Chip Ganassi, proprietário da equipe de mesmo nome na Indy, enalteceu a Independent Officiating Board (Comissão Independente de Arbitragem, IOB, na sigle em inglês). Para o estadunidense, as pessoas envolvidas estão interessadas no progresso do esporte, além de aumentar a transparência sobre punições, o que facilita o entendimento do público.
A IOB foi criada para separar a direção de prova da categoria pertencente a Roger Penske, na qual a Penske compete com três carros, e evitar eventuais conflitos de interesse.
O estopim para a criação do comitê pela Indy foi o escândalo dos atenuadores adulterados ilegalmente pela própria Penske, revelado após denúncia anônima durante a classificação das 500 Milhas de Indianápolis de 2025. Posteriormente, como admitiu o próprio Roger, constatou-se que a peça já vinha sendo utilizada modificada havia mais tempo — inclusive no carro de Josef Newgarden na vitória da Indy 500 do ano anterior.
Além disso, em 2024, foi exposto, com 45 dias de atraso, o fato da mesma Penske ter utilizado de modo indevido os push-to-pass no GP de St. Pete — o time conseguia acionar o dispositivo em momentos que não deveria ser usado.

Algo semelhante ocorreu no GP de Long Beach deste ano: o botão de ultrapassagem apresentou uma falha na relargada da volta 61 e 12 dos 25 pilotos do grid usaram o push-to-pass quando não deveriam — incluindo Álex Palou, piloto da Ganassi que venceu a prova e foi acusado por Pato O’Ward de se aproveitar de uma área cinzenta do regulamento — porém, a Indy decidiu não punir nenhum dos competidores.
Após concluir a investigação, a comissão de arbitragem explicou que uma grande quantidade de mensagens enviadas pelo software da Indy aos receptores nos carros em pista sobrecarregou o sistema e provocou o problema. Pouco depois, mudaram as regras para que a falha não voltasse a se repetir.
“Acho que eles começaram bem. Sólidos e eficientes. Não chegaram para bagunçar tudo, por assim dizer. Há pessoas nesse comitê que estão verdadeiramente interessadas no progresso do esporte. Elas sabem que não dá para simplesmente chegar e começar a virar tudo de cabeça para baixo e mudar tudo”, declarou Ganassi sobre o órgão de arbitragem.
“Eles estão dedicando tempo para aprender sobre o negócio, aprender sobre a indústria, e eu não poderia estar mais feliz em trazer pessoas desse nível para a Indy, seja qual for o cargo. É ótimo ter pessoas assim envolvidas no esporte”, ressaltou.

Além da polêmica do push-to-pass, houve um aumento da rigidez das regras durante a classificação das 500 Milhas de Indianápolis, realizada no fim de semana passado. Os carros tiveram de passar por uma inspeção assim que completavam as voltas rápidas, o que não acontecia anteriormente.
Também mudaram os procedimentos de bandeira amarela após o GP de Indianápolis. Na ocasião, Alexander Rossi precisou abandonar o carro na pista e passou vários segundos dentro do cockpit sinalizando para que a direção de prova o visse. Queria a bandeira amarela para poder sair da pista e não ficar a mercê de um acidente. No fim das contas, resolveu sair do carro sozinho sob bandeira verde, uma vez que a amarela não apareceu.
A partir de agora, a decisão de expedir bandeiras amarelas não levará em conta a posição dos carros na corrida ou a janela de pit-stop. O movimento leva em conta apenas as FCY (full-corse yellow), aquelas bandeiras amarelas para toda a pista. Quando se tratar de uma amarela localizada, as coisas seguem iguais. Ganassi aprovou as alterações e elogiou a transparência e a rapidez que a comissão de arbitragem adotou.
“Sempre nos perguntamos por que eles [os dirigentes da Indy] não faziam isso. Assim como nos perguntávamos por que eles simplesmente não vinham a público e contavam para as pessoas”, relembrou.

“Muitas vezes, aplicam uma punição durante a corrida e os fãs não entendem o motivo. Nunca se manifestaram sobre. É isso que a comissão vai fazer. Eles vão dizer: ‘Ei, aplicamos uma penalidade para aquele piloto por causa disso e daquilo’”, explicou.
“Nem sempre fica claro para o fã qual foi a infração, e então eles questionam a aplicação da penalidade. Por estar no meio, sei por que eles aplicaram aquela punição. Mas ninguém se dá ao trabalho de dizer aos fãs que ‘essa foi a infração’, ou ‘algo aconteceu na última corrida’ ou ‘na última curva’. Você nunca ouve falar dessas coisas. Mas acho que agora terá um pouco mais de transparência com esse novo grupo”, completou.
As 500 Milhas de Indianápolis estão marcadas para este domingo (24), com bandeira verde agendada às 13h45 (de Brasília, GMT -3).
A programação completa e transmissão da Indy 500 2026:
| Sessão | BRA* | CBV | POR/ANG | MOZ |
| Corrida (24/05) | 13:45 | 15:45 | 17:45 | 18:45 |
*Horário de Brasília [GMT -3]
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Fonte original: Grande Prêmio