Carlos Sainz deixou o GP do Canadá satisfeito com a recuperação da equipe depois de uma estratégia arriscada logo na largada. O espanhol assumiu a responsabilidade pela escolha dos pneus intermediários e explicou que a decisão foi tomada com base nas condições da pista minutos antes da corrida começar em Montreal.
Assim como outras equipes do pelotão intermediário, a Williams apostou que a chuva seguiria presente e poderia abrir uma oportunidade estratégica. A pista, porém, secou rapidamente, obrigando uma parada precoce e mudando completamente o rumo da prova.
“Queríamos tentar algo diferente na largada. Assumo a responsabilidade, porque fui eu que insisti para que a equipe optasse pelos intermediários”, afirmou Sainz. “Quando precisei tomar a decisão, cerca de oito minutos antes da largada, estava chovendo bastante.”
O espanhol explicou que a mudança repentina nas condições climáticas frustou a aposta feita pela equipe ainda nos minutos finais antes da largada.
“Depois, nos cinco minutos finais, enquanto esperávamos pelas voltas de formação, a chuva parou e eu não consegui tirar proveito dessa escolha”, comentou. “É uma pena, mas, ao mesmo tempo, quando você larga em 15º, a intenção é justamente assumir algum risco e tentar algo diferente.”
Mesmo com a parada extra logo no início, Sainz conseguiu se recuperar ao longo da corrida e mostrou ritmo forte especialmente no segundo stint, quando chegou a sustentar bom desempenho mesmo pressionado por carros mais rápidos.
“No fim, conseguimos nos recuperar bem. Fiz um segundo stint muito forte, e mesmo com as McLaren vindo atrás, estávamos praticamente no mesmo ritmo”, disse.

O espanhol valorizou especialmente o nono lugar conquistado depois do cenário complicado nas primeiras voltas. “Trazer para casa esse nono lugar é um resultado que, se alguém me dissesse que conseguiríamos logo depois da segunda volta, quando precisei parar, teria assinado na hora.”
Com pontos somados também em Miami, Sainz destacou que a Williams chega à sequência europeia em momento de evolução, embora ainda veja margem clara para crescer no pelotão intermediário. “Espero conseguir manter a tendência positiva das últimas corridas, em que estamos cada vez mais brigando por pontos”, afirmou.
O espanhol também avaliou que as condições frias em Montreal ajudaram a extrair mais desempenho do carro, mas destacou que a equipe ainda precisa evoluir para dar um passo definitivo. “Ainda assim, acredito que nos faltam de dois a três décimos reais para sermos a melhor equipe do pelotão intermediário”, concluiu.
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Fonte original: Grande Prêmio