Heptacampeão ficou desapontado com o sétimo lugar conquistado em Miami, que se converteu em sexto após punição de Charles Leclerc
O GP de Miami de Fórmula 1 durou pouco mais de cinco voltas para Lewis Hamilton. Não que ele tenha sido forçado a abandonar, mas um contato com Franco Colapinto arruinou todas as suas esperanças de disputar uma posição na frente, terminando em sexto após a punição do companheiro de equipe da Ferrari, Charles Leclerc.
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Desde a primeira sequência de curvas, a corrida de Hamilton foi difícil. À sua frente, Max Verstappen acabou rodando ao tentar resistir ao ataque de Charles Leclerc. O ex-Mercedes não teve outra escolha a não ser tentar evitar o RB22 fora de controle entre as curvas 1 e 3, perdendo assim muitas posições.
“Tive azar logo de cara com o Max, que rodou na minha frente na largada. Naquele momento, perdi muitas posições", disse o heptacampeão, que também afirmou que a batida com o argentino da Alpine custou muito do downforce do carro.
"E depois, os danos sofridos no contato com Colapinto me custaram muito em termos de carga aerodinâmica. Naquele ponto, não havia mais nada a fazer”.
No contato com o Alpine de Colapinto, o SF-26 #44 sofreu danos consideráveis na zona dos bargeboards, do lado esquerdo. A perda de downforce foi enorme, a ponto de forçar Lewis a tentar contornar o problema. Mas nos carros de 2026, quando se danifica a aerodinâmica dessa forma, é quase impossível conseguir resultados significativos.
“No contato com Colapinto, perdi meio segundo de carga aerodinâmica. Tentei contornar os problemas e somar o máximo de pontos que pude, dada a minha situação e os danos que o carro sofreu".
Foto de: Clive Mason / Getty Images
“Acho que, sem os danos sofridos, estaríamos na briga pelas posições que importam. Eu estava sentindo o carro bem. É uma pena, porque isso realmente não reflete o trabalho árduo que a equipe fez. É um fim de semana para esquecer, mas vamos seguir em frente".
Analisando o fim de semana na Flórida de forma mais ampla, Hamilton reiterou que a preparação do carro não atendeu às suas necessidades. A configuração estava muito longe do que ele gostaria, sinal de uma correlação não ideal entre simulação e realidade.
“Terei uma abordagem diferente na próxima corrida, porque a forma como preparamos tudo não está ajudando. Falta-nos correlação. Quando entramos na pista, o carro é diferente. Veremos como vai ser. Mas estamos indo para outra pista com longas retas e onde perderemos 3 ou 4 décimos nas retas. Portanto, isso vai acontecer até que consertemos o que está faltando".
“Este fim de semana começamos com o pé esquerdo. O carro estava instável e saindo de frente. Não é o equilíbrio que você gostaria de ter. Foi melhor na classificação, mas depois, na corrida, aconteceu o que aconteceu”, concluiu.
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Fonte original: Motorsport.com Brasil - F1