Diretor de monopostos da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Nikolas Tombazis afirmou que os ajustes feitos na unidade de potência para a temporada 2027 têm como objetivo eliminar o chamado ‘efeito iô-iô’, que se tornou comum nos duelos de pista com a chegada do novo regulamento da Fórmula 1. No entanto, apesar de terem aumentado a participação do motor de combustão interna (ICE) para o próximo ano, o dirigente deixou claro que o objetivo “não é diluir o conceito híbrido”.
Durante a pausa forçada da temporada 2026 por conta das suspensões das etapas no Bahrein e na Arábia Saudita, em abril, a entidade que rege o esporte a motor se reuniu com fabricantes, equipes e pilotos em busca de soluções para os efeitos do aumento da eletrificação, sendo a pilotagem contraintuitiva — como o excesso de lift and coast, por exemplo — a maior reclamação por parte dos competidores.
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Desta forma, três ajustes principais entraram em vigor já no GP de Miami, realizado no início de maio: a limitação do Boost a + 150 kW, a redução da recarga máxima de 8 MJ para 7 MJ na classificação e o super clipping nas corridas gerando 350 kW em vez de 250 kW. Mas para sanar de vez os problemas, era necessário ir além, com foco principalmente em 2027, considerando que as equipes precisam de meses de adequação.
Por isso, na última sexta-feira (8), FIA, F1, fabricantes e equipes decidiram ampliar a potência do motor térmico em aproximadamente 50 kW — pouco menos de 70 cv — por meio do aumento do fluxo de combustível, o que exigirá tranques maiores e, consequentemente, revisão dos chassis. Paralelamente a isso, a parte elétrica será reduzida no mesmo valor, deixando a nova proporção em algo mais perto de 60/40.
“Reconhecemos que a alocação inicial poderia levar a um esgotamento muito precoce da bateria em certas condições. Ao dar ao motor de combustão interna um pouco mais de margem a partir de 2027, criamos uma plataforma mais estável para a gestão de energia”, começou Tombazis, explicando os ajustes feitos.

“Nosso objetivo não é diluir o conceito híbrido. Mas precisamos garantir que os pilotos possam continuar atacando nas retas sem que o sistema funcione de forma puramente defensiva. Queremos evitar uma situação em que os pilotos precisem aliviar no meio da reta apenas para economizar energia para a volta seguinte”, acrescentou.
Com uma mudança dessa magnitude nas unidades de potência, o diretor da FIA destacou que seria inviável implementá-las já em 2026. Isso porque as fabricantes e as equipes precisarão de tempo para ajustar os respectivos projetos, o que vai acontecer até o fim da temporada.
“Os projetos para 2026 estão, em grande parte, definidos. Os ajustes para 2027 dão aos fabricantes o tempo necessário para otimizar seus conceitos sem pressa. Trata-se de um refinamento evolutivo, não de uma reformulação radical”, concluiu.
A Fórmula 1 volta de 22 a 24 de maio, com o GP do Canadá, quinta etapa da temporada 2026.
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Fonte original: Grande Prêmio