Felix Rosenqvist é o grande vencedor das 500 Milhas de Indianápolis 2026. Em um dos finais mais inacreditáveis da história do Brickyard, o sueco da Meyer Shank derrotou o americano David Malukas, da Penske, nos metros finais, por apenas 0s023, para vencer no final mais apertado dos 110 anos de história da corrida mais importante do esporte a motor norte-americano.
Rosenqvist assumiu a liderança com apenas 16 voltas para o fim. Em estratégia alternativa, a disputa pela vitória parecia entre o sueco e o mexicano Pato O’Ward, da McLaren. Quando caminhava para o triunfo, Felix viu o brasileiro Caio Collet, da Foyt, acertar o muro com violência e causar uma bandeira vermelha, com 8 voltas para o fim.
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Na relargada, Felix foi superado pelo companheiro de equipe Marcus Armstrong e por David Malukas, que viram uma nova bandeira amarela surgir por conta de Mick Schumacher, que raspou o muro. A direção de prova autorizou uma última relargada com apenas uma volta. De terceiro, Rosenqvist veio colado nos adversários, passando Armstrong na curva 4 e derrotando Malukas na reta de chegada, por apenas 0s023.

Scott McLaughlin, de Penske, foi o terceiro colocado, enquanto Pato O’Ward cruzou a linha de chegada em quarto. Na briga pela vitória, Armstrong foi apenas o quinto.
Rinus VeeKay, de Juncos, ficou em sexto, à frente do pole Álex Palou, que viu a bandeira quadriculada em sétimo. Santino Ferrucci, Romain Grosjean e Takuma Sato completaram o top-10 em Indianápolis.
Na tentativa de vencer a Indy 500 pela quinta vez, Helio Castroneves teve uma performance modesta. O brasileiro de 51 anos, que viu o companheiro de equipe Rosenqvist vencer, acabou abandonando com problemas mecânicos antes da última relargada por bandeira vermelha.
A Indy retorna já no próximo fim de semana, no dia 31, com o GP de Detroit, em circuito montado nas ruas da cidade mais populosa do estado do Michigan, nos Estados Unidos.
Saiba como foi a 110ª edição das 500 Milhas de Indianápolis:
Sem chuva, a bandeira verde para as 200 voltas de Indy 500 foi dada às 13h47 (de Brasília, GMT-3). Rossi atacou Palou logo na primeira curva e assumiu a liderança. O espanhol deu o troco. E ambos passaram a alternar o primeiro lugar. Ferrucci deu o salto para o terceiro posto. Quem caiu bastante foi Simpson, indo de sétimo para décimo.
Pela volta 10, Rossi e Palou seguiam alternando o primeiro lugar. Rosenqvist conseguiu assumir a terceira posição. Castroneves subiu ao 12º lugar, enquanto Collet aparecia na 29ª posição. Na volta 18º, veio a primeira bandeira amarela do dia. Ryan Hunter-Reay rodou e bateu sozinho na saída da curva 2. Na tentativa de desviar, Katherline Legge perdeu o controle e acertou o muro interno da reta oposta, encerrando o sonho e completar o Double Duty. Graham Rahal escapou por pouco.
Com pits abertos, boa parte do pelotão optou pelo primeiro pit-stop. Rinus VeeKay surgiu na liderança, com Grosjean, Collet e Harvey puxando o bonde dos que não pararam. Palou retornou em quinto, seguido por Rosenqvist e McLaughlin. Com problemas nos boxes, Rossi caiu para a 17ª colocação.
A relargada aconteceu na volta 27. Grosjean ensaiou um ataque em cima de VeeKay, mas o neerlandês se segurou. Rosenqvist subiu para quarto, com Palou perdendo várias posições. Ed Carpenter levou um toque de Sato e parou no muro da curva 2, trazendo a bandeira amarela mais uma vez. VeeKay e Harvey aproveitaram a oportunidade para o pit-stop, deixando Grosjean na liderança, com Collet em segundo.
A bandeira verde veio na volta 32. Collet preparou um ataque na reta principal e assumiu a primeira posição. Rosenqvist saiu muito mal, caindo para o oitavo lugar, enquanto Álex Palou já surgiu de volta no segundo posto. O espanhol chegou a retomar a liderança, mas levou não apenas o troco do brasileiro, como também saiu ultrapassado por Conor Daly, que chegou a assumir o primeiro posto, algo que Collet rapidamente respondeu. Após o momento de destaque, Caio parou na volta 40 da corrida, junto de Grosjean. Daly voltou para a ponta.
A corrida teve um quarto de distância completado com Palou de volta na primeira posição. O resto do top-10 era completado por Daly, Malukas, McLaughlin, Newgarden, Rosenqvist, Ferrucci, Dixon, Simpson e O’Ward.
A segunda janela de pit-stops foi aberta depois da volta 60. Entre os líderes, Daly foi o primeiro a entrar. Palou veio no giro seguinte. Após as paradas de Rasmussen, VeeKay e Harvey, a ordem dos pilotos foi reestabelecida, com Álex mais uma vez na liderança, com Rosenqvist em segundo, Malukas em terceiro, Dixon em quarto e Newgarden em quinto. Dalu caiu para o sétimo lugar, e reclamou no rádio de ter perdido um dos espelhos do carro.
Em bom ritmo, Dixon passou a escalar o pelotão e assumiu a ponta na volta 70, superando Palou. A dupla da Ganassi passou a alternar a liderança nos giros seguintes. No giro 93, surgiu a terceira amarela do dia. Will Power sofreu com problemas de câmbio e rodou na pista de apoio. Alexander Rossi entrou nos boxes, mas sofreu um estouro de motor e acabou abandonando a prova.
Com pits abertos, praticamente todo o pelotão entrou para o terceiro pit-stop. A nova ordem dos carros tinha Dixon líder, seguido por Palou, Malukas, Newgarden, McLaughlin, O’Ward, Rosenqvist, Ericsson, Daly e Armstrong. A chuva apareceu de vez de forma leve em Indianápolis, e após voltas consecutivas atrás do pace-car, a bandeira vermelha surgiu e interrompeu a corrida no giro 106.
Após 12 minutos de paralisação, os motores foram ligados novamente. A corrida foi reiniciada de vez na volta 110. Dixon acabou engolido na relargada. Malukas assumiu a ponta, com Palou em segundo, Newgarden em terceiro e Dixon no quarto lugar. Álex conseguiu assumir a liderança no giro 112, mas se alternando com o americano da Penske. Logo na volta 116, a chuva voltou e a bandeira amarela foi dada mais uma vez.
A relargada aconteceu na volta 126, mas a amarela surgiu mais uma vez. No quarto lugar, Josef Newgarden perdeu o controle na curva 4 e bateu com violência no muro, encerrando o sonho de conquistar a terceira vitória no Brickyard. A bandeira verde veio na volta 133. Quem deu um grande salto foi Daly, assumindo a liderança. McLaughlin também foi bem, assumindo o segundo lugar com ultrapassagens por fora. Antigo líder, David Malukas saiu mal, caindo para o sexto posto. Nas voltas seguintes, McLaughlin, Palou e Daly começaram a se dividir na briga pelo primeiro lugar.
A bandeira verde veio na volta 133. Quem deu um grande salto foi Daly, assumindo a liderança. McLaughlin também foi bem, assumindo o segundo lugar com ultrapassagens por fora. Antigo líder, David Malukas saiu mal, caindo para o sexto posto. Nas voltas seguintes, McLaughlin, Palou e Daly começaram a se dividir na briga pelo primeiro lugar.
Malukas ressurgiu e retomou a ponta. Ele e McLaughlin, na volta 147, puxaram a quinta janela de pit-stops. Palou, Daly e Ericsson vieram no giro seguinte. Entre os líderes, Dixon foi quem mais demorou a parar. Quem assumiu a ponta então foi Kyffin Simpson, que neste estágio estava há 32 voltas sem parar. Rosenqvist, O’Ward e Armstrong vinham atrás, também em estratégia diferente. O sueco da Meyer Shank assumiu a ponta na volta 154. Simpson veio para o pit-stop na 161.
Em segundo, Pato O’Ward parou na volta 165. Hauger e Armstrong tomaram o mesmo caminho no giro seguinte. Não demorou muito para Rosenqvist adotar a mesma decisão. Malukas então retomou a liderança, seguido por Palou e McLaughlin. O’Ward era quarto, com Rosenqvist em quinto e Daly em sexto.
Na volta 176, Malukas puxou o pelotão de pit-stops para quem estava com a primeira estratégia. Palou e McLaughlin vieram no giro seguinte, entregando a liderança nas mãos de Pato O’Ward. Agora, ele tinha a rivalidade de Rosenqvist pela vitória entre os que tinham a segunda alternativa de combustível.
Sem retardatários pela frente, Rosenqvist conseguiu encurtar a distância para Pato com 16 voltas para o fim. Na volta 185, Felix armou o ataque na reta principal e assumiu a ponta, abrindo certa vantagem.
Quando faltavam 8 voltas para o fim da corrida, Caio Collet, que estava na 11ª posição, perdeu o controle na saída da curva 2 e bateu forte no muro, gerando uma labareda. A bandeira vermelha surgiu e interrompeu a corrida. Rosenqvist era líder, com O’Ward, Armstrong, Malukas, Grosjean, Palou, Ferrucci, Sato, VeeKay e McLaughlin o seguindo.
A relargada aconteceu com 4 voltas para o final. Marcus Armstrong deu um grande salto e passou ao primeiro lugar. Malukas subiu para segundo e uma bandeira amarela foi acionada por causa de Mick Schumacher, que raspou no muro.
Uma última relargada aconteceu com uma volta para o fim. Malukas conseguiu ultrapassar Armstrong, mas Rosenqvist veio em ritmo absurdo, superando os rivais e passando o americano na reta de chegada para uma vitória épica, a mais apertada da história das 500 Milhas de Indianápolis.
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Fonte original: Grande Prêmio