Apesar de um início de temporada inconsistente na Fórmula 1 em 2026, Allan McNish evitou qualquer tipo de pânico e afirmou que o carro da Audi tem potencial de crescimento nas próximas semanas. O diretor de corridas reconheceu que a equipe tirou proveito da estrutura já existente da Sauber, mas deixou claro que o fato de fabricar a própria unidade de potência eleva bastante o nível de dificuldade.
O início da trajetória da marca das quatro argolas na principal categoria de monopostos foi promissora, com Gabriel Bortoleto somando 2 pontos logo no GP da Austrália, que abriu o campeonato. Embora o R26 tenha demonstrado capacidade de terminar no top-10 em outras oportunidades, problemas de confiabilidade estão afetando o time constantemente — como aconteceu tanto com o brasileiro quanto com Nico Hülkenberg no GP de Miami, realizado no início de maio.
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Assim como outras nove escuderias, a Audi levou algumas atualizações para a etapa estadunidense, mesmo que em menor número. O foco maior ficou na suspensão dianteira, com uma revisão no braço para otimizar o condicionamento do fluxo e melhorar a performance, além das extremidades do assoalho e difusor, também pela eficiência aerodinâmica.
“Não trouxemos o pacote que alguns concorrentes trouxeram. Nesse sentido, diria que o ritmo puro do carro é bom”, começou McNish em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO em Miami. “E falando do Nico, o que ele fez ontem, lidando com problemas antes da classificação e ainda assim chegando perto do Q3, foi impressionante, mostrando experiência e capacidade”, elogiou.
“Sabemos que, como sempre acontece no início de uma temporada, as diferenças maiores tendem a diminuir. As diferenças que vemos agora, como o exemplo da Williams melhorando o ritmo de corrida hoje, mostram que tudo vai ficar cada vez mais difícil. Não podemos simplesmente esperar que as atualizações resolvam tudo — também precisamos melhorar em outras áreas. Mas, no geral, o desempenho base do carro e do chassi é bom”, avaliou.

Depois de um fim de semana complicado na Flórida, a Audi agora trabalha para deixar melhores impressões no Canadá e em Mônaco, as duas próximas etapas. No entanto, se isso porventura não acontecer, McNish pregou cautela, já que, de acordo com ele, os locais apresentam características muito específicas e não traduzem exatamente o que pode ocorrer no restante da temporada da F1.
“Circuitos como Canadá e Mônaco são bastante específicos, assim como Monza em certa medida. Temos algumas atualizações, como na parte dianteira do assoalho e nos dutos de freio, mas são pequenas em comparação com o que a maioria dos concorrentes trouxe”, pontuou.
“Também precisamos lembrar que esta é apenas a quarta corrida de uma equipe nova. Sabemos que a Sauber já existia, mas há também a integração da unidade de potência da Audi nesse sistema, então o julgamento deve ser feito ao fim do ano”, concluiu.
A Fórmula 1 volta de 22 a 24 de maio, com o GP do Canadá, quinta etapa da temporada 2026.
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Fonte original: Grande Prêmio