O eP de Berlim 2, disputado no domingo (3), terminou em polêmica. Uma ultrapassagem de Oliver Rowland sobre Pascal Wehrlein nas voltas finais levantou suspeitas de ter sido realizada sob bandeira amarela, o que acarretaria em punição ao britânico. Porém, uma breve mudança na sinalização no momento da manobra é ponto central para entender por que não houve sequer investigação oficial.
O lance aconteceu na volta 34, quando Rowland utilizava o Modo Ataque e atacou Wehrlein para realizar a ultrapassagem que valeu o 2º lugar. A ação coincidiu com a ativação de bandeiras de atenção na reta principal por conta de detritos deixados na pista em um toque entre António Félix da Costa e Nico Müller momentos antes, o que inicialmente levantou a suspeita de infração por ultrapassagem sob bandeira amarela.
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A confusão, no entanto, está na sequência exata das sinalizações. Segundo o portal The Race, registros oficiais da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) mostram que houve uma rápida alternância entre bandeira amarela e bandeira de superfície escorregadia (amarela com listras vermelhas) no mesmo trecho. Segundo o cronograma da direção de prova, a ordem foi: bandeira amarela, depois superfície escorregadia, pista limpa e novamente superfície escorregadia — tudo em intervalo de poucos segundos.
Imagens on-board da Nissan reforçam essa sequência. No início da manobra de Rowland, o painel digital à esquerda da pista ainda indicava sinalização amarela. Mas, durante a realização da ultrapassagem — antes do carro do britânico ficar lado a lado com o do alemão —, a sinalização já havia mudado para amarela e vermelha. Esse detalhe é decisivo, já que as regras tratam as duas situações de forma distinta.

De acordo com o Código Esportivo Internacional da FIA, a bandeira amarela proíbe ultrapassagens, enquanto a bandeira amarela com listras vermelhas apenas alerta para perda de aderência — causada por óleo, água ou detritos — exigindo cautela, mas sem impedir disputas por posição.
Foi justamente essa transição que sustentou a legalidade do lance: a ultrapassagem foi considerada concluída sob condição de pista escorregadia, não sob bandeira amarela. Rowland afirmou que sequer percebeu a polêmica durante a corrida e disse que a informação no painel foi determinante para a decisão.
“Richard [Monin, engenheiro de corrida] não me avisou nada, mas vi no painel a sinalização amarela e vermelha, então nem considerei que pudesse haver alguma irregularidade até me avisarem depois, e aí argumentei que não havia bandeira amarela”, disse Rowland ao The Race após a corrida.
Do outro lado, a Porsche ficou insatisfeita com a ausência de investigação formal. A equipe alemã entendia que o caso merecia análise, mas não pôde apresentar protesto, já que o incidente não foi oficialmente registrado pela direção de prova — condição necessária para qualquer revisão posterior. Wehrlein, por sua vez, adotou postura mais neutra.

“Nem vi que tinha bandeira, então não tenho opinião sobre isso. Em coisas que não posso controlar, apenas aceito como são. Não me importo”, disse.
Apesar do episódio, o alemão deixou Berlim ainda na liderança do Mundial de Pilotos. O 3º lugar de domingo foi o suficiente para retomar a posição após perdê-la momentaneamente na véspera. Wehrlein chegou aos 101 pontos, 3 a mais que Mitch Evans, vencedor do eP de Berlim 2 e novo vice-líder do campeonato.
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Fonte original: Grande Prêmio