Objetivo é deixar o gerenciamento da bateria mais simples, por outro lado, os carros ficariam mais lentos nas curvas
Foto de: Andy Hone/ LAT Images via Getty Images
A Fórmula 1 já discute mudanças relevantes no conceito aerodinâmico dos carros mesmo com a temporada 2026 em andamento — após as primeiras corridas do novo regulamento. O foco está em uma possível redução adicional de downforce a partir de 2027, como forma de corrigir efeitos colaterais observados neste início de ciclo.
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Segundo revelou o The Race, equipes e FIA abriram conversas para diminuir os níveis de carga aerodinâmica dos carros atuais com o objetivo de melhorar a gestão de energia em 2027.
A preocupação nasce diretamente das características do regulamento de 2026. Os novos carros foram projetados para serem mais eficientes, com redução de downforce e arrasto, além de maior dependência da parte elétrica das unidades de potência — agora com divisão próxima de 50% entre energia elétrica e combustão.
Na prática, isso mudou a forma de pilotar e de disputar corridas. A gestão de energia passou a ser central para os pilotos, com sistemas de aerodinâmica ativa e modos específicos de uso de potência ao longo da volta.
O problema é que, mesmo com a redução inicial de downforce — estimada entre cerca de 15% e 30% em relação à geração anterior —, simulações e dados iniciais indicam que o nível atual ainda pode gerar arrasto elevado demais em determinados cenários.
É justamente aí que entra o debate para 2027. De acordo com o The Race, a FIA entendeu que diminuir ainda mais o downforce pode trazer dois efeitos principais: melhorar a eficiência energética e permitir maior recuperação de energia, já que carros mais lentos em curva exigem menos carga aerodinâmica e favorecem o sistema híbrido.
A medida também busca evitar corridas excessivamente limitadas pelo gerenciamento de bateria — um risco apontado desde antes da estreia do regulamento, mas que ganha mais peso com a experiência prática das primeiras etapas de 2026.
Reduzir downforce melhora a eficiência, mas impacta diretamente o desempenho em curvas e o nível de aderência dos carros, tornando-os mais difíceis de pilotar e potencialmente mais lentos.
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Fonte original: Motorsport.com Brasil - F1