Grande Prêmio

5 coisas que aprendemos no eP de Mônaco da Fórmula E 2025/26

Em mais um exemplo de como é possível fazer corrida boa em Mônaco, a Fórmula E realizou duas disputas de tirar o fôlego e teve até Brasil no pódio, o primeiro de Felipe Drugovich. Em meio ao mar de confusões, batidas e protagonistas, confi…

5 coisas que aprendemos no eP de Mônaco da Fórmula E 2025/26
Fórmula E novamente não decepcionou em Mônaco (Foto: Fórmula E)

A Fórmula E brindou os fãs com mais duas grandes corridas em Mônaco no último fim de semana, em etapa que mudou o líder do campeonato e deu ao Brasil o primeiro pódio na Fórmula E desde 2023, com Felipe Drugovich. Nyck de Vries e Oliver Rowland venceram as provas, mas Mitch Evans foi o responsável por tomar a liderança do campeonato de Pascal Wehrlein. O alemão, aliás, teve um raro fim de semana zerado, em mais um episódio que reforçou as dificuldades da Porsche em Monte Carlo.

O caos da montadora alemã, que envolveu até batida entre os companheiros Wehrlein e Nico Müller, contrasta diretamente com a adaptação quase sempre clínica da Jaguar a Mônaco. Não à toa, os felinos assumiram também a liderança do Mundial de Equipes, dando um duro golpe na principal rival.

E o fim de semana também contou várias outras histórias, como a manutenção de uma sequência muito curiosa de Rowland e a tão sonhada vitória da Mahindra. O time, que não ia ao primeiro lugar do pódio desde 2021, enfim premiou a remontada de volta à parte da frente do grid com um triunfo. Por outro lado, a Stellantis viveu uma etapa para esquecer, com Citroën e DS Penske completamente sumidas.

Assim, o GRANDE PRÊMIO separou cinco coisas que aprendemos na rodada dupla do eP de Mônaco da Fórmula E.

Drugovich conquistou o primeiro pódio na Fórmula E (Foto: Fórmula E)

Jaguar e Porsche vivem vidas diferentes em Mônaco

Acostumada a brilhar em Monte Carlo, a Jaguar não decepcionou. Viveu mais um grande fim de semana e, com 45 pontos somados (30 de Mitch Evans e 15 de António Félix da Costa), tomou de assalto a liderança da Porsche no Mundial de Equipes. A montadora alemã está acostumada ao oposto dos felinos e também seguiu à risca o histórico: sofreu tanto no sábado quanto no domingo, com míseros oito tentos — todos cortesia de Nico Müller na segunda prova.

Claro que o impacto viria também no Mundial de Pilotos, em que Pascal Wehrlein (zerado) cedeu a liderança para Evans. E ainda caiu para quarto, já que Oliver Rowland e Edoardo Mortara também passaram. Naturalmente, é um ponto fora da curva para a equipe mais regular do grid, e Mônaco se acostumou a reservar problemas para o time de Weissach. Ainda assim, uma volta por cima em Sanya é mais do que necessária para recuperar o rumo.

Rowland segue tirando leite de pedra na Nissan

É impressionante o fato de que o maior detentor de pódios da temporada siga sofrendo com os altos e baixos do carro. Rowland já levou a Nissan ao top-3 seis vezes, mais do que qualquer outro no campeonato, mas não somou um ponto sequer nas outras corridas: ou termina entre os três primeiros, ou fica de fora até da zona de pontuação. Em Mônaco foi exatamente assim, com um 15º lugar na primeira prova e a vitória na segunda.

O recado passado pelo rendimento do atual campeão é claro: quando se entende com o carro, extrai tanto que entra sempre na briga pela vitória. No entanto, não consegue fazer isso em todas as etapas, e mesmo em rodadas que trazem grandes desempenhos, como Mônaco, Rowland costuma ter problemas em treinos e classificações. O inglês tem feito a diferença no braço, mas isso não sustenta uma briga por título. A Nissan precisa ser mais constante.

Nyck de Vries e Frederic Bertrand celebram vitória histórica da Mahindra (Foto: Fórmula E)

Mahindra enfim beija o céu. Mas precisa se manter por lá

A dúvida sobre quando viria a primeira vitória da Mahindra desde 2021 pairava no ar a cada etapa, mas não mais. Nyck de Vries levou a corrida 1 de Mônaco e enfim coroou um trabalho espetacular comandado por Frédéric Bertrand na equipe indiana, que volta a ser uma das potências do grid após tantos anos. E, mais uma vez, o rendimento foi digno de quem não está lá por acaso.

De Vries aproveitou os problemas de Mortara na classificação e venceu a corrida 1, mas o suíço voltou com tudo na segunda prova. Mesmo punido em 10s por uma batida em Da Costa na primeira volta, o piloto se manteve entre os primeiros até o fim, cruzou a linha em segundo e abriu distância o suficiente para ainda ficar em quarto. Enfim, o objetivo foi alcançado — mas a equipe precisa se manter vigilante, pois a disputa pelo título está, sim, ao alcance.

Calvário da Stellantis parece longe do fim

A situação está difícil para os lados da Stellantis. Apesar da animação com a estreia da Opel na próxima temporada, o momento atual da montadora não é nada positivo para as duas equipes do grid. Na Citroën, que segue envolvida em uma busca sem fim por investidores, Nick Cassidy e Jean-Éric Vergne até deram o ar da graça em diferentes momentos, mas se envolveram em acidentes e, somados, saíram com dois pontos graças às punições de outros.

Por outro lado, caminhando para um fim de parceria em que ninguém mais fala a mesma língua, a DS Penske ainda conseguiu oito tentos ao longo das duas corridas, mas foi tão sumida quanto a ‘irmã’. O time segue na penúltima posição do campeonato, à frente apenas da Lola Yamaha, e parece uma espécie de zumbi até a virada da temporada e a saída da DS. Definitivamente, um fim de semana para esquecer da montadora como um todo.

Atual campeão, Rowland segue em fase incrível na carreira (Foto: Fórmula E)

Drugovich ofusca Dennis e vive primeira grande etapa

Corajoso no sábado e brilhante no domingo, Felipe Drugovich viveu os primeiros grandes dias como piloto da Fórmula E em Mônaco. Após somar pontos em Berlim, o brasileiro executou com perfeição a estratégia do Pit Boost na corrida 1 e foi quarto; no dia seguinte, subiu ainda mais de nível, foi aos duelos da classificação e ainda completou em segundo lugar, conquistando o primeiro pódio na categoria.

De quebra, Felipe ainda ofuscou completamente o companheiro Jake Dennis, ‘dono’ do time e campeão mundial na primeira temporada da era Gen3. O britânico teve dias bem ruins, com novos problemas nas classificações, e saiu zerado; por outro lado, Drugovich conquistou 30 pontos e saltou diversas posições na tabela, inclusive ajudando a Andretti a passar Cupra Kiro e Citroën pelo sexto lugar do Mundial de Equipes. Atuação de veterano, principalmente no domingo.

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Fonte original: Grande Prêmio