Sem um representante no grid desde o fim da temporada 2024, quando Kevin Magnussen perdeu a vaga na Haas, a Dinamarca decidiu ressuscitar os planos de entrar no calendário da Fórmula 1 nos próximos anos. Desta vez, porém, o projeto, estimado em cerca de US$ 500 milhões (R$ 2,45 bilhões na cotação mais recente), seguiu um caminho diferente daquele apresentado em 2020, quando o país já havia até mesmo definido um traçado pelas ruas de Copenhague.
Para fazer com que o sonho se torne realidade, o jornal dinamarquês Ekstra Bladet informou que herdeiros ligados à gigante farmacéutica Novo Nordisk desenvolveram uma proposta de circuitos integrados em Padborg, localizado no sudeste da região de Jutlândia. O objetivo é construir uma instalação totalmente nova e moderna, desenhada pelo ex-piloto Alexander Wurz, recebendo o nome de Circuito da Dinamarca.
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Embora exista uma grande competitividade na briga por uma vaga no calendário da F1, o projeto é visto com bons olhos dentro do país e, se tudo correr bem, os monopostos mais famosos do mundo podem desembarcar por lá em 2029 ou 2030. Tudo, no entanto, depende do apoio político, que foi o que faltou há cinco anos, mesmo quando o projeto para uma etapa em Copenhague já havia recebido a aprovação da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e do Liberty Media.
Diretora de projetos, Rebecca Steela admitiu que o norte europeu não é um mercado prioritário para a categoria neste momento, mas mostrou confiança de que existe um potencial significativo na região. “O que mais nos falta no norte da Europa é esse impulso internacional capaz de atrair o restante do continente. Falta-nos um verdadeiro ponto de referência no automobilismo que nos ajude a dar vazão ao enorme talento que temos aqui. Esse é o vazio que estamos tentando preencher”, disse em entrevista à agência Global Motorsport Media.
Da mesma forma, Helge Sander, ex-primeiro-ministro da Dinamarca, que foi um dos líderes do projeto da pista de rua em Copenhague, apoiou a nova proposta, mas também reconheceu que existem alguns fatores que podem dificultar a operação. Um deles, de acordo com o político, é o fato de Padborg ser um destino distante do centro da cidade, o que fugiria dos padrões impostos pelo Liberty Media.

“São dois projetos diferentes, nos quais você pode construir um circuito completamente novo ou utilizar o que chamamos de asfalto já existente. Quando se trata de motores, há alguns requisitos impostos pelo governo em termos de restrições — não é possível construir em qualquer lugar. Talvez Padborg não seja o melhor local do mundo, mas esperamos que não termine apenas como uma boa conversa”, declarou.
A Fórmula 1 volta de 22 a 24 de maio, com o GP do Canadá, quinta etapa da temporada 2026.
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Fonte original: Grande Prêmio