
Todos conhecem a determinação com que Ayrton Senna encarava as corridas de carros, desde o início de carreira até os anos de Fórmula 1, onde se sagrou tricampeão mundial. E muitos lembram da admiração do brasileiro com mais vitórias na categoria máxima do esporte a motor mundial tinha por carros. Mas o piloto também era um fã de motos. Neste dia 1º de maio, quando se completam 32 anos do falecimento do piloto, a Ducati reuniu pela primeira vez na história as motos que levam a marca do ídolo brasileiro. E isso em um local icônico de sua carreira: o Autódromo de Interlagos, em São Paulo (SP).
[caption id="attachment_548352" align="alignnone" width="2560"] Foto: Leonardo Marson[/caption]
Durante o “Senna Day”, evento de corrida de rua realizado na praça esportiva da zona sul da capital paulista, a fabricante italiana reuniu três modelos que levam o nome do tricampeão: a Ducati 916 Senna, a Ducati Panigale S Senna, que recentemente foi exposta em um camarote alusivo ao tricampeão no GP de São Paulo de F1, e a Ducati Monster 341, mais recente e que também leva o nome do piloto.
A Ducati 916 Senna contou com apenas 301 unidades produzidas em 1994, e contou com modificações sugeridas anos antes por Ayrton. O modelo tem peças e fibra de carbono que a tornam mais leve, além de ter cor cinza e rodas na cor laranja. A moto foi lançada no final de 1994, mas havia sido aprovada pelo piloto meses antes. O motor Superquadro de dois cilindros em L com 1.198 cm³ de 114 cv de potência, e a velocidade máxima é de 263 km/h.
Anos mais tarde, em 2014, a fabricante italiana apresentou a Ducati Panigale S Senna, limitada a 161 unidades, mesmo número de GPs disputados por Ayrton na F1. O modelo é equipado com motor Superquadro de dois cilindros em L capaz de gerar 195 cv de potência e 13,4 kgf.m, pesa 166,5 quilos e, com um câmbio de seis marchas, acelera de 0 a 100 km/h em 3,0 segundos. A velocidade máxima é de 298 km/h. Já o esquema de cores é igual a da Ducati 916 Senna.
Já a Ducati Monster Senna 341, que tem esse número para lembrar dos três mundiais e das 41 vitórias de Senna, e foi lançada em 2024, ano em que o legado do piloto completou 30 anos. A edição especial do modelo teve 341 unidades produzidas e conta com motor Testastretta de 911 cm³ de 111 cv e 9,4 kgf.m de torque. A transmissão é de seis marchas, e a velocidade máxima não foi revelada.
Durante a exibição das motos, ocorrida no S do Senna do Autódromo de Interlagos, estiveram presentes Bianca Senna, sobrinha de Ayrton e CEO de Senna Brands, e Daniel Paixão, CEO da Ducati do Brasil, que posaram com os veículos.
“Quem me conhece sabe que eu, como português, sou um fã do Senna, e poder fazer isso e, ainda por cima, estar com a Ducati, que ele era um grande fã da Ducati, e fazer essa homenagem e essa preparação toda, é algo indescritível. Não há palavras. Só a gente poder ajudar e poder participar disso”, comentou Paixão, a jornalistas presentes ao Autódromo de Interlagos.
Além das motos, o “Senna Day” contou com outros veículos da história de Ayrton Senna em Interlagos. São os casos do Honda NSX, modelo que contou com a ajuda do piloto para seu desenvolvimento, o Audi S4. Além disso, o Lotus 98T, modelo pilotado pelo tricampeão na temporada de 1986, quando Senna triunfou em Detroit e Jerez.
Fonte original:
F1 Mania