Nyck de Vries tirou a inhaca que carregava desde o início da temporada 2025/26 e venceu o eP de Mônaco 1, neste sábado (16). Ao contrário de outros momentos neste campeonato, o neerlandês manteve a calma, executou com perfeição a estratégia de Pit Boost e Modo Ataque para subir ao degráu mais alto do pódio. O triunfo encerrou um longo jejum da Mahindra, que não vencia uma prova na Fórmula E desde o eP de Londres 2 de 2020/21.
Mitch Evans seguiu com a boa fase e conquistou um ótimo segundo lugar que, junto ao mau resultado de Pascal Wehrlein — que teve um incidente com Nico Müller —, o fez tomar a liderança do Mundial de Pilotos. Dan Ticktum liderou boa parte da corrida, mas acabou sendo prejudicado por uma estratégia da Cupra Kiro que não deu certo e cruzou a linha de chegada no terceiro lugar. Porém, foi punido por uma batida com António Félix da Costa nas voltas finais e caiu para o 12º lugar. Com isso, o último lugar no pódio caiu no colo de Pepe Martí.
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Felipe Drugovich fez uma ótima estratégia de atrasar o Pit Boost e Modo Ataque. O brasileiro ficou no top-10 durante a prova inteira, mas a escolha garantiu um salto e o piloto da Andretti recebeu a bandeira quadriculada em quinto. Com a punição de Ticktum, herdou o a 4ª posição — melhor resultado na Fórmula E até aqui.
Já Lucas di Grassi até fez boa prova, mas voltou a bater no baixo teto da Lola Yamaha e terminou apenas no 13º lugar. Com o resultado, o brasileiro segue zerado na temporada.
A Fórmula E volta à pista novamente neste domingo. Às 3h30 (horário de Brasília) será realizado o TL3. Pouco depois, às 5h40, começa a classificação para o eP de Mônaco 2, que terá transmissão a partir de 9h30. O GRANDE PRÊMIO exibe o evento completo AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.
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eP de Mônaco da Fórmula E: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique
| Data | Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Domingo (17) | Treino livre 3 | 3:30 | 5:30 | 7:30 | 8:30 |
| Domingo (17) | Classificação | 5:40 | 7:40 | 9:40 | 10:40 |
| Domingo (17) | Corrida | 10:05 | 12:05 | 14:05 | 15:05 |
*Horário de Brasília

Como foi o eP de Mônaco 1 da Fórmula E:
A largada em Mônaco foi tranquila. Dan Ticktum fez uma excelente partida e não deu nenhuma chance de Nyck de Vries sequer sonhar com um ataque pela liderança. A única troca de posições no pelotão dianteiro foi entre Mitch Evans e Maximilian Günther: o neozelandês tomou a terceira posição, mas logo recebeu o troco.
Felipe Drugovich também foi para cima de Jean-Éric Vergne e tomou a 9ª posição e, assim como Evans, acabou perdendo o posto na sequência. O neozelandês, por sinal, avisou a Jaguar de um possível furo de pneu causado na disputa com o piloto da DS Penske — apesar disso, seguiu na pista.
A corrida no Principado começou muito mais estudada que o normal. Ao invés dos constantes ataques e ultrapassagens que marcaram as corridas da era Gen3, a etapa deste sábado começou mais calma — sem ninguém abrir muita vantagem, mas também sem tantas trocas de posição. Quem partiu para cima dos rivais foi António Félix da Costa, que deixou Nico Müller, Joel Eriksson e Pascal Wehrlein para trás e assumiu o quinto lugar.
A calmaria acabou de vez na volta 4: Jake Dennis tentou a ultrapassagem sobre Nick Cassidy na chegada da Nouvelle Chicane, mas foi surpreendido pelo movimento do neozelandês que tentou sair da traseira de Norman Nato e acabou espremendo o britânico no muro, causando o abandono da Andretti. Por conta do incidente, o safety-car foi acionado para remoção dos detritos que ficaram na pista.
A relargada foi na abertura da volta 6. Assim como na primeira partida, Ticktum manteve a frente tranquilamente, sem ser ameaçado por um cauteloso De Vries. Nato escapou, momentos antes, do incidente envolvendo Cassidy e Dennis, mas não se livrou de uma punição por infingir as normas de pressão dos pneus e recebeu um drive-trough.
Com a parada obrigatória para utilizar o Pit Boost, ninguém optou por fazer uma ativação cedo do Modo Ataque. Mas isso não quer dizer que não havia estratégia de ultrapassagens: Da Costa partiu para cima e tomou o 4º lugar de Wehrlein e, na sequência, bloqueou o desafeto para permitir o ataque do companheiro de equipe Evans, que também fez a ultrapassagem.
No fim da volta 9, Müller quase causou mais uma batida ao tentar partir para cima de Vergne e Eriksson na Rascasse. O suíço não conseguiu superar o piloto da Envision e, ao dividir a Anthony Noghes com o francês da Citroën, levou um toque e por pouco não parou no muro.
Na volta seguinte, Drugovich partiu para cima de Vergne depois do hairpin do hotel e tomou o 9º lugar na marra. Oliver Rowland aproveitou a oportunidade e foi no embalo do brasileiro para assumir o 10º posto. Ao fim da volta, o atual campeão deu o bote no piloto da Andretti para ganhar mais uma posição.

Na volta 12, a direção de prova decidiu punir Cassidy por conta do incidente com Dennis, e o neozelandês recebeu 10s de sanção. No giro seguinte, Müller acertou em cheio a traseira de Wehrlein na entrada da Rascasse e acabou com qualquer chance de bom resultado da Porsche: o suíço perdeu a asa dianteira, enquanto o alemão teve um furo de pneu. Quem também teve danos no composto foi Rowland, que sofreu com um furo e precisou ir para os boxes.
Müller aproveitou a parada nos boxes e, além de trocar o bico do carro, já aproveitou para fazer uso do Pit Boost. Wehrlein e Rowland ainda não estavam na janela de energia para isso, então precisaram fazer outro pit-stop para recarregar a bateria.
No giro seguinte, quase todo o pelotão dianteiro foi para os boxes fazer a regarga: De Vries, Evans, Müller, Eriksson, Günther e Vergne. Enquanto isso, Da Costa foi o primeiro dos líderes a ativar o Modo Ataque e tomou a primeira posição de Ticktum pela primeira vez na prova. Drugovich adotou a mesma estratégia do britânico e não utilizou nenhum dos recursos da prova. Com isso, pulou para o terceiro lugar.
Na volta 19, tanto Ticktum quanto Drugovich foram para os boxes fazer a recarga. A estratégia funcionou bem para o brasileiro, que se posicionou em 4º entre os que já tinham usado o Pit Boost. Para o britânico, nem tanto, já que acabou superado por De Vries e Evans. Logo na volta de retorno, Felipe também ativou o Modo Ataque.
Da Costa foi o último a ir para os boxes usar o Pit Boost, apenas na volta 20. O português voltou à pista ainda na liderança, mas acabou sendo presa fácil para Nyck de Vries, que tinha 4 minutos de Modo Ataque logo atrás e não teve dificuldades para assumir a liderança e não perder mais.
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Fonte original: Grande Prêmio