Frédéric Vasseur, chefe da Ferrari, aceitou as mudanças realizadas pela Fórmula 1 no procedimento de largada para a temporada de 2026, mas não acredita que a decisão tenha sido justa. Segundo o dirigente, o argumento das demais equipes do grid de que existia um risco para os pilotos era válido, mas isso era algo sobre o qual a equipe italiana já havia alertado a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) há mais de um ano.
Com as mudanças no regulamento de 2026, os motores perderam a assistência elétrica do MGU-H, responsável por acionar o turbo. Ciente do impacto que isso poderia causar nas largadas, a Ferrari desenvolveu um motor com turbo menor que, embora sacrificasse um pouco de potência, proporcionava saídas especialmente eficientes para Lewis Hamilton e Charles Leclerc.
As equipes que não utilizavam motores Ferrari, por outro lado, tinham largadas muito mais lentas, o que colocava alguns pilotos em situação de risco. Diante disso, houve pressão para alterar o procedimento de largada e, agora, depois de os carros se alinharem no grid após a volta de apresentação, uma luz azul é acionada para permitir o carregamento do turbo.
A mudança, que entrou em vigor na primeira corrida do ano, na Austrália, reduziu consideravelmente a vantagem da Ferrari nas largadas. Vasseur, no entanto, entende que a medida foi injusta, já que havia alertado a FIA e a própria F1 sobre a situação anteriormente.
“Podem apresentar os argumentos de segurança, e é direito da FIA, e tenho de aceitar. Mas, no fim das contas, é um pouco injusto para nós. Fui à FIA há um ano e conversamos sobre isso. Conversamos sobre isso no SAC (Comitê Consultivo Desportivo), no PUAC (Comitê Consultivo da Unidade de Potência).E realmente gostei da resposta da FIA de que você tem de projetar o carro para os regulamentos, e não os regulamentos para o seu carro. Acho que essa é uma abordagem muito boa. Mas depois tivemos metade do grid reclamando que é extremamente perigoso e coisas do tipo. Politicamente, foi uma jogada inteligente, mas não muito justa”, disse o chefe da Ferrari.
“Foi uma decisão baseada em questões de segurança. Mesmo que todos sejam contra, eles podem decidir. Eu entendo o que eles fizeram por motivos de segurança, mas a outra opção teria sido pedir a eles [os outros carros] que largassem dos boxes se achassem que não era seguro. Para nós, também foi uma escolha que fizemos. Desenvolvemos um motor com base em determinados critérios e, de alguma forma, eles mudaram as regras no último minuto”, finalizou o chefe da Ferrari.
A Fórmula 1 volta neste fim de semana, de 22 a 24 de maio, com o GP do Canadá, quinta etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificações e corridas em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
GP do Canadá de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
| Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Treino livre 1 | 13:30 | 15:30 | 17:30 | 18:30 |
| Classificação Sprint | 17:30 | 19:30 | 21:30 | 22:30 |
| Corrida Sprint | 13:00 | 15:00 | 17:00 | 18:00 |
| Classificação | 17:00 | 19:00 | 21:00 | 22:00 |
| Corrida | 17:00 | 19:00 | 21:00 | 22:00 |
*Horário de Brasília
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Fonte original: Grande Prêmio