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Na Garagem: Red Bull rebaixa Kvyat e promove Verstappen no GP da Espanha da F1

Depois de ser alvo de críticas públicas até mesmo de Christian Horner, chefe da Red Bull, Daniil Kvyat foi rebaixado para a Toro Rosso e abriu caminho para a ascensão de Max Verstappen em Milton Keynes O post Na Garagem: Red Bull rebaixa K…

Na Garagem: Red Bull rebaixa Kvyat e promove Verstappen no GP da Espanha da F1
Max Verstappen e Michael Manning (Foto: Red Bull Content Pool)

A bem-sucedida trajetória de Max Verstappen na Red Bull não começou exatamente de forma tranquila. O neerlandês assumiu o lugar de Daniil Kvyat com a temporada 2016 já em andamento, em meio a expectativas bem elevadas. Ainda assim, como poucos seriam capazes, o futuro tetracampeão mundial teve uma adaptação impressionantemente rápida e deixou claro desde o início que se tratava de um talento geracional. Exatos 10 anos depois, o GRANDE PRÊMIO relembra a chegada do #33 a Milton Keynes.

Antes de falar de Verstappen, é preciso contextualizar o momento que a Red Bull vivia em 2016. Depois de conquistar quatro títulos seguidos com Sebastian Vettel no começo dos anos 2010, a equipe austríaca vivia uma fase menos gloriosa depois da chegada da era híbrida da Fórmula 1 e já não contava mais com o tetracampeão alemão. Na escalação, estavam Daniel Riccardo e Kvyat.

Kvyat, que começou a carreira na Toro Rosso, foi promovido à Red Bull para o começo da temporada 2015, substituindo justamente Vettel. Logo no primeiro ano, mostrou força e até superou Ricciardo por 95 a 92 pontos no Mundial de Pilotos. Já em 2016, o russo garantiu o segundo pódio da carreira na F1, na China, mas sinais de desgaste e instabilidade começaram a assombrar o recém-promovido.

Depois de apenas quatro etapas na temporada, Ricciardo já demonstrava um domínio melhor do carro e estava com 36 pontos somados, 14 a mais que Kvyat, que estava apenas em oitavo na tabela. A gota d’água que derramou o copo, no entanto, foi o que aconteceu no GP da Rússia, a quarta rodada do campeonato.

Na ocasião, Kvyat acabou comprometendo a corrida da equipe ao se envolver em duas colisões com Vettel, então piloto da Ferrari. Na primeira, na curva 2 logo depois da largada, o russo bateu na traseira do alemão, mas ambos seguiram na pista. Logo em seguida, apenas alguns metros depois, na curva 3, o então piloto da Red Bull rodou a Ferrari #5 e jogou o adversário no muro.

O episódio enfureceu Vettel, que deu a Kvyat o infame apelido de ‘Torpedo’. Internamente, a Red Bull tratou o episódio como inadmissível. O problema é que Christian Horner, chefe da Red Bull à época, não deixou o assunto morrer dentro da garagem e levou a frustração à imprensa, culpando Kvyat pela perda de pontos da Red Bull naquele fim de semana zerado em Sochi.

Max Verstappen estreou na F1 em 2015 (Foto: Reprodução)

“Infelizmente, a corrida ficou totalmente comprometida já na primeira curva. Acho que Dani calculou mal o ponto de frenagem. Ele acabou acertando Vettel, que por sua vez atingiu Ricciardo. A partir dali, tanto as asas dianteiras quanto os carros sofreram danos significativos. O resultado foi que ficamos sem pontos e, claro, também arruinamos a corrida de Sebastian”, disparou Horner.

“Ele estava frustrado — e com razão —, e tudo o que pude fazer foi pedir desculpas, porque, desta vez, infelizmente, foi um erro de Daniil. As emoções falam alto nessas situações. Correndo em casa, acho que tentou ganhar demais já na primeira curva. Já vimos incidentes ali antes — foi simplesmente um erro de cálculo”, seguiu o então dirigente da Red Bull.

“Acredito que ele sabe o que aconteceu. Todos os pilotos assistem aos replays: ele errou a abordagem da primeira curva e acabou atingindo Sebastian. Do ponto de vista da equipe, isso comprometeu completamente a corrida. Tínhamos potencial para marcar pontos, mas acabamos desperdiçando uma boa quantidade deles”, finalizou.

Esse foi o fim da linha para Kvyat, que voltou à Toro Rosso para a quinta rodada da temporada 2016 e abriu espaço para Verstappen subir à equipe principal.

Aos 18 anos, Verstappen se tornou o piloto mais jovem a vencer uma corrida na F1 (Foto: Red Bull Content Pool)

O neerlandês já era amplamente considerado como o talento mais promissor do grid àquela época. Com 18 anos de idade, Verstappen havia estreado no ano anterior na Toro Rosso, se tornando o piloto mais jovem da história a correr e pontuar na F1. Em duas ocasiões em 2015, chegou na quarta posição e quase subiu no pódio. Em 2016, a temporada começou com três top-10 em quatro etapas.

Antes da quinta, na Espanha, veio a troca e a subida para Milton Keynes. Horner exaltou a alteração à época e destacou o potencial que Verstappen já tinha mostrado na equipe de Faenza.

“Verstappen já provou ser um talento jovem excepcional. O desempenho na Toro Rosso tem sido impressionante até aqui e estamos felizes em lhe dar a oportunidade de correr pela Red Bull. Estamos em uma posição única de ter todos os quatro pilotos da Red Bull e da Toro Rosso sob contratos de longo prazo, o que nos dá flexibilidade para movê-los entre as duas equipes”, comentou o chefe.

“Daniil, por outro lado, poderá continuar o desenvolvimento na Toro Rosso, uma equipe que já conhece, tendo a chance de recuperar a forma e mostrar o potencial”, encerrou.

Kvyat foi titular da F1 pela última vez em 2020, com a AlphaTauri (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)

O impacto e o acerto da mudança foram sentidos logo de cara. Verstappen venceu o GP da Espanha logo na estreia pela Red Bull de forma espetacular ao superar Kimi Räikkönen por apenas 0s616 no final. Kvyat, por outro lado, nunca se recuperou e deixou o grid da categoria ao final da temporada 2020, quando disputou o campeonato pela última vez vestindo as cores da AlphaTauri.

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Fonte original: Grande Prêmio