Em uma Fórmula 1 com um dos calendários mais estranhos dos últimos tempos, as equipes intermediárias do grid tiveram um GP de Miami curioso. Enquanto os ajustes propostos no regulamento tiveram um impacto razoavelmente positivo, alguns times puderam se destacar de forma positiva e negativa em um cenário cujo a leitura ainda é incerta pelo espaçamento grande das provas que torna o campeonato completamente morno.
Quem aproveitou para começar a dar as caras foi a Williams, que com Alexander Albon e Carlos Sainz, conseguiu somar pontos com os dois carros pela primeira vez no ano. Em uma temporada que já se desenha decepcionante por todo o atraso no desenvolvimento do FW48, o time aproveitou o GP caótico em Miami para dar os primeiros sinais de melhoria e avanço no pelotão intermediário.
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A equipe ainda pena com o excesso de peso, mas tem um carro que conquista grandes largadas como trunfo. É óbvio que o cenário de Miami não deve se repetir com frequência em termos de corridas com frequentes batidas e problemas mecânicos, mas é uma prova de que, mesmo com as dificuldades atuais, o time tem pilotos competentes para extrair o máximo do que este carro permite.

Quem parece não ter jeito de qualquer maneira é a Aston Martin. A Honda parece ter avançado um pouco em relação aos problemas graves da vibração do motor apresentados nas primeiras corridas do ano, mas o vexame em Miami acabou sendo reforçado por esta “melhoria”, ao ponto da FIA precisar liberar o time para largar a corrida sprint por se classificar com tempos acima da regra de 107%.
Atualmente, os únicos motivos de comemoração em Silverstone são guardados para quando conseguem completar as corridas. Evidentemente muito pouco para um projeto que aparentava ser ousado e que tem muito dinheiro em jogo. Este calvário deve durar até o fim do primeiro semestre, que não está longe.
Na batalha para ser a melhor do pelotão intermediário, a Alpine ganhou um respiro mesmo com o curioso acidente de Pierre Gasly em choque com Liam Lawson. Isso porque Franco Colapinto finalmente mostra traços de evolução, conquistando o melhor resultado pessoal na Fórmula 1. Mesmo que a saída dos motores Renault possa representar uma certa falta de identidade da esquadra francesa, não há como negar que o desempenho melhorou a partir do momento em que firmam a parceria com a Renault.
A Haas foi uma das grandes derrotadas de Miami. Sem brilho de Oliver Bearman, o time viu Esteban Ocon decepcionando mais uma vez. O francês, por sinal, corre enorme risco de entrar na berlinda. Era esperado para ser o líder do projeto do time americano, mas segue no bolso de Bearman e os problemas de relacionamento que marcaram toda a carreira seguem muito evidentes.
Miami foi um bom experimento em termos do pelotão intermediário, mas ainda soa como uma corrida isolada em um calendário estranho. A partir do GP do Canadá, a tendência é que a Fórmula 1 esquente. E as batalhas no pelotão intermediário tendem a ficar mais equilibradas e interessantes.
A Fórmula 1 volta de 22 a 24 de maio, com o GP do Canadá, quinta etapa da temporada 2026.
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Fonte original: Grande Prêmio