A Fórmula E já trabalha com dois nomes principais para substituir Londres como sede da etapa britânica a partir da era Gen4: Silverstone e Brands Hatch. Quem confirmou isso foi Jeff Dodds, CEO da categoria. A mudança ocorre porque o atual circuito montado no ExCeL Center é considerado inadequado para os novos carros, que estreiam na temporada 2026/27.
Segundo informações do The Race, as conversas entre Fórmula E e representantes dos dois autódromos já avançaram para discutir possíveis layouts, com foco em uma corrida prevista para o início do verão europeu de 2027, possivelmente em maio. O prazo é curto: a direção da categoria tem cerca de quatro semanas para enviar o calendário provisório à Federação Internacional de Automobilismo (FIA), a tempo da reunião do Conselho Mundial do Esporte a Motor de junho.
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Além das duas opções principais, Donington Park está no radar por ser o antigo centro de operações e testes da categoria. Ainda assim, Silverstone e Brands Hatch aparecem como favoritos claros para receber a etapa britânica no novo ciclo.
Jeff Dodds confirmou que os dois circuitos são as principais opções. O CEO da Fórmula E destacou pontos positivos de ambos, mas indicou leve preferência por Brands Hatch neste momento.

“Os dois circuitos mais óbvios são Silverstone e Brands Hatch, e ambos têm prós e contras. Brands Hatch fica perto de Londres, o que é uma grande vantagem, e o traçado também é muito interessante. Gosto da elevação e da forma como você vê a pista se desenrolando”, afirmou.
No caso de Silverstone, a Fórmula E estuda utilizar um traçado alternativo ao tradicional da Fórmula 1, possivelmente o circuito Internacional, que conecta trechos como Village, Becketts (Chapel), Hangar Straight, Stowe, Vale e Club. Dodds ressaltou que a categoria não busca replicar a F1, mas reconheceu a estrutura do local.
“Não estamos tentando ser a Fórmula 1, nem provocar comparações. Mas Silverstone é uma opção pronta, com ótimas instalações e uma equipe muito competente”, explicou.
Um dos entraves para Silverstone, no entanto, é a disponibilidade de datas. O circuito já recebe, além da F1, eventos como MotoGP, Mundial de Endurance (WEC) e campeonatos nacionais, o que limita janelas no calendário.

Por outro lado, Brands Hatch ganha força — além da proximidade com Londres — pela característica natural do traçado, que permite visibilidade de grande parte da pista a partir de pontos elevados. Ainda assim, adaptações podem ser necessárias para adequar o circuito às exigências da Gen4 — algo que já vem sendo discutido com a MotorSport Vision, empresa que administra o local.
Historicamente ligado à Fórmula 1, Brands Hatch não recebe uma etapa do Mundial desde 1986, quando Nigel Mansell venceu o GP da Inglaterra. Desde então, o circuito sediou categorias como F3000, Indy (na época de Champ Car) e A1GP, mas pode agora voltar ao cenário global com a Fórmula E.
A Fórmula E tem folga de uma semana antes da próxima etapa, a rodada dupla do eP de Mônaco, entre os dias 15 e 17 de maio. A categoria elétrica corre pelo tradicional circuito da Fórmula 1, montado nas ruas de Monte Carlo. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.
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Fonte original: Grande Prêmio