Chefe da Pramac, Gino Borsoi saiu em defesa da Yamaha e minimizou o déficit em relação a concorrência na MotoGP. O dirigente lembrou que a YZR-M1 com motor V4 é um projeto recente e que ainda está em fase de desenvolvimento.
A Yamaha abandonou a tradição no fim do ano passado e trocou o motor de quatro cilindros em linha por um V4, se alinhando ao que fazem as demais marcas do grid. A mudança, porém, exigiu um redesenho completo do protótipo. Assim, a M1 de 2026 é uma moto completamente nova.
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O desenvolvimento, portanto, está em um nível completamente diferente das demais fábricas, que já trabalham há anos com as mesmas motos, focando na evolução dos protótipos.
O início de temporada, porém, expôs fragilidades, já que a Yamaha tem dificuldades para replicar a performance do ano passado ― que já era bastante abaixo do padrão habitual da marca na MotoGP. Passadas as primeiras quatro corridas do ano, a marca dos três diapasões soma apenas 14 pontos e é a lanterna do Mundial de Construtores. No Mundial de Pilotos, o melhor colocado é Fabio Quartararo, que ocupa a 16ª posição, com 11 tentos, 90 a menos que o líder Marco Bezzecchi.

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“Não entendo por que as pessoas pensam que a Yamaha não está fazendo um ótimo trabalho no momento. Honestamente, para mim, as coisas estão indo melhor do que eu imaginei. Enquanto as outras fábricas usam V4 e têm uma moto completa há anos, a nossa é uma moto completamente nova. Somos um trabalho em progresso e fazemos progresso cada vez que entramos na pista e entendemos onde erramos”, disse Borsoi em entrevista ao site italiano GPOne. “Esta moto começou a rodar há apenas três meses, na Malásia, com seis pilotos diferentes, incluindo [Andrea] Dovizioso e [Augusto] Fernández. Não dá para esperar que já esteja no nível das outras V4 quando eles estão trabalhando em detalhes para melhorar e nós estamos tentando colocar um projeto em funcionamento”, seguiu.
“São duas filosofias e níveis completamente diferentes. Considerando que estamos de 1s a 1s5 atrás daqueles que sempre lutaram pelo Mundial e levaram a moto ao mais absoluto limite, me parece um ótimo trabalho”, ponderou.
Na visão de Borsoi, ainda que o desenvolvimento da moto de 2027 esteja correndo em paralelo, a Yamaha não abriu mão da M1 atual.
“Acredito que a Yamaha está trabalhando duro na moto deste ano, tendo em mente que a moto da próxima temporada não será muito diferente da atual, que é a base do projeto de 2027. Então é extremamente importante para nós que a moto atual esteja performando bem, para que possamos estar prontos para 2027”, ressaltou.
Por fim, Gino frisou que a Yamaha está trabalhando na moto como um topo, uma vez que acabou de começar o trabalho com este novo protótipo.
“No que estamos focando? Em tudo. Como disse antes, é um projeto completamente novo, e quando você começa do zero, tem de trabalhar em todos os aspectos. Estamos tentando melhorar a aerodinâmica, a performance do motor, o chassi e tudo mais. Ainda estamos longe do topo, sabemos disso, mas é normal, pois acabamos de começar. Precisamos ter a mentalidade certa e seguir passo a passo sem perder a cabeça”, encerrou.
A MotoGP retorna entre os dias 8 e 10 de maio, para o GP da França, direto de Le Mans, na quinta etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das demais classes do Mundial de Motovelocidade.
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Fonte original: Grande Prêmio