A Associação dos Árbitros Profissionais de Futebol da Inglaterra (PGMOL) vai analisar, ao final da atual temporada, a forma como lida com puxões de camisa na área em cobranças de escanteio. Howard Webb, atual presidente do órgão, admitiu a necessidade de reavaliar a medida.
“Estamos em constante diálogo com clubes, grupos de torcedores e outras entidades sobre o tipo de jogo que pretendem e como querem que sejam arbitrados. Esta época tem sido atípica em termos de número de contactos na área, o que cria mais dificuldade aos árbitros”, explicou o ex-árbitro.
O líder do PGMOL indicou que, embora tenham sido assinalados mais pênaltis na atual temporada por puxões de camisas do que na última temporada, outros tipos de marcações ficaram para trás.
“Marcamos mais pênaltis por puxões de camisas do que no ano passado, mas também deixamos passar alguns”, reconheceu.
O assunto gerou polêmica recentemente após o West Ham ter tido um gol anulado nos acréscimos na derrota de 1 a 0 para o Arsenal, no último domingo (10). Na ocasião, o árbitro Chris Kavananagh anulou o gol de empate dos Hammers por conta de um puxão de camisa do atacante luso-brasileiro Pablo no goleiro Raya.

A decisão do árbitro só veio a acontecer após uma checagem de quatro minutos no VAR e deixou os Hammers na zona de rebaixamento com apenas duas rodadas para o fim da competição. Durante a revisão do lance, o árbitro parecia estar confuso no diálogo com a cabine.
“Não sei o que me estão a tentar mostrar, deem-me uma pista”, disse o árbitro em conversa.
A polêmica entre os clubes tem sido a falta de critérios entre os árbitros em lances envolvendo bolas paradas com o Arsenal tendo sido muito beneficiado em lances parecidos em outras rodadas da competição. Os Gunners marcaram 17 gols de bola parada sendo a melhor equipe neste quesito.
Fonte original: Esporte News Mundo - Futebol Internacional