Alguns dias após Zak Brown, CEO da McLaren, dizer que a copropriedade de equipes na Fórmula 1 “compromete a justiça esportiva”, agora foi a vez de Mohammed Ben Sulayem se colocar contra essa prática. Ao ser questionado sobre o interesse da Mercedes em adquirir ações da Alpine durante o fim de semana do GP de Miami, o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) questionou as intenções por trás de um possível acordo.
Atualmente, o único exemplo de times irmãos na categoria é formado por Red Bull e Racing Bulls. Embora as operações sejam independentes, a escuderia principal da marca de energéticos tem influência direta, por exemplo, na escolha de pilotos dos taurinos de Faenza e, em muitas situações, as partes atuam de maneira conjunta com base nos interesses dentro do esporte.
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Recentemente, Flavio Briatore, conselheiro-executivo da Alpine, confirmou que existem quatro potenciais compradores para os 24% da equipe que atualmente pertencem à Otro Capital. Além de um grupo ligado a Christian Horner, ex-chefe da Red Bull, está entre eles também a Mercedes, que passou a fornecer unidade de potência para os franceses a partir da temporada 2026.
“Quem não tem interesse [na participação da Otro]? Sinceramente, todo mundo está lá. Mas sinto que ter propriedade de duas equipes, desde que seja pelo motivo certo… Qual é o motivo certo?”, questionou Ben Sulayem em conversa com o The Times. “Desde que você não esteja tentando adquirir isso só para impedir que outros o façam, ou também para ganhar poder de voto quando se trata dos regulamentos, então talvez esteja tudo bem”, acrescentou.
“Mas ainda assim acredito que possuir duas [equipes] não é o caminho certo — essa é a minha opinião pessoal —, mas estamos analisando isso porque é uma área complicada. Colocamos pessoas para investigar, para ver: é possível? É permitido? É a coisa certa a se fazer?”, continuou.

“Existe algo chamado lado esportivo. Se perdermos, sinceramente, o espírito esportivo, acredito que não haverá mais apoio ao esporte. Então, para mim, como disse, não sou 100% a favor disso”, encerrou o presidente da FIA.
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Fonte original: Grande Prêmio