F1 Mania

F1: FIA detalha novo sistema de ajuda aos motores em 2026

A FIA explicou oficialmente como funcionará o ADUO na Fórmula 1 e confirmou mudanças importantes no calendário de avaliações após o cancelamento dos GPs do

F1: FIA detalha novo sistema de ajuda aos motores em 2026

Lance Stroll (CDN) Aston Martin F1 Team AMR26.

A FIA explicou oficialmente como funcionará o ADUO na Fórmula 1 e confirmou mudanças importantes no calendário de avaliações após o cancelamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita. O sistema foi criado para evitar que fabricantes de motores fiquem muito atrás na nova era técnica de 2026. O ADUO, sigla para Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Upgrades, permitirá que fabricantes com desempenho abaixo do esperado continuem evoluindo suas unidades de potência mesmo após a homologação inicial. A FIA divulgará os primeiros resultados até duas semanas após o GP do Canadá, e equipes elegíveis poderão introduzir melhorias já na corrida seguinte. O órgão utilizará um índice de desempenho focado exclusivamente no motor de combustão interna para definir quais fabricantes terão direito às concessões. A análise levará em conta fatores como torque, rotação do motor, potência do MGU-K e impacto da potência no tempo de volta. Qualquer fabricante com desempenho ao menos 2% inferior ao melhor motor do grid poderá acessar o sistema. As avaliações serão divididas em três períodos ao longo da temporada. Após as mudanças provocadas pelo cancelamento das etapas do Oriente Médio, o primeiro bloco agora inclui Austrália, China, Japão, Miami e Canadá. O segundo vai de Mônaco até a Hungria, enquanto o terceiro abrangerá da Holanda até o México. A FIA também detalhou os benefícios econômicos e técnicos oferecidos pelo sistema. Dependendo da desvantagem em relação ao melhor motor, os fabricantes poderão receber entre 3 milhões e 11 milhões de dólares fora do teto orçamentário destinado ao desenvolvimento de motores. Além disso, equipes mais atrasadas poderão ganhar homologações extras para atualizar componentes da unidade de potência durante a temporada e nos anos seguintes. O regulamento ainda permitirá alterações em várias áreas do conjunto mecânico, incluindo motor de combustão, turbocompressor, sistema de escape, MGU-K, ERS, eletrônica e refrigeração. A FIA deixou claro que o objetivo não é criar igualdade artificial de desempenho, mas evitar que algum fabricante fique preso a um conceito errado de motor logo no início do novo regulamento da Fórmula 1.

Fonte original: F1 Mania