Rayssa Leal participa de projeto de reflorestamento na Amazônia
Nas grandes cidades a palavra "muvuca" costuma ser entendida como uma aglomeração ou uma celebração, já no contexto ambiental, o termo dá nome à técnica de plantio em que diferentes espécies de sementes são espalhadas simultaneamente. Em parceria com o Instituto Mamirauá, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) tem apostado nessa prática para impulsionar o Projeto Floresta Olímpica do Brasil, em Tefé, no Amazonas.
Moradores de comunidades amazônicas participam de plantio na Floresta Olímpica
Tácio Melo / Instituto Mamirauá
A ação acontece na Comunidade Bom Jesus da Ponta da Castanha, na Floresta Nacional de Tefé (Flona), a cerca de 30 km do município de Tefé, no Amazonas. Desde 2025, moradores das comunidades da região têm sido capacitados pelo Instituto Mamirauá a aplicar a técnica da muvuca, com o apoio do COB.
Cerca de 256kg de sementes foram espalhadas em uma área de 4 hectares, desde janeiro. A mistura reúne espécies de crescimento rápido, que ajudam a cobrir o solo e a acelerar a recuperação do solo degradado.
Moradores usam a técnica da muvuca na Floresta Olímpica
Tácio Melo / Instituto Mamirauá
A técnica da muvuca tem raízes nos conhecimentos indígenas combinados a critérios técnicos que aceleram a regeneração. A ideia é reproduzir, aos poucos, a dinâmica da floresta: cada planta germina no seu tempo e cumpre uma função diferente no processo de regeneração.
Adaptada ao bioma, a técnica ancestral facilita a logística. As sementes ocupam menos espaços, são mais simples de transportar e exigem menos insumos e mão de obra do que o plantio de mudas.
Moradores fazem o plantio de sementes na Floresta Olímpica
Tácio Melo / Instituto Mamirauá
O Projeto Floresta Olímpica foi lançado em maio de 2024, com o compromisso de restaurar áreas degradadas nos municípios de Tefé e Alvarães, junto a populações locais. A iniciativa também tem como objetivo compensar 4 mil toneladas de gás carbônico emitidas pelo Comitê Olímpico do Brasil. Com cerca de 4 hectares restaurados, a previsão é de que o projeto chegue ao número de 6,3 hectares até 2030.
Em seu lançamento, a Floresta Olímpica recebeu a visita de Rayssa Leal, embaixadora de sustentabilidade do COB. Na ocasião, a medalhista de prata de Tóquio 2020 conheceu a área onde a iniciativa seria desenvolvida e participou das ações de plantio junto aos moradores da região.