Felix Rosenqvist levou o público ao delírio na primeira parte da classificação das 500 Milhas de Indianápolis, realizada no início da tarde deste domingo (17). O piloto da Meyer Shank registrou quatro voltas rápidas em 2min34s773, com média superior a 374 km/h, para avançar à disputa da pole-position da prova, agendada para mais tarde, às 17h (de Brasília, GMT -3).
Quem mais se aproximou de Rosenqvist foi David Malukas, que registrou 2min35s297 nas quatro voltas lançadas em Indianápolis — o #12 da Penske ficou com média de 373,05 km/h. Conor Daly confirmou as expectativas e avançou com o terceiro tempo, com 2min35s343 pela Dreyer & Reinbold. Scott McLaughlin ficou em quarto pela Penske, com 2min35s425, logo à frente de Rinus VeeKay, com 2min35s446 pela Juncos.
Caio Collet vai representar o Brasil na disputa da pole-position da Indy 500. O piloto do #4 da Foyt impressionou a anotar 2min35s562 e passou entre os 12 mais rápidos — ficou com a sétima posição, imediatamente atrás de Alexander Rossi, que fez 2min35s453 pela Carpenter. Scott Dixon anotou a oitava marca pela Ganassi, com 2min35s567, enquanto Pato O’Ward e Santino Ferrucci fecharam o top-10, com 2min35s676 e 2min35s693.
Também da Ganassi, Álex Palou e Kyffin Simpson sofreram um pouco mais, mas avançaram para Top-12, que será realizado ainda neste domingo. Os pilotos cravaram 2min35s739 e 2min32s780 para fecharam em 11º e 12º.
A partir do 13º, os pilotos conquistaram as respectivas posições do grid de largada. Helio Castroneves registrou 2min35s971 e chegou a estar na zona de avanço ao Top-12, mas foi superado por outros pilotos, fechando a sessão em 15º, colocação que irá largar na prova do próximo domingo (24).
A surpresa negativa ficou para Josef Newgarden, que não conseguiu mostrar desempenho pela Penske, e vai largar somente em 24º, com 2min36s409.
A Indy retorna ainda neste domingo (17), a partir das 17h (de Brasília, GMT -3), com o Top-12 e o Fast 6, duas sessões de classificação que vão definir o pole-position das 500 Milhas de Indianápolis.
Como foi a primeira fase da classificação da Indy
A Indy não demorou para dar a bandeira verde. Assim que o relógio marcava 12h em Indianápolis (13h de Brasília, GMT -3), Scott Dixon foi liberado para ir à pista e estabelecer a primeira marca com quatro voltas lançadas no circuito oval. O hexacampeão anotou 2min35s567, com 38s815 como melhor giro, enquanto a terceira volta, em 38s999, foi a mais lenta da sequência. A média ficou em 231.411 mph (372,42 km/h).
Christian Lundgaard saiu dos boxes assim que Dixon recebeu a bandeirada. O início do dinamarquês foi pior que o do representante da Ganassi, com 38s973 na primeira volta. O desempenho do #7 caiu nas voltas 2 e 3, com 39s004 e 39s105, mas ele fechou a tentativa com 38s989, totalizando 2min36s072 e média de 230.661 mph (371,21 km/h).

Vencedor da prova em 2014, Ryan Hunter-Reay abriu a tentativa de classificação na sequência. O representante da McLaren andou na casa de 39s desde a primeira volta e encerrou com a terceira posição entre os três pilotos com marcas registradas até então, com 2min36s365 e média de 230.202 mph (370,47 km/h).
Ed Carpenter colocou o #33 da própria equipe na pista e vinha muito próximo da marca de Dixon, mas acabou perdendo tempo na saída da curva 2 na última volta, quando quase tocou o muro. O último giro, em 39s273, foi o mais lento entre todos até então, mas a combinação das quatro voltas, com 2min35s959, o colocou na segunda posição.
Ex-piloto da Carpenter até 2024, Rinus VeeKay acelerou o #76 da Juncos e foi o primeiro a andar na casa de 38s7, com 38s759, utilizando bastante da energia híbrida. Em seguida, cravou 38s828, caiu levemente para 38s909 e 38s949 nas voltas finais, mas assumiu a liderança com 2min35s446.
Um dos destaques da Fast Friday, sendo o mais rápido sem vácuo na sessão que simulou a classificação, Scott McLaughlin colocou o #3 da Penske na pista. O neozelandês fez a melhor volta logo de cara, com 38s725. Manteve bons tempos, com 38s816, 38s912 e 38s970, para assumir a liderança, com 2min35s425 e média de 372,76 km/h.

Nolan Siegel foi o sétimo piloto a registrar tempo. O #6 da McLaren começou com 39s138, indicando que lutaria para superar os companheiros de equipe, que ocupavam as últimas duas posições. Com 2min36s376, o norte-americano ficou em sexto, à frente apenas de Ryan Hunter-Reay.
Graham Rahal repetiu o que a RLL mostrou nas últimas classificações da Indy 500 — com exceção de Takuma Sato, a equipe tem sofrido com a falta de competitividade. O #15 foi o primeiro a andar na casa de 2min37s, com 2min37s193, o que gerou reclamações do piloto no rádio: “muito devagar”.
Josef Newgarden veio na sequência, e a primeira volta foi 0s3 mais lenta que a de McLaughlin, com 39s050. O rendimento piorou nas voltas seguintes, com 39s126 e 39s134, antes de fechar com 39s099. Assim, colocou a Penske em uma inesperada oitava colocação entre os nove tempos registrados, com 2min36s409.
Maior pole-position da história da Indy, Will Power mostrou que a Penske, apesar de andar bem de cara para o vento no TL1 de terça-feira (12), não se encontrou para brigar pelas primeiras posições do grid. Andando acima de 39s em todas as voltas, ficou com o sexto tempo, com 2min36s332.
Felix Rosenqvist mostrou ter um bom carro com a Meyer Shank e registrou as duas primeiras voltas na casa de 38s6, com 38s629 e 38s699. A terceira foi em 38s721, mais rápida que a melhor marca de McLaughlin. Com 38s722 no quarto giro, fechou em 2min34s733, assumiu a liderança com sobras e média de 374,32 km/h — os torcedores suecos, em bom número nas arquibancadas, vibraram calorosamente.
Companheiro de Caio Collet, Santino Ferrucci foi o 12º a entrar na pista e mostrou que a Foyt podia sonhar com uma vaga entre os 12 que brigariam pela pole-position. Com voltas entre 38s866 e 38s999, o norte-americano ficou em quinto, com 2min35s693, próximo de Scott Dixon, que permanecia em quarto.
Segundo representante da Andretti a entrar na pista, Marcus Ericsson teve uma ligeira oscilação nas voltas: fez 38s888 no primeiro giro, 39s124 no segundo, 38s979 na terceira volta e completou com 39s076, totalizando 2min36s069, com média de 371,55 km/h, marca que o colocou momentaneamente na sétima posição.
Considerado um dos favoritos à vitória, Conor Daly fez uma sequência de voltas na casa de 38s8 e ficou com a segunda marca, com 2min35s343 pela Dreyer & Reinbold. Nascido em Indiana, o piloto foi ovacionado pela torcida.
Mick Schumacher foi o 15º a ir à pista e conseguiu superar o experiente companheiro na RLL, Graham Rahal, mas também mostrou a falta de ritmo da equipe ao ficar em 14º, com 2min36s896. Outro ex-Formula One acelerou na sequência: Romain Grosjean também sofreu com a Dale Coyne e ficou logo à frente do alemão, com 2min36s664.
Marcus Armstrong foi o segundo piloto da Meyer Shank a se classificar e não conseguiu se aproximar do companheiro Rosenqvist, com apenas duas voltas abaixo de 39s. O #66 ficou com o oitavo tempo, com 2min36s046.

Duas vezes vice-campeão da Indy 500, Pato O’Ward colocou a McLaren na sexta colocação com três voltas na casa de 38s8, totalizando 2min35s676. O mexicano caiu para sétimo na sequência, após David Malukas mostrar a força da Foyt com 2min35s297, registrando giros entre 38s787 e 38s859 para assumir a segunda posição.
Alexander Rossi impressionou logo que foi à pista com a Carpenter e anotou 38s760 no primeiro giro, mas viu o desempenho cair um pouco nas voltas seguintes e chegou a andar em 38s940. Ainda assim, foi suficiente para colocá-lo na sexta posição entre os 20 pilotos que já haviam ido à pista na classificação da Indy 500, com 2min35s453.
Dennis Hauger expôs a dificuldade que a Dale Coyne tem encontrado em Indianápolis ao abrir a tentativa com 39s260. O piloto seguiu girando na casa de 39s e nada pôde fazer para evitar a 21ª e última posição até então, com 2min37s217.
Sting Ray Robb ficou bem distante do companheiro na Juncos, Rinus VeeKay. Enquanto o neerlandês aparecia em quinto, com 2min35s446, o norte-americano era apenas o 22º, com 2min38s890. Vice-líder do campeonato, Kyle Kirkwood ficou fora da disputa da pole com 2min36s789.
Caio Collet demonstrou bom desempenho logo nas duas voltas iniciais ao registrar 38s838 e 38s851. Nos giros seguintes, teve um pequeno aumento no tempo, anotando 38s962 e 38s909. Com 2min35s562 no total, o brasileiro assumiu a sétima posição e levou o público ao delírio em Indianápolis.

Na sequência, foi a vez de Hélio Castroneves ir à pista. O brasileiro cravou 38s934 e 38s960 nos primeiros giros, seguidos por 39s051 e 39s024, totalizando 2min35s971. Com a marca, o veterano ficou na 12ª colocação, correndo grande risco de não avançar à próxima fase da classificação da Indy 500.
Depois dos brasileiros, Takuma Sato colocou o #75 na pista. O bicampeão da Indy 500 mostrou ter um ritmo à parte dentro da RLL e encerrou a tentativa com 2min35s847, aparecendo em 11º e tirando Castroneves do Top-12.
Com boas atuações recentes em ovais, Christian Rasmussen ficou aquém dos companheiros da Carpenter ao marcar 2min36s034, terminando na 14ª colocação, logo atrás de Castroneves. O dinamarquês surgiu em oitavo na parcial da primeira volta, mas não conseguiu sustentar o ritmo nos demais giros.
Louis Foster foi à pista e mostrou, com a RLL, um desempenho intermediário entre Takuma Sato e os demais companheiros, encerrando a tentativa em 20º, com 2min36s377. Em seguida, Kyffin Simpson foi o segundo representante da Ganassi na classificação e mostrou desempenho melhor do que havia apresentado ao longo da semana andando de cara para o vento. Com 2min35s780, subiu para a 11ª colocação e empurrou Sato para a bolha do Top-12.
30º a entrar na pista, Jack Harvey não cumpriu as expectativas em cima do bom desempenho apresentado nos treinos durante a semana de preparação da Indy 500. Apontado com um dos nomes que avançaria à disputa da pole-position, o britânico ficou apenas em 27º, com 2min37s063, entre as RLL de Mick Schumacher e Rahal.
Álex Palou foi à pista na sequência e ficou ameaçado de não avançar ao Top-12. O espanhol abriu com 38s878. Depois fez 38s938, 38s994 e concluiu com 38s928, somando 2min35s739, na 11ª posição, com dois competidores ainda a registrar tempo.
Jacob Abel, da Abel, e Katherine Legge, da Foyt-HMD, não foram ameaça à Palou e Simpson, que estavam na bolha na classificação da Indy 500. Ambos ficaram em 32º e 27º, respectivamente, com 2min37s777 e 2min36s892. Com isso, avançaram Rosenqvist, Malukas, Daly, McLaughlin, VeeKay, Rossi, Collet, Dixon, O’Ward, Ferrucci, Palou e Simpson. Castroneves vai largar em 15º.
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A programação completa e transmissão da Indy 500 2026:
| Sessão | BRA* | CBV | POR | ANG | MOZ |
| Top 12 | Fast 6 (17/05) | 17:00 | 19:00 | 21:00 | 22:00 |
| TL7 (18/05) | 14:00 | 16:00 | 18:00 | 19:00 |
| TL8 (22/05) | 12:00 | 14:00 | 16:00 | 17:00 |
| Corrida | 12:45 | 14:45 | 16:45 | 17:45 |
* horário de Brasília [GMT -3]
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Fonte original: Grande Prêmio