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Evans segura Rowland em fim eletrizante e vence eP de Berlim 2. Drugovich pontua

Mitch Evans se agigantou na parte final da corrida para vencer eP de Berlim 2. Felipe Drugovich ficou no 9º lugar e marcou primeiros pontos no campeonato O post Evans segura Rowland em fim eletrizante e vence eP de Berlim 2. Drugovich pont…

Evans segura Rowland em fim eletrizante e vence eP de Berlim 2. Drugovich pontua
Mitch Evans (Foto: Fórmula E)

Mitch Evans cresceu no momento certo e venceu o eP de Berlim 2 da Fórmula E, neste domingo (3). No primeiro fim de semana após o anúncio da saída da Jaguar, o neozelandês provou que vai lutar até o fim pelo sonhado Mundial de Pilotos, executou uma estratégia perfeita — atrasou o Modo Ataque para ter vantagem de bateria nas voltas finais — e apareceu no pelotão dianteiro do nada após um início discreto e triunfou no Aeroporto de Templehof.

Oliver Rowland até tentou atacar Evans nas voltas finais, mas não conseguiu alcançá-lo antes do fim da potência extra. O britânico da Nissan ainda precisou se defender do ímpeto final de Pascal Wehrlein, da Porsche, na última volta para manter o 2º lugar.

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Sébastien Buemi e Norman Nato vieram logo atrás e fecharam o top-5. Jake Dennis, Edoardo Mortara, Jean-Éric Vergne, Felipe Drugovich e Joel Eriksson completaram a zona de pontuação. O brasileiro teve momentos de altos e baixos na prova. Iniciou no pelotão dianteiro, voltou a sofrer para tirar performance da Andretti e despencou para o 16º lugar, mas conseguiu crescer na reta final para alcançar a 9ª posição e marcar os primeiros pontos na temporada 2024/25. Já Lucas di Grassi fez prova discreta e completou em 16º.

A disputa deste domingo foi uma típica corrida de pelotão, com troca incessante de posições — principalmente na primeira metade da prova. O caos não terminou sem fazer uma vítima: Nyck de Vries abandonou após um toque com Nick Cassidy. O neozelandês ainda teve outro incidente, com Sébastien Buemi, precisou ir aos boxes para trocar a asa dianteira e cruzou a linha de chegada em 19º.

Felipe Drugovich (Foto: Fórmula E)

Fórmula E tem folga de uma semana antes da próxima etapa, a rodada dupla do eP de Mônaco, entre os dias 15 e 17 de maio. A categoria elétrica corre pelo tradicional circuito montado nas ruas de Monte Carlo e abre a segunda metade da temporada 2025/26. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.

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Como foi o eP de Berlim 2 da Fórmula E:

Pascal Wehrlein largou bem e manteve a liderança sem ser ameaçado, mas não ficou na ponta por muito tempo. O alemão já começou a gerir energia e fechou a primeira volta no quarto lugar. Taylor Barnard, então, assumiu a ponta, com Nick Cassidy e Jean-Éric Vergne logo atrás. Felipe Drugovich fechou o top-5.

Apesar do bom início, o brasileiro da Andretti teve algum problema na abertura da segunda volta e despencou para o décimo lugar. Quem também despensou foi Barnard, que saiu da liderança direto para o nono lugar. Mas no melhor estilo das corridas do pelotão, no giro seguinte o britânico da DS Penske deu um salto novamente para a ponta.

O primeiro contato da prova foi entre Nyck de Vries e Nick Cassidy. O neozelandês tentou ultrapassar por fora na curva 9, mas o neerlandês ficou sem espaço com a Envision de Sébastien Buemi por dentro. De Vries não quis aliviar, deixou o carro espalhar e acertou o carro da Citroën. Mas foi o piloto da Mahindra que se deu pior, com uma suspensão quebrada e o fim precoce da prova.

Enquanto isso, o tradicional caos das corridas de pelotão seguiu ditando a dinâmica da prova. Apesar da participação no incidente com De Vries e Cassidy, Buemi disparou para a liderança no oitavo giro, seguido pelo companheiro Joel Eriksson. Pouco depois, o suíço abriu caminho para o sueco tomar a ponta.

Nyck de Vries abandonou ainda no início após toque com Nick Cassidy (Foto: Fórmula E)

O jogo coletivo da Envision não durou muito tempo, já que Maximilian Günther se colocou entre os dois carros da Envision e, pouco depois, assumiu a liderança. Ao mesmo tempo, Cassidy acabou acertando a traseira de Buemi e precisou ir aos boxes trocar a asa dianteira.

Na abertura da 10ª volta, Günther liderava, com Wehrlein, Mortara e Buemi logo atrás. O suíço aproveitou para dar o bote e assumir a ponta. Fora da briga pelas primeiras posições, Lucas di Grassi vinha fazendo um ótimo início de prova e chegou ao 11º lugar.

O ritmo seguiu eletrizante no pelotão dianteiro. Na abertura da volta 12, quatro pilotos fizeram a curva 1 lado a lado. Quem se deu bem nessa foi a Envision, com Eriksson e Buemi nas duas primeiras posições. No giro seguinte, Zane Maloney, de não conseguiu se manter no pelotão dianteiro após a largada, foi o primeiro a ativar Modo Ataque e começou a ganhar posições.

Mais uma vez a liderança mudou de mãos, com Günther ultrapassando Buemi e Eriksson. Aparentemente do nada, Oliver Rowland chegou no grupo da frente — sem ativar Modo Ataque e com mais bateria que os rivais. Quem ativou o a potência extra foi Vergne. Enquanto isso, a dupla da Envision deixou novamente Günther para trás, com o #16 assumindo a ponta.

Zane Maloney foi o primeiro a acionar o Modo Ataque (Foto: Fórmula E)

Rowland decidiu entrar na brincadeira também e partiu para cima de ambos e tomou a liderança da prova. Na 17ª volta, Drugovich acionou o Modo Ataque, e Norman Nato seguiu o brasileiro. No fim do período com 350 kW, Vergne assumiu a ponta.

Na virada da 19ª para 20ª volta, muitos pilotos do top-10 acionaram o Modo Ataque. Rowland e Günther foram os únicos que optaram por não pegar a potência extra. Ao contrário do companheiro de Nissan, Nato vinha com força máxima atrás e assumiu a liderança da prova.

No giro 22, Rowland fez a primeira ativação do Modo Ataque, de 4 minutos de duração. Vergne fez o mesmo — foi o primeiro a ativar pela segunda vez. Quem aproveitou bem os 350 kW foi Mitch Evans, que apareceu do nada após passar boa parte da prova discreto e assumiu a liderança.

Ao fim das primeiras ativações, Nato e Rowland finham logo atrás do neozelandês, com Vergne e Wehrlein completando o top-5. Já Drugovich voltou a sofrer para extrair desempenho da Andretti em ritmo de corrida e despencou para o 16º lugar.

Na volta 29, os primeiros pilotos que brigavam pela vitória começaram a ativar o Modo Ataque, com Wehrlein, Buemi, Da Costa e Müller. Lá na frente, Evans aproveitou uma sobra de energia e apertou o ritmo para abrir 1s8 de vantagem na liderança para Rowland. O britânico perdeu o segundo lugar para Wehrlein e aproveitou para fazer a segunda ativação.

Na 32ª volta, Evans pegou o segundo Modo Ataque. Wehrlein assumiu a liderança provisoriamente, mas pouco pôde fazer para segurar o neozelandês.

Volte em instantes.

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Fonte original: Grande Prêmio