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Seleção Feminina de vôlei terá duas equipes em preparação para as Olimpíadas; entenda - Esporte News Mundo

CBV oficializa nova estrutura da seleção feminina com equipe alternativa integrada ao elenco principal e foco no planejamento para o ciclo olímpico de 2028.

Seleção Feminina de vôlei terá duas equipes em preparação para as Olimpíadas; entenda - Esporte News Mundo

A CBV anunciou uma nova estrutura para a seleção feminina visando o ciclo olímpico de 2028, incluindo a criação de uma equipe alternativa integrada ao grupo principal.

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) oficializou nesta quarta-feira (13) uma reformulação importante no planejamento da seleção feminina para o ciclo olímpico de Los Angeles 2028. Em anúncio conjunto com o técnico José Roberto Guimarães, a entidade confirmou a criação de uma Seleção Brasileira B, além da definição do grupo principal da Liga das Nações (VNL) e da lista ampliada com 30 atletas inscritas para a temporada internacional.

A principal novidade é a formação da equipe alternativa, que funcionará como uma ponte direta entre a base e a seleção principal. O grupo será comandado por Wagão, auxiliar técnico de Zé Roberto, e terá como primeiro compromisso a disputa da Copa Sul-Americana, no Peru, em junho.

“A gente vai trabalhar com duas seleções exatamente para ter a Seleção B muito próxima da Seleção A. É impossível convocar e trabalhar com 34, 32 jogadoras”, explicou José Roberto Guimarães em coletiva.

Segundo o treinador, o objetivo é ampliar o monitoramento das atletas e acelerar o processo de renovação da equipe nacional sem romper completamente com a geração atual.

“Da Seleção B, você está a um passo da Seleção A, e da Seleção A, pode haver uma volta para a B”, afirmou o técnico.

A nova estrutura permitirá que atletas em observação treinem em Saquarema próximas das principais jogadoras do país, criando um ambiente de integração técnica e adaptação ao modelo da seleção.

“É uma possibilidade de, até 2028, observar melhor as jogadoras, que vão poder treinar mais próximas, jogar campeonatos diversos, ir para fora e jogar amistosos”, completou Zé Roberto.

A Seleção B terá 18 convocadas, incluindo nomes que se destacaram na última Superliga. Entre elas estão a oposta Jaque Schmitz, do Maringá, e a ponteira Mari Brambilla, que atua no vôlei polonês pelo LKS Lodz.

Além disso, 11 atletas da equipe alternativa também aparecem na lista larga da VNL, permitindo movimentações rápidas em caso de lesões, desgaste físico ou mudanças de estratégia ao longo da temporada.

Já a seleção principal contará com nomes consolidados do cenário internacional, como Gabi Guimarães, Rosamaria, Ana Cristina, Macris e Nyeme.

A temporada da seleção feminina terá calendário intenso em 2026. Além da Liga das Nações, disputada em junho, o Brasil também terá o Campeonato Sul-Americano em setembro, no Maracanãzinho, competição que vale vaga direta para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028.

Entre os principais desafios da comissão técnica está justamente administrar o alto número de atletas em preparação simultânea no centro de treinamento da CBV, em Saquarema, sem perder competitividade e identidade tática.

A criação da Seleção B é vista internamente como uma tentativa de evitar rupturas bruscas de geração, mantendo a equipe competitiva no curto prazo enquanto prepara novas atletas para assumir protagonismo até o próximo ciclo olímpico.

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Fonte original: Esporte News Mundo - Vôlei