A Fórmula 1 usa um sistema de pontos que parece simples à primeira vista, mas esconde nuances que muitas vezes determinam o desfecho de um campeonato inteiro. Neste guia, explicamos como ele funciona e por que cada décimo de segundo — e cada posição — tem um peso diferente dependendo do momento da temporada.

A tabela básica de pontos por corrida

Em um Grande Prêmio convencional, os dez primeiros colocados recebem pontos na seguinte ordem: 25 pontos para o vencedor, 18 para o segundo, 15 para o terceiro, 12 para o quarto, 10 para o quinto, 8 para o sexto, 6 para o sétimo, 4 para o oitavo, 2 para o nono e 1 ponto para o décimo. A diferença entre o primeiro e o segundo lugar (7 pontos) é menor do que a diferença entre o segundo e o décimo (17 pontos), o que significa que manter-se consistentemente no top-5 pode valer mais no longo prazo do que alternar vitórias com DNFs (Did Not Finish).

Além dos pontos por posição, desde 2019 o regulamento prevê 1 ponto extra para o piloto que marcar a volta mais rápida da corrida — desde que ele esteja classificado entre os dez primeiros no resultado final. Esse ponto bônus pode parecer insignificante no meio da temporada, mas em disputas de campeonato apertadas como a de 2021, onde Lewis Hamilton e Max Verstappen terminaram empatados antes da última corrida, um único ponto pode literalmente separar campeões e vice-campeões.

O que mudou com as corridas sprint

A partir de 2021, a FIA introduziu o formato sprint em alguns fins de semana. Nesses eventos, a corrida de classificação normal define o grid do sprint — uma corrida curta de cerca de 100 km disputada no sábado. Os oito primeiros colocados no sprint recebem pontos em escala reduzida: 8 pontos para o vencedor, descendo até 1 ponto para o oitavo. A corrida principal do domingo mantém sua pontuação integral.

Em 2024, o formato foi expandido e o número de etapas com sprint aumentou para seis por temporada. Isso significa que pilotos e equipes podem disputar até 6 conjuntos extras de pontos ao longo do ano — o equivalente a quase uma vitória de GP completa para o piloto que varrer todos os sprints em primeiro. Para as equipes no campeonato de construtores, onde pilotos 1 e 2 somam pontos juntos, a consistência nos sprints pode ser decisiva.

O campeonato de construtores e por que ele importa financeiramente

Muitos fãs acompanham apenas o campeonato de pilotos, mas o campeonato de construtores é o que move as finanças das equipes. A FIA distribui uma parte substancial de sua receita de TV e patrocínio com base na posição final no campeonato de construtores — e a diferença entre o segundo e o terceiro lugar pode valer dezenas de milhões de euros para um time. É por isso que mesmo quando o título de pilotos já está matematicamente decidido, equipes continuam lutando com intensidade até a última volta da última corrida do ano.

Como ler a tabela de campeonato ao longo da temporada

Com 24 corridas no calendário de 2024 e 2025, o número máximo teórico de pontos que um piloto pode marcar em uma temporada com sprints é expressivo — acima de 800 pontos. Na prática, nenhum piloto chega perto disso, o que torna fundamental acompanhar não apenas a pontuação absoluta, mas o número de pontos ainda disponíveis. Quando restam X corridas e o líder tem uma vantagem de mais de 26 pontos (equivalente a uma vitória de GP), a luta pelo título passa a depender também de resultados de outros pilotos.

O Placar Vivo acompanha o campeonato de pilotos e construtores corrida a corrida, organizando os resultados e o impacto de cada etapa na central de Fórmula 1. Acompanhe o Resumo do Dia após cada GP para ter o contexto completo do que cada resultado significou para o campeonato.