stellantis e Lola já iniciaram testes com os novos modelos, enquanto a Mahindra também se prepara para colocar o conjunto na pista. A Penske, por outro lado, sequer formalizou inscrição como montadora junto à Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para o próximo ciclo regulatório. Mesmo assim, Charles demonstrou confiança no cronograma.

“Temos tempo. O prazo está um pouco apertado, mas ainda existe margem. Não estou preocupado. Trabalhamos muito no ambiente virtual e fizemos um ótimo trabalho. Claro que é importante validar tudo na pista, mas não sentimos que estamos atrás ou que interpretamos mal o regulamento”, disse.
Apesar do foco no projeto próprio, a equipe ainda avalia alternativas de curto prazo, como se tornar cliente de alguma montadora já estabelecida — nesse caso, a Mahindra é a opção mais factível. Ainda assim, afastou a ideia de que a ausência de uma grande montadora possa prejudicar o projeto e indicou que a tendência é capitalizar o investimento já feito internamente.
“Temos boas opções e isso ficará claro nas próximas semanas. Não há uma resposta definitiva ainda, mas fizemos um trabalho muito sólido no nosso próprio trem de força e em simulações para a Gen4”, explicou.
“Ter uma fabricante pode trazer vantagens, mas no fim tudo depende das pessoas. Esses sistemas são muito complexos e exigem conhecimento específico. E posso dizer que temos pessoas muito boas trabalhando nisso”, concluiu.
A Fórmula E tem folga de uma semana antes da próxima etapa, a rodada dupla do eP de Mônaco, entre os dias 15 e 17 de maio. A categoria elétrica corre pelo tradicional circuito da Fórmula 1, montado nas ruas de Monte Carlo. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.
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Fonte original: Grande Prêmio