Grande Prêmio

Verstappen deixa endurance de queixo caído e corrobora: só precisa de carro para voar

Max Verstappen só confirmou que estamos acompanhando um dos maiores pilotos que este planeta já viu, por isso foi um pecado a perda da vitória depois da quebra do Mercedes #3 nas 24 Horas de Nürburgring O post Verstappen deixa endurance de…

Verstappen deixa endurance de queixo caído e corrobora: só precisa de carro para voar
Max Verstappen (Foto: Red Bull Content Pool)

Que Max Verstappen andaria em ritmo forte no icônico e traiçoeiro traçado de Nürburgring, definitivamente não havia dúvidas, tanto que o próprio companheiro de equipe, o experiente piloto de corridas de resistência Daniel Juncadella, alertou para a conhecida agressividade do quatro vezes campeão da Fórmula 1. De fato, o que se viu neste fim de semana cada vez que o neerlandês assumia o volante não foi propriamente uma ‘surpresa’, mas o choque do mundo do endurance com a concretização da passagem de Verstappen pela prova de 24 horas só corroborou com a máxima de que estamos acompanhando um dos maiores pilotos que este planeta já viu.

Verstappen é um personagem longe da unanimidade. Mesmo diante do incontestável talento, muitos resistem em colocá-lo no mesmo patamar de figuras icônicas da Fórmula 1 por conta da, digamos, lógica própria de pilotagem na base do ‘ou vai ou racha’. Claro que os mais de dez anos de experiência amenizaram o efeito disso, ainda que Max continue o tipo de piloto que só enxerga uma opção quando está em disputa contra outro piloto: a posição é minha, porque não serei eu a frear.

Curioso é que foi exatamente isso que vimos no Inferno Verde de Nordschleife assim que Juncadella, o responsável pelo primeiro stint do Mercedes #3 nas 24 Horas de Nürburgring, passou o carro para o neerlandês. A primeira parada o fez voltar à pista em nono, ficando atrás de alguns carros que ainda não haviam realizado o pit-stop, só que ele não quis — e nem pôde, porque endurance não é desse jeito — saber de esperar e começou a escalar o grid até assumir a liderança da forma mais Verstappen possível: colocando as rodas na grama em um belíssimo mergulho.

Dali em diante, começou o show particular que se repetiu em todas as vezes que era ele a conduzir o Mercedes #3, fosse no seco ou no molhado. Em dado momento, em somente uma volta, ao retornar em segundo após nova parada, tirou 6s do líder e tomou a ponta de um jeito que realmente fazia tudo aquilo parecer muito, muito fácil.

“A última vez que pilotamos juntos foi na F3, um contra o outro, e com certeza é melhor tê-lo como companheiro, porque ele é simplesmente uma máquina. Ele é muito divertido, trabalhador e possui uma velocidade incrível”, afirmou Lucas Auer, um dos integrantes do quarteto do #3.

A presença de Verstappen em um dos eventos mais tradicionais das corridas de resistência atraiu um público não muito familiarizado com a dinâmica do endurance, tanto que soava estranho a diferença de rendimento entre o piloto da Red Bull na F1 e os colegas Juncadella, Auer e Jules Gounon, todos com bom histórico em competições do tipo, como o IMSA SportsCar e o WEC. Mas há no endurance a necessidade de se buscar um bom equilíbrio entre administrar o ritmo para cuidar do equipamento, que precisa resistir até o final em meio às intempéries que podem surgir, e a velocidade pura em busca de boa gordura para garantir a posição.

Max Verstappen fez em Nürburgring aquilo que todo mundo já sabe (Foto: Red Bull Content Pool)

O quarteto do Mercedes #3 combinou todos esses elementos, e ainda que Max não estivesse lá, seria um candidato claro à vitória, assim como foi o Mercedes #80 e a Lamborghini #84, que teve o roteiro dos mais cinematográficos ao correr a hora final com uma punição que a tirava do segundo lugar, mas viu uma bandeira amarela salvadora causada por uma batida no meio da floresta na última volta, comemorada pela equipe como um gol em final de Copa. Azar do Aston Martin #34, que teve de se contentar com o terceiro.

No final das contas, a quebra do #3 quando possuía uma vantagem larga na liderança foi daqueles pecados que deixam qualquer apaixonado por corridas com o olhar perdido de desolação. E Juncadella tratou de afastar qualquer ligação entre o problema no eixo de transmissão e o toque entre Verstappen e Maro Engel, do #80, durante a madrugada, quando brigavam pela liderança. O contato fez Engel ir para a grama, mas ambos seguiram na disputa — mais ‘Verstappen’, impossível.

É difícil, portanto, imaginar que a Verstappen Racing não venceria as 24 Horas de Nürburgring, por isso o tamanho da frustração de Max e dos mais de 50 mil espectadores que acompanhavam a hora final pela transmissão recorde do GRANDE PRÊMIO quando foi confirmada a retirada — a equipe ainda retornou nos 15 minutos restantes para concluir a heroica jornada, fechando na 20ª colocação na classe principal. Não veio a vitória, mas o que fica, sem dúvida, é a constatação de que Verstappen realmente só precisa de um carro para voar.

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Fonte original: Grande Prêmio