O diretor-esportivo da MotoGP, Carlos Ezpeleta, defendeu a decisão de realizar duas relargadas no GP da Catalunha após os dois graves acidentes, mas cobrou uma resposta da KTM sobre o problema na moto de Pedro Acosta no acidente que vitimou Álex Márquez.
Os episódios do último domingo (17) abriram um debate no paddock sobre a decisão de continuar a prova após o acidente de Johann Zarco e sobre a segurança do circuito para as atuais motos da MotoGP. Ezpeleta defendeu a pista, mas pontuou que é preciso respostas sobre o apagão na moto do #37.
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“Em primeiro lugar, quero dizer o quanto fomos afortunados no domingo por todos terem saído bem. Claro que Álex e Zarco sofreram lesões graves, mas nada pior aconteceu, e isso é o mais importante”, começou, em entrevista à versão espanhola do Motorsport.com.
“Naturalmente, o incidente entre Álex e Acosta foi algo muito isolado. Esse tipo de situação sempre pode acontecer. São coisas que podem ocorrer nas corridas, mas não é algo habitual e, sinceramente, não há motivos para preocupação com a segurança do circuito”, completou Ezpeleta.

“Todas as retas do calendário, em qualquer pista, são semelhantes àquela. E acho importante que a KTM, junto com a organização do campeonato, esteja investigando tudo o que aconteceu com a moto de Pedro, porque isso é o mais importante. Depois, a direção de prova decidiu reiniciar a corrida, o que é normal”, garantiu.
Segundo o dirigente, a condução do fim de semana seguiu corretamente o que está registrado no livro de regras atual da MotoGP.
“Infelizmente, tivemos outra queda, algo que também pode acontecer em uma largada, como já ocorreu outras vezes. Mais uma vez, tivemos muito, muito azar com a dinâmica do acidente e com o resultado para Zarco, considerando a posição em que o corpo ficou e todas as circunstâncias.”

“De acordo com as regras e com tudo o que está previsto, acredito que a direção de prova e a FIM (Federação Internacional de Motociclismo) tomaram todas as decisões corretas. Dito isso, é claro que precisamos fazer uma avaliação com as equipes e com os pilotos para verificar se há algo que possamos melhorar no futuro, de qualquer forma, porque a segurança é realmente muito importante para nós.”
“Ambos os pilotos estavam fora de perigo e conscientes, então, em condições normais, a corrida seria reiniciada nessas circunstâncias. Sim, os dois acidentes foram muito, muito impactantes, e isso provavelmente deu origem a toda essa discussão, mas, em condições normais, o habitual é continuar com a corrida”, concluiu.
A MotoGP retorna entre os dias 29 e 31 de maio, para o GP da Itália, direto de Mugello, na sétima etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das demais classes do Mundial de Motovelocidade.
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Fonte original: Grande Prêmio