Em meio aos constantes debates acerca dos ajustes feitos no regulamento da Fórmula 1, George Russell destacou a importância de os pilotos terem voz ativa nas decisões tomadas. Em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO em Miami, o titular da Mercedes, no entanto, afirmou que a categoria e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) sabem o que deve ser feito para agradar ao público.
Durante a pausa forçada da temporada 2026 por conta das suspensões das etapas no Bahrein e na Arábia Saudita, em abril, as partes interessadas se reuniram em busca de soluções para atenuar os efeitos do aumento da eletrificação nas unidades de potência, sendo a pilotagem contraintuitiva — como o excesso de lift and coast, por exemplo — a maior reclamação por parte dos competidores. A segurança também foi um tema abordado, principalmente após o acidente de Oliver Bearman no GP do Japão.
+ GP EXPERIENCE: o novo produto do GRANDE PRÊMIO conecta você aos maiores eventos de esporte a motor do mundo. Vá para Indianápolis com a gente: saiba aqui todos os detalhes.
O desafio, porém, foi encontrar um denominador comum, uma vez que alterar a proporação entre parte elétrica e motor a combustão, hoje em aproximadamente 50/50, não foi considerada por se tratar de uma mudança inviável no curto prazo. Desta forma, três ajustes principais foram definidos já para o GP de Miami do último domingo (3): a limitação do Boost a + 150 kW, a redução da recarga máxima de 8 MJ para 7 MJ na classificação e o super clipping nas corridas gerando 350 kW em vez de 250 kW.
A FIA, inclusive, marcou uma reunião com todas as partes interessadas para sexta-feira com o intuito de avaliar o resultado das alterações. Embora a maior parte dos pilotos tenha declarado que a F1 está indo na direção certa, ainda há muito a ser feito para que os carros cheguem ao nível esperado para uma categoria deste tamanho.
Desta forma, durante uma entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO no Hard Rock Stadium, Russell foi questionado sobre até que ponto os pilotos devem se envolver na criação de um novo regulamento. Mesmo que destaque a importância lógica de cada um dos 22 personagens nessa questão, o britânico explicou que deve existir um equilíbrio entre todas as partes.

“Obviamente, estamos diretamente envolvidos na pilotagem, mas também somos um pouco egoístas como pilotos. O que pode ser o melhor, o mais legal e o mais rápido carro para nós guiarmos nem sempre é o mais emocionante do ponto de vista das corridas”, começou.
“Se pegarmos a aerodinâmica dos V10 do início dos anos 2000, provavelmente é uma base excelente para o que um piloto quer em um carro de corrida — mas as corridas eram entediantes, não havia ultrapassagens e não havia tantos fãs acompanhando o esporte”, pontuou.
“A verdade é que a F1 e a FIA não são ingênuas, elas sabem o que estão fazendo. E, certa ou errada, a mentalidade dos fãs hoje é de que as corridas têm sido emocionantes. Então, sim, acho que devemos estar envolvidos e ajudar a moldar isso, mas é um equilíbrio. No fim, acredito que o resultado pode ser muito interessante”, concluiu Russell.
A Fórmula 1 volta de 22 a 24 de maio, com o GP do Canadá, quinta etapa da temporada 2026.
▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GPTV
F1 hoje: saiba aqui as notícias mais importantes do dia da Fórmula 1
A redação do GRANDE PRÊMIO selecionou as notícias mais importantes das últimas horas para você ficar por dentro de tudo que acontece na F1.
▶️ FIA agenda nova reunião para avaliar ajustes introduzidos no regulamento no GP de Miami
▶️ Red Bull arma contra-ataque e mira em Piastri para suprir saída de Verstappen em 2027
▶️ Antonelli brilha em dia de dificuldade para Russell: altos e baixos da F1 em Miami
▶️ Hamilton recorda sensação em estreia na F1 e elogia teste de Pin com Mercedes
▶️ Audi cita falta de confiabilidade na F1 2026 e admite: “Área que precisamos focar mais”
O post Russell diz que F1 e FIA “não são ingênuas” e avalia influência dos pilotos no regulamento apareceu primeiro em Grande Prêmio.
Fonte original: Grande Prêmio